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	<title>A Natureza Humana &#187; El Chaltén</title>
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		<title>Caminhamos, mas às vezes corremos!</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 03:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
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			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69df27b923719" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">S</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>em as mochilas pesadas e com o fôlego renovado pelas belíssimas paisagens muitas vezes aumentamos o ritmo e deixamos a calma caminhada de lado, colocamos um bom som nos fones de ouvido e apertamos o passo. Na volta da Laguna Sucia eu estava animado e lembrando de muitas coisas do Brasil ao som do Rappa, nada mais justo que eles fossem a trilha sonora para esse vídeo.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
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		<title>A aventura na estrada que nos levou a uma nova Patagônia</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2015 16:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69df27b933811" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>osso planejamento terminava em El Chaltén, ou seja, quando saímos do Brasil só tínhamos estudado o caminho das cidades desde Ushuaia até ali, daí pra frente iríamos descobrir enquanto estivéssemos viajando. Muitas pessoas nos deram dicas de onde passar durante a viagem e quando saímos da cidade isso era tudo o que tínhamos, mas não imaginávamos que <strong>a Patagônia ainda nos reservava uma grande aventura</strong>.</p>
<p class="p1">Como já falamos, Chaltén é uma cidade bem pequena e estávamos em um camping próximo da saída da cidade, então acordamos, tomamos um café reforçado, arrumamos as mochilas e fomos até lá. Já deixamos separadas algumas comidas prontas (biscoitos, pão e barras de cereal) em um local de fácil acesso, pois sabíamos que era uma rota de pouco movimento, então <strong>poderíamos ficar ali por muito tempo</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5652"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5659" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Bruna pedindo carona na saída da cidade" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5658" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada-1024x683.jpg" alt="Caminho entre Chaltén e Três Lagos - Pôr do sol na beira da estrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Da saída da cidade até o cruzamento da Ruta 40 esperamos por mais ou menos 3 horas, o que não é pouco, mas também não é desesperador. Fomos na caçamba de uma caminhonete de um casal de argentinos que já tinha pegado outros 3 mochileiros que estavam pedindo carona um pouco a frente de onde estávamos, ou seja, eram os dois e mais 5 caroneiros agora. O trajeto de aproximadamente uma hora e meia foi tranquilo e nos animou bastante, mesmo com <strong>o vento gelado</strong> que encarávamos na parte de cima do carro.</p>
<p>Chegando no cruzamento, eles seguiram para a direita, em direção a El Calafate e nós fomos para o outro lado da Ruta 40 que nos levava para o norte. Ventava muito então fomos buscar um pouco de abrigo atrás de uma placa da rodovia que nos dava as distâncias até os próximos povoados. Nos deparamos com algumas mensagens não muito animadoras riscadas com pedras ou canetões na parte de trás da placa: &#8220;não passa ninguém!&#8221;, &#8220;cadê os carros?&#8221;, &#8220;vamos morrer aqui!&#8221;, &#8220;não há água&#8221;, mas estavam acompanhadas também de muitas que diziam <strong>&#8220;sorte, mochileiro&#8221;!</strong></p>
<p><strong>Esperamos, esperamos e esperamos. </strong>Haviam pouquíssimos carros e mais ou menos 8 em cada 10 entrava sentido Chaltén e não nos servia. Fizemos uma média rápida que nos deixou com mais ou menos um carro a cada 45 minutos. Isso mesmo, um automóvel a cada quase uma hora. Nessa hora, apesar de todo o otimismo das boas experiências com as caronas aqui na Argentina e no Chile, <strong>ficamos bem preocupados</strong>.</p>
<p>As horas passavam, os pouquíssimos carros passavam e nos deixavam ali, <strong>desanimados e cansados</strong>. Foi quando apareceram os também mochileiros Laura, Leo e Steve pra levantar o ânimo. Leo tínhamos conhecido na casa do Santi em Puerto Natales e Laura e Steve encontramos junto com ele na trilha para a Laguna de Los Tres alguns dias atrás. Eles também iam para o norte, ou seja, apesar de agora termos novos companheiros para conversar, a possibilidade de carona relativamente diminuía.</p>
<p>Mais horas se foram e nesse meio tempo chegaram outras 3 pessoas, um casal de um peruano e uma italiana e um norte americano maluco que tinha uma mochila muito pequena com apenas algumas roupas, não tinha barraca ou saco de dormir, o que naquelas circunstâncias era muito arriscado. Enfim, agora éramos 8 pessoas, numa rodovia que quase não passava ninguém e a noite estava chegando. O vento não tinha diminuído então armar a barraca num lugar como esse, sem proteção, não seria algo fácil. Haviam dois &#8220;túneis&#8221; para escoamento de água nas laterais da estrada, não eram uma mansão, mas eram suficientemente grandes para nos abrigar deitados com os sacos de dormir, <strong>seria um bom abrigo</strong>.</p>
