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	<title>A Natureza Humana &#187; ajuda</title>
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		<title>Nossa casa cheia de vida com o Couchsurfing</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2015 17:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
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			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e4597e5af49" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">A</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p> nossa experiência com o <a title="Como o CouchSurfing pode mudar a sua forma de viajar" href="http://anaturezahumana.com/2015/07/como-o-couchsurfing-pode-mudar-a-sua-forma-de-viajar/">Couchsurfing</a> na Argentina e no Chile foi tão legal e nos sentimos tão acolhidos pelos nossos couchs que quando voltamos só pensávamos em retribuir recebendo outros mochileiros em nossa casa.</p>
<p class="p1">Sabíamos que Jaraguá do Sul é uma cidade pouco turística, mas deixamos nosso perfil aberto como “Acepting Guests” e seguimos sempre conectando para ver se alguém estava à procura de hospedagem, mas em seis meses, ninguém apareceu. Assim, nunca imaginávamos que passaríamos duas semanas com a casa cheia, como aconteceu nesses últimos dias! </p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/08/Review-Therm-a-Rest-Trail-Lite-Isolante-térmico-Diego-deitado.jpg"> <span id="more-6630"></span></a></p>
<p class="p1">Primeiro foram o <strong>Klaus e a Bia</strong>, de São Paulo. Ela tinha escrito em um grupo de Couchsurfing no facebook que iria passar aqui por perto, então me prontifiquei a recebê-la caso viesse para Jaraguá. Eis que ela me escreve, dizendo que viajava com Klaus e assim eles chegaram em uma terça-feira, munidos de vários tipos de malabares e bambolês, me fazendo recordar as aulas de circo que tanta alegria me davam, quando eu ia para a Scar duas vezes por semana exercitar o corpo e a mente numa sala cheia de amigos, desafios e possibilidades.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Bia-e-Klaus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6633" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Bia-e-Klaus.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Bia e Klaus" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Eles ficaram com a gente por <strong>alguns chuvosos dias</strong>, o que impossibilitou saídas para conhecer a cidade e também impossibilitava que praticassem com seus malabares. Trocamos dicas de livros e receitas (Klaus fez um doce de abóbora com coco que arrancou suspiros de todos que o provaram) e demos algumas dicas de lugares que deveriam conhecer no nosso litoral.</p>
<p class="p1">Nesse meio tempo a <strong>Lorain</strong>e me escreveu pedindo hospedagem para ela <strong>e seu marido Jean</strong>. Nosso apartamento é pequeno e o Klaus e a Bia já estavam de partida para o litoral, então nos organizamos para recebê-los. Iríamos ficar um dia sem hóspedes apenas.</p>
<p class="p1">Pooorém… Eis que surge o <strong>Manuel</strong>. O argentino de Rosário havia