<p>Eu já estava preparado psicologicamente para fazer isso, era uma das coisas mais extremas que tínhamos feito na viagem, era uma condição muito ruim, mas eu estava me acostumando com a ideia. Eis que depois de mais ou menos umas 5 horas e meia esperando <strong>um carro parou</strong>, eu quase que não podia acreditar. Era um carro pequeno e Leo foi falar com o motorista que no final de tudo, se mostrou um grande pé no saco. Ele falou que <strong>não ia nos dar carona</strong>, ficava nos cortando enquanto falávamos e só queria meio que fazer propaganda de uma linha de ônibus que passaria por ali mais tarde da qual ele seria o motorista a partir da próxima parada. Leo tentou argumentar e pedir para que só levasse um de nós até um posto de gasolina que ficava a 30 quilômetros ou qualquer coisa do tipo, naquele ponto qualquer coisa servia. Ele retrucou com um &#8220;quanto me pagas por esto?&#8221;, nessa hora eu dei as costas e vi que não ia dar em nada.</p>
<p>O valor do ônibus era AR$ 700,00 (cerca de R$ 160,00 que certamente iria para o próprio motorista) e ele pediu AR$ 100,00 para levar um de nós até o posto de gasolina, era nítido que queria aproveitar-se da nossa situação. Nenhum de nós, exceto o norte americano que não tinha como dormir ali, estava disposto a gastar tudo isso, <strong>era muita grana</strong>. Então novamente voltamos a estaca zero.</p>
<p>Mais tempo se passou e nada. Já eram 21:30h, a noite tinha chegado e eu estava prestes a começar a arrumar as coisas para cozinhar algo e ir dormir. O ônibus passaria por ali mais ou menos 22:00h e Leo estava seguro que iria convence-lo a nos levar até o posto de gasolina, então esperamos um pouco mais. Nesse meio tempo passou uma caminhonete com apenas um casal dentro, fizemos sinal com as lanternas, pulamos, esperneamos e nada, passou direto. <strong>Mas nessa hora nossa sorte mudou</strong>, lá no fundo, no horizonte eu vi a mesma caminhonete fazer a volta.</p>
<p>O motorista chegou e perguntou: &#8220;o que estão fazendo todos vocês, aqui a essa hora?&#8221;, Leo (que era argentino, então se tornou nosso porta-voz) começou a explicar tudo, que estávamos ali desde sempre e que ninguém havia parado e quase implorando dizia para nos levar até o posto de gasolina. O senhor aceitou e começamos a nos empilhar em cima da caminhonete com todas as mochilas, o que não era uma tarefa nada fácil, afinal <strong>éramos 8 e com mochilas bem avantajadas</strong>. Nesse meio tempo surgiu outro farol no horizonte (contrariando totalmente nossa média até então) e o motorista pegou uma das lanternas e foi na beira da estrada pedir para que parasse também. Acabou que era um conhecido dele e tinha lugar para mais duas pessoas no seu carro. Definitivamente nossa sorte tinha mudado.</p>
<p>Os dois carros nos levaram até o posto de gasolina e lá baixamos todos, menos o norte americano que foi com um dos carros até o próximo povoado para procurar um lugar para ficar pela noite. <strong>Estávamos muito contentes</strong>, tínhamos um lugar abrigado para dormir, água (que era nosso maior problema, pois tínhamos pouco então cozinhar na estrada seria complicado) e até banheiros! Conversamos com a senhora que estava no caixa e ela se mostrou muito solícita, disse que podíamos armar as barracas ao lado a construção sem problemas.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5677" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento-1024x682.jpg" alt="El Chaltén até o cruzamento" width="1024" height="682" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5678" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis-1024x683.jpg" alt="Mensagens não tão agradáveis" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5679" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40-1024x682.jpg" alt="Nós e a Ruta 40" width="1024" height="682" /></a></p>
<p>Juntamos o que tínhamos de comida, fizemos uma janta comunitária e fomos dormir. No outro dia fomos caminhando até o próximo povoado que ficava a 3 quilômetros dali. Chegando lá fomos primeiro a uma padaria e Laura educadamente pediu pra atendente se tinha algum pão ou algo que não poderia vender mais, de ontem ou coisa do tipo e ela gentilmente nos forneceu o que seria nosso café da manhã. Depois passamos em um mercadinho para comprar um pacote de macarrão e outro de polenta, as duas coisas mais baratas que havia lá, muitas vezes encaramos a redução de custos a sério.</p>
<p>E novamente nos dirigimos para a saída da cidade e recomeçamos nossa batalha, agora com 7 pessoas. E a história se repetiu, <strong>pouquíssimos carros e ninguém parava</strong>. Depois de muitas horas novamente, estávamos todos ficando de saco cheio de tanto esperar. Leo e Steve foram os primeiros a mudar os planos, decidiram ir para a outra saída do povoado (por onde entramos), voltar para Calafate e fazer um contorno gigante pela Ruta 3, que fica do outro lado do país, mas é muito mais movimentada. Mais ou menos uma hora depois passaram por nós em uma caminhonete gritando &#8220;Ruta 3! Ruta 3&#8243;! Parecia que o plano havia funcionado.</p>
<p>Mais um tempo se passou e chegou um carro com um casal que conhecia o peruano e a italiana que estavam pedindo carona conosco. Só havia espaço para os dois e eles se foram, ficamos todos muito felizes afinal dos 7 agora só restavam 3, aumentando nossas chances, além de toda a alegria compartilhada por nossos companheiros já estarem seguindo viagem.</p>
<p>Ficamos na beira da estrada por mais um tempo até decidirmos que iríamos aceitar qualquer coisa, estaríamos dispostos a cancelar nossa subida pela Ruta 40 e ir para a Ruta 3 como haviam feito Leo e Steve. Depois de mais algum tempo parou uma caminhonete e nos disse que ia pra lá, já estávamos ali há 5 horas, então é claro que <strong>topamos na hora</strong>.</p>
<p>Mais ou menos 3 horas depois havíamos cruzado toda a Argentina e estávamos em Piedra Buena na beira da Ruta 3. Aqui sim, todo o azar da Ruta 40 desapareceu, nem bem colocamos as mochilas no chão e <strong>uma outra caminhonete parou</strong>. Tinha lugar para nós três e era dirigida pelo argentino Andres. Confirmamos se ele ia para o norte e partimos.</p>
<p>Começamos a conversar, explicamos de toda a viagem, pra onde íamos e tudo mais. Ele morava em Puerto Deseado, uma cidade que fica à direita da Ruta 3, meio fora de mão para nós, mas ele poderia nos deixar em Puerto San Julián, uma cidade antes. Ele nos disse também que tinha uma fazenda que ficava entre Deseado e San Julián que era pra onde estava indo agora e como já estava bem tarde não queria nos deixar sem lugar pra ficar em San Julián então nos convidou para irmos até a fazenda com ele, poderíamos dormir lá e no outro dia ele nos levaria até Puerto Deseado. Por alguns momentos nos olhamos e ficamos pensando se tínhamos mesmo entendido bem o que acabamos de ouvir.</p>
<p>Depois de dois dias extremamente cansativos na beira da estrada esse convite foi simplesmente <strong>a melhor coisa que poderia ter acontecido</strong>. Nem conseguíamos acreditar, em um momento estávamos dormindo na beira da estrada e pedindo por caronas que não paravam nunca e no outro tínhamos já tínhamos subido bastante ao norte e tínhamos a possibilidade de uma cama e um banho quente, tudo isso sem pagar um centavo sequer, isso era simplesmente inimaginável.</p>
<p>Chegamos na fazenda de Andres, já era muito tarde, quase meia noite, fizemos uma janta rápida e todos despencamos na cama (cama de verdade!), estávamos muito cansados. No outro dia acordamos e a mesa do café estava posta com um bilhete dele dizendo que retornaria mais tarde. Tomamos o café com um sorriso de orelha a orelha e quando saí da casa me deparei com um dia lindo e uma vista sensacional, um campo sem fim, em uma paisagem desértica totalmente diferente das montanhas que estávamos acostumados a ver. Enquanto eu caminhava um pouco ao redor da casa um dos peões da fazenda passou por mim, me cumprimentou e disse que estava começando a preparar um cordeiro &#8220;al asador&#8221; que é o tradicional cordeiro patagônico assado em fogo de chão. Andres tinha comentado no dia anterior que mesmo sendo vegetarianos deveríamos prová-lo, pois era sensacional.</p>
<p>Quando iniciamos a viagem já tínhamos conversado sobre isso, que seria bem possível que abríssemos algumas exceções e <strong>comêssemos carne em algumas situações</strong> específicas como quando se tratasse de um prato típico, ou quando quem nos estivesse recebendo talvez fosse se sentir mal pela recusa da carne ou até mesmo se estivéssemos sem muita opção para manter o nível de proteína adequado pelo fato de termos algumas comidas muito caras aqui (que era o nosso caso agora, pois passamos os últimos dias nos alimentando muito mal na estrada). Já tínhamos comido a centolla, que é um caranguejo gigante, típico de Ushuaia, já tínhamos comido atum em um dos dias de trilha pois não tínhamos outra coisa, já tínhamos experimentado o choripan (um pão com linguicinha e condimentos) na casa de Gabi. Enfim, não seria a primeira vez, mas de alguma forma eu estava me sentindo diferente.</p>
<p>Sabíamos que era um animal que havia sido criado ali na fazenda, criado solto, morto pelas mãos dos peões e feito de uma maneira menos industrial. Era um presente de quem nos estava hospedando e um prato típico. Além de tudo isso era um prato que eu queria muito comer, quem me conhece sabe que gosto muito do sabor da carne e que apenas não a como pelo ideal, mas quando comemos fiquei com aquele pé atrás, como se estivesse fazendo algo errado. Estava delicioso, fato. <strong>Uma das melhores carnes que já provei</strong> e certamente uma das melhores refeições da viagem e além disso me fez refletir muito sobre o ideal do vegetarianismo. E ainda me confirmou a opinião de que quero me afastar o máximo possível de todas as comidas industrializadas, inclusive as que não são de origem animal.</p>
<p>Depois disso durante a tarde fomos ajudar Andres a desatolar um caminhão no meio de sua fazenda e a tarde toda passou voando. Acabou ficando tarde para irmos até Deseado, além disso não havíamos conseguido tirar o caminhão completamente, ainda faltava um pouco. Então retornamos a casa, preparamos uma janta novamente e dormimos mais uma noite em uma cama confortável. No outro dia acordamos e Andres já tinha saído para desatolar o que faltava do caminhão e Bruna começou a preparar as panquecas para o café da manhã. Nesse meio tempo Andres retornou e tomou café conosco.</p>
<p>Fizemos também um pequeno tour pela fazenda, conhecemos todo o processo de produção da lã e da carne que fazem ali, vimos <strong>vários objetos indígenas</strong> que Andres encontra pela fazenda como pontas de flechas, pedras lascadas e outras preparadas como bolas para serem usadas como boleadora. Depois do passeio nos despedimos de todos e partimos em direção a Puerto Deseado.</p>
<p>Chegando lá também fizemos um pequeno tour pela cidade, Andres nos mostrou os principais atrativos e nos pediu desculpas por não ter mais tempo para mostrar mais, como se ele precisasse pedir desculpas por algo. Depois nos deixou em frente a um supermercado porque necessitávamos encher novamente nossos estoques de comida para encarar a estrada novamente. A<strong>gradecemos muito por tudo</strong> e depois da nossa compra seguimos caminhando até a saída da cidade.</p>
<p>E lá estávamos nós novamente: eu, Bruna e Laura na beira de estrada chamando a atenção dos motoristas que passavam. Agora numa estrada muito mais movimentada, bem longe de onde imaginávamos anteriormente e com uma bagagem muito maior do que antes. <strong>E não, não estou falando das mochilas</strong>. Conhecemos uma nova Patagônia, a Patagônia da imensidão desértica e do acolhedor povo do campo. Nos desprendemos de toda a programação, ligamos o modo aleatório e ganhamos muito com isso, aproveitamos o inesperado e descobrimos coisas que nem imaginávamos conhecer durante a viagem. Definitivamente desapegar um pouco dos planos vale a pena.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5671" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Laura na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5668" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5661" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5660" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5670" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5669" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5665" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres - Carrinho de mão" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-5663" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Desencalhando-o-caminhão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Desencalhando o caminhão" width="1024" height="683" /></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5673" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Pôr do sol na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5666" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5662" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiros na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5667" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 3" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5672" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Nós, Andres e Laura" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5664" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Despedida da fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>El Chaltén &#8211; Combo: Laguna Sucia, Laguna Piedras Blancas, Lagunas Madre y Hija e Laguna Capri (ufa!)</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2015 18:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Saímos de lá e fomos direto para a próxima, a Laguna e o Glaciar Piedras Blancas. Mais uma vez, caminho entre as pedras, agora no sentido contrário, descendo o rio. Quando paramos de acompanhar o rio e tomamos a esquerda para chegar à base, as pedras de tornam maiores e me bateu uma pequena fobia [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69df27b93d6b7" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">A</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p> quinta noite em El Chaltén talvez tenha sido <strong>a mais fria</strong> que passamos dentro da barraca. Acordamos diversas vezes com frio e passamos todo o tempo arrumando o saco de dormir de forma que ficasse o mais fechado o possível. Ainda assim, o equipamento deu conta, mesmo sem estarmos vestidos com muita roupa.</p>
<p class="p1">Depois de um dia inteiro de descanso estávamos prontos para encarar todas as trilhas que tínhamos planejado. E como tínhamos muitos bons pontos por perto, o dia prometia. Começamos com a <strong>Laguna Sucia</strong>, que nos surpreendeu de verdade. Primeiro que o nome não faz jus ao que ela é: uma lagoa límpida, de tom azulado. Segundo que ela é menos conhecida que a Laguna de Los Tres, mas a vista que proporciona da montanhas é muito mais impressionante, pois elas parecem nascer dela, dando a impressão de estarem muito próximas.</p>
<p class="p1">O caminho até lá alterna entre trilha no bosque e caminhada subindo sobre as pedras que margeiam o rio. Ao final, apenas pedras, onde precisamos fazer uma pequena &#8220;escalaminhada&#8221; até chegarmos. Uma hora de caminhada (só ida) que <strong>vale muito a pena</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5642"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Vista-para-o-vale.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5628" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Vista-para-o-vale-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna Sucia - Vista para o vale" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Rio-e-as-montanhas-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5627" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Rio-e-as-montanhas-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna Sucia - Rio e as montanhas ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Bruna-escalando.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5626" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Bruna-escalando-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna Sucia - Bruna escalando" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Sucia.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5616" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Sucia-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Sucia" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Saímos de lá e fomos direto para a próxima, a <strong>Laguna e o Glaciar Piedras Blancas</strong>. Mais uma vez, caminho entre as pedras, agora no sentido contrário, descendo o rio. Quando paramos de acompanhar o rio e tomamos a esquerda para chegar à base, as pedras de tornam maiores e me bateu uma pequena fobia ao ver aquelas gigantes amontoadas até o alto da montanha (dava a impressão de que algumas delas poderia desabar numa avalanche a qualquer momento). Mas passou. E quando vimos estávamos diante de outra laguna azulada, com um lindo glaciar ao fundo que volta e meia soltava barulhos estrondosos de gelo despencando.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-Pedras-gigantes.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5625" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-Pedras-gigantes-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna e Glaciar Piedras Blancas - Pedras gigantes" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-Bruna-e-o-glaciar-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5624" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-Bruna-e-o-glaciar-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna e Glaciar Piedras Blancas - Bruna e o glaciar ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5614" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna e Glaciar Piedras Blancas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Glaciar-Piedras-Blancas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5634" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Glaciar-Piedras-Blancas-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Glaciar Piedras Blancas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Voltamos ao acampamento, era a hora do nosso almoço, estávamos muito inspirados e fizemos o caminho de volta inteiro conversando sobre <strong>planos para o futuro e ideias para o site</strong>, um grande brainstorm que sabíamos que só poderia ter acontecido nesse lugar mágico, estávamos super empolgados. Cozinhamos e tratamos de desmontar tudo, agora o passeio seria no mesmo sentido do nosso próximo ponto de camping, então era mais prático levar as mochilas completas.</p>
<p class="p1">No dia anterior havíamos reencontrado Leo e Jean Carlo, outra surpresa muito agradável. Tínhamos conhecido eles na casa do Santi, em Puerto Natales. Nos despedimos deles e de outros novos amigos e seguimos em direção às lagunas<strong> Madre y Hija</strong>.</p>
<p class="p1">Essas lagunas são lindas, com uma coloração diferente das outras que vimos na Patagônia, têm um verde magnífico e são rodeadas por uma vegetação rasteira com folhas alaranjadas que só faziam melhorar a paisagem. Paramos um pouco para apreciar, mas logo tínhamos que seguir, pois o dia estava terminando.</p>
<p class="p1">Voltamos à trilha principal e seguimos para a Laguna Capri, aquele ponto que desviamos no primeiro dia. Outra paisagem linda. Era final de tarde e, sem vento, a lagoa tinha virado um espelho, refletindo as nuvens e as montanhas ao redor. Acampamos muito próximos à margem e quando cozinhamos nosso jantar, já tinha escurecido. O macarrão com tomate seco fez sucesso mais uma vez e dormimos muito bem, e apesar do vento, que pela primeira vez começou a soprar por aqui, essa noite não fez tanto frio.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Madre-e-o-espelho-dágua.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5615" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Madre-e-o-espelho-dágua-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Madre e o espelho d'água" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Capri.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5635" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Capri-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Capri" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Capri-e-as-montanhas-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5613" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Capri-e-as-montanhas-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Capri e as montanhas ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">
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		<title>El Chaltén &#8211; Acampamento Poincenot e Laguna de Los Tres</title>
		<link>http://anaturezahumana.com/2015/03/el-chalten-acampamento-poincenot-e-laguna-de-los-tres/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2015 21:22:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Iniciamos a trilha num dia quente fora do comum nessa região. Começa com uma subida considerável até o “mirador Rio de las Vueltas” com uma linda vista da cidade e do rio que ela margeia. Depois a trilha segue aberta cortando as montanhas e nos fazendo sofrer um pouco mais com o sol. Quando chega [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69df27b946b7a" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">D</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>epois de uma boa noite de sono, no nosso quarto dia em El Chaltén decidimos fazer uma famosa trilha, que leva ao acampamento Poincenot e de lá, a várias lagunas e mirantes. A primeira precaução dessa vez foi <strong>deixar algumas coisas no locker do hostel e subir um pouco mais leves</strong>, com comida apenas para os três dias que passaríamos lá e somente o necessário para acampar. Foi a melhor decisão que tomamos.</p>
<p>O início da trilha fica no final da cidade, quando termina a rua principal (mas estamos falando de El Chaltén, então as distâncias são curtas e podemos fazer tudo a pé, tranquilamente). No meio do caminho vimos um restaurante vegetariano do outro lado da rua e decidimos comer alguma coisa ali. Apesar de restaurantes serem raros em nossa viagem, o preço ali estava bom e compensaríamos o gasto pois ficaríamos três dias acampando. <strong>El Chaltén surpreendeu pela variedade em comida vegetariana</strong>. Além desse restaurante especializado, vários outros traziam em seus quadrinhos expostos opções de menu vegetariano. O nome do restaurante que fomos é Prana Bar Natural, com um ambiente pequeno e super aconchegante, comida bem temperada, carregada no curry e porções generosas, valeu a pena.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5630"></span></p>
<p>Iniciamos a trilha num dia quente fora do comum nessa região. Começa com uma subida considerável até o “<strong>mirador Rio de las Vueltas</strong>” com uma linda vista da cidade e do rio que ela margeia. Depois a trilha segue aberta cortando as montanhas e nos fazendo sofrer um pouco mais com o sol. Quando chega a parte do bosque dá um alívio tremendo e até conseguimos imprimir um ritmo um pouco mais forte de caminhada. Em pouco menos de duas horas chegamos a uma bifurcação que levaria à esquerda para o acampamento Capri e à direita para o mirador Fitz Roy (as duas trilhas se juntam mais adiante e segue em um caminho único até o Poincenot). Pegamos à direita até o mirador, pois pensávamos em passar na laguna Capri na volta.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Nós-e-a-vista-para-a-cidade.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5617" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Nós-e-a-vista-para-a-cidade-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Nós e a vista para a cidade" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Bruna-e-o-Rio-de-las-Vueltas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5620" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Bruna-e-o-Rio-de-las-Vueltas-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Bruna e o Rio de las Vueltas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Depois de mais duas horas de caminhada estávamos perto do nosso destino, a vista das montanhas, com destaque para o imponente Fitz Roy já era espetacular e as árvores com suas folhas em tons alaranjados mostravam que <strong>o outono já começava a dar o ar da graça por aqui</strong>. As cores da paisagem pareciam ter saído de uma pintura! Perdidos nesses deslumbres, íamos caminhando felizes em bom ritmo, sempre dando um saudoso “Hola” a todos que passavam pela gente. Uma dessas pessoas nos parou e falou em português: &#8220;<strong>Cara, eu conheço vocês!</strong>”. Abrimos um enorme sorriso e pensamos num breve instante “Não é possível que ele nos conheça do blog&#8230;”, ao que ele adivinha e já responde “Estou acompanhando o blog de vocês, peguei várias dicas antes de viajar”. Impossível descrever a sensação maravilhosa que foi encontrar o Glauco, o Jean e o Jan, um mineiro e dois alagoanos, pessoas totalmente desconhecidas, mas que conseguimos chegar através desse espaço e por uma feliz coincidência cruzar em uma trilha do outro lado da América. Fizemos fotos, conversamos sobre a viagem, trocamos dicas e nos despedimos. Nós dois ainda não acreditando direito no que tinha acontecido, foi surpreendente e gratificante.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Pedra-solitária.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5637" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Pedra-solitária-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Pedra solitária" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Bruna-e-as-montanhas-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5619" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Bruna-e-as-montanhas-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Bruna e as montanhas ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Outono-chegando.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5636" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Outono-chegando-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Outono chegando" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Nós-Jan-Jean-e-Glauco.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5622" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Nós-Jan-Jean-e-Glauco-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Nós, Jan, Jean e Glauco" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">
<p class="p1"><img class="aligncenter size-large wp-image-5621" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Nós-e-o-pôr-do-sol-no-caminho-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Nós e o pôr do sol no caminho" width="1024" height="683" /></p>
<p class="p1">Chegamos ao acampamento, montamos a barraca e nos sentamos para ver o sol se pôr atrás das montanhas. Conhecemos ainda o francês Rodrigo, que acabou estando sempre por perto durante esse camping, ele tem o Brasil no roteiro e o convidamos para se juntar a nós quando passar lá por Santa Catarina.</p>
<p class="p1">No dia seguinte acordamos as 5:00h da manhã, pois <strong>mais uma vez faríamos uma trilha ainda no escuro</strong>, para ver o sol nascer do alto da montanha, na beira da <strong>Laguna de Los Tres</strong>. Lá fomos nós em meio ao breu profundo, quebrado apenas pela luz da lanterna de cabeça. Foi uma hora de subida íngreme, com muitas pedras, mas levando apenas a câmera, casacos e um lanchinho e por sorte sem chuva ou vento. Lá em cima fazia muito frio, comemos pão e biscoitos enquanto esperávamos o sol nascer. O céu atrás de nós foi ficando vermelho, depois laranja e rosado, havia muitas nuvens, que assumiam a mesma coloração, num espetáculo matinal. <strong>O dia clareou, mas o sol, sol mesmo, não apareceu</strong>. Tímido, ficou escondido entre as nuvens e a sensação de frio continuava intensa. Começamos a descer, agora muito mais rápido, pois já se podia ver tudo ao redor. A vista era incrível e podíamos observar parte do caminho que havíamos feito no dia anterior.</p>
<p class="p1">Passamos o resto do dia na barraca, descansando e curtindo o friozinho que fazia. Tudo o que fizemos foi preparar comida e lavar algumas meias, já que estávamos sem pares limpos. Deixamos as outras trilhas para o dia seguinte, esse foi dedicado à preguiça.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-Noite-chegando.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5633" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-Noite-chegando-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Acampamento de Agostini - Noite chegando" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-ao-amanhecer.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5623" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-ao-amanhecer-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres ao amanhecer" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-Lavando-meias.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5632" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-Lavando-meias-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Acampamento de Agostini - Lavando meias" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Chegada a El Chaltén e Trekking Laguna Torre</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2015 18:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[camping]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
		<category><![CDATA[couchsurfing]]></category>
		<category><![CDATA[El Chaltén]]></category>
		<category><![CDATA[Fitz Roy]]></category>
		<category><![CDATA[Laguna Torre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A vista da chegada na cidade é de tirar o fôlego, enxergar o povoado pequenino cercado pelas montanhas e com o imponente Fitz Roy ao fundo nos deixou de boca aberta e enquanto íamos nos aproximando as paisagens só melhoravam. Chegamos e fomos até um restaurante, pois queríamos dar algo para Rodo em troca da [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69df27b94b30b" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>ossa estadia em El Calafate estava sendo maravilhosa, mas tínhamos que seguir em frente <strong>e a próxima cidade prometia</strong>. El Chaltén tinha sido recomendada por várias pessoas e tínhamos vistos muitas imagens lindas do povoado e do famoso <a title="Wikipédia - Monte Fitz Roy" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Fitz_Roy" target="_blank"><strong>Fitz Roy</strong></a>, a mais alta das montanhas que circunda a cidade com seus 3.375 metros de altitude.</p>
<p>Fomos até a saída de Calafate e esperamos por aproximadamente duas horas e meia até que conseguimos uma carona que ia direto até El Chaltén. Nosso motorista era Rodo (de Rodolfo, mas ele nos disse que era por tanto rodar pelas estradas da América do Sul) e ele dirigia sua querida &#8220;Argentina&#8221;. A viagem foi maravilhosa, <strong>o caminho é muito bonito mesmo</strong> e o clima estava perfeito. Além disso, fomos conversando sobre <a title="Wikipédia - A resposta para a vida, o universo e tudo mais" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarenta_e_dois" target="_blank">a vida, o universo e tudo mais</a>, parecíamos nos conhecer há muito tempo. <strong>Foi um percurso muito marcante</strong>, talvez um dos melhores que tenhamos feito entre uma cidade e outra aqui.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5607"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Nós-Rodo-e-a-Argentina.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5594" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Nós-Rodo-e-a-Argentina-1024x683.jpg" alt="Caminho para El Chaltén - Nós, Rodo e a Argentina" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Vista-para-as-montanhas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5595" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Vista-para-as-montanhas-1024x683.jpg" alt="Caminho para El Chaltén - Vista para as montanhas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada-com-a-Argentina.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5597" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada-com-a-Argentina-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Cidade vista da estrada de entrada com a Argentina" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5598" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Cidade vista da estrada de entrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>A vista da chegada na cidade é de tirar o fôlego, enxergar o povoado pequenino cercado pelas montanhas e com o imponente Fitz Roy ao fundo nos deixou de boca aberta e enquanto íamos nos aproximando <strong>as paisagens só melhoravam</strong>. Chegamos e fomos até um restaurante, pois queríamos dar algo para Rodo em troca da carona, como não costumamos ajudar com a gasolina decidimos pagar uma cerveja e uma pizza. Ele insistiu em pagar uma rodada e no final das contas acabou que pagamos quase a mesma coisa, vai entender esses argentinos.</p>
<p>Havíamos tentado alguns contatos de couchsurfing para El Chaltén, mas <strong>não obtivemos resposta de nenhum deles</strong>. Isso é um negócio que nos deixa um pouco decepcionados com o couchsurfing, muitos dos membros simplesmente ignoram as mensagens e as solicitações. Entenda que não há problema em negar, mas ver que o usuário fez login nos últimos dias e não te respondeu é um pouco frustrante, pois você acaba aguardando um retorno para decidir o que fazer, se tenta mais contatos, se procura um camping ou qualquer outra coisa. É uma pena, pois parece ser uma prática “comum”, em outras cidades também tivemos problemas com isso. Mas enfim, <strong>tivemos estadias perfeitas com o couchsurfing, então não podemos reclamar da rede</strong>.</p>
<p>Em um dos perfis que visitamos no couchsurfing a pessoa deixou seu endereço e disse que caso não respondesse era pra passarmos lá e conversarmos pessoalmente, pois a internet aqui é muito ruim e ela tinha pouco acesso. Foi o que fizemos, depois da nossa janta fomos até lá, mas a pessoa não estava. <strong>Estávamos decididos a não gastar com hospedagem naquele dia</strong> e mesmo com a noite se aproximando decidimos encarar a trilha mais próxima de onde estávamos, a da Laguna Torre. Acampamos em um ponto mais aberto logo após o início da trilha, o que não é exatamente legal, mas também não é estritamente proibido como no Torres del Paine.</p>
<p>No outro dia continuamos a seguir pela trilha de 8 quilômetros e depois de aproximadamente 3 horas e meia, chegamos a Laguna Torre. Apesar da curta duração a trilha foi extremamente cansativa, <strong>pois estávamos com as mochilas completas</strong>, com todas as roupas, equipamentos e comida para mais ou menos 10 dias que havíamos comprado em El Calafate, pois várias pessoas tinham nos alertado sobre os altos preços de El Chaltén. Enfim, estávamos com muito peso, muito peso mesmo. Nos arrependemos muito de não termos dormido a primeira noite em um hostel ou camping e deixado a comida e as roupas sobressalentes como sempre fizemos e juramos a nós mesmos não cometer o erro novamente.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5604" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-vista-de-lado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5603" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-vista-de-lado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre vista de lado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-o-Poincenot.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5602" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-o-Poincenot-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Vista para o Poincenot" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>A laguna é bem grande e linda, aproveitamos e descansamos um pouco com a bela vista. Depois fomos até o acampamento <strong>De Agostini</strong> que fica praticamente ao lado da laguna, mas sem vista pra ela, o que é uma pena. O local era bem protegido do vento e contava com um banheiro químico com uma fossa, sem privada. Eu acabei preferindo o mato.</p>
<p>Dormimos cedo e às 4h da madrugada acordei e fiquei sem sono. Decidi pegar a câmera, o tripé, um pouco de comida e o saco de dormir e ir para a beira da laguna para ver o sol nascer. Cheguei a acordar a Bruna, mas ela preferiu ficar na barraca, então agarrei as coisas e fui. <strong>Que ótima decisão tomei</strong>. A noite estava linda, com pouquíssimas nuvens e pude fazer várias fotos noturnas e o nascer do sol também foi um momento memorável.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Céu-estrelado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5599" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Céu-estrelado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Céu estrelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-as-montanhas-e-o-céu-estrelado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5601" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-as-montanhas-e-o-céu-estrelado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Vista para as montanhas e o céu estrelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Noturna-com-o-céu-estrelado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5600" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Noturna-com-o-céu-estrelado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Noturna com o céu estrelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>No terceiro dia fizemos a trilha de volta para a cidade (ainda reclamando do peso das mochilas, hahahah) e nos hospedamos no <strong>Hostel del Lago</strong>. Os valores de hospedagem em hostel aqui em Chaltén estão melhores que em Ushuaia, pagamos <strong>AR$ 100,00</strong> por pessoa em um quarto de seis camas e ainda tínhamos o plus de ter banheiro no quarto. Tínhamos também a possibilidade de camping por AR$ 50,00 por pessoa no mesmo local, mas decidimos ter uma noite mais tranquila e ficamos com o quarto. A internet, ponto muito importante para nós, era bem ruim, mas nos contentamos, porque afinal de contas demos uma olhada por cima e parece que <strong>em toda a cidade é mais ou menos assim</strong>.</p>
<p>Após um banho revigorante fomos até o mercado comprar pão, cerveja e ovos para nossa janta. Aqui notamos alguns pontos negativos do hostel, <strong>a cozinha era muito precária mesmo</strong>, poucos utensílios, mal organizados e alguns sujos, parte culpa dos hóspedes, mas creio que falta muita organização por parte do staff também. Mas de qualquer forma nos viramos e depois da nossa janta e dos três litros de Quilmes <strong>fomos dormir nosso descanso merecido</strong>.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5596" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Acampamento de Agostini" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Torre.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5605" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Torre-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna Torre" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Vista-de-cima.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5606" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Vista-de-cima-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Vista de cima" width="1024" height="683" /></a></p>
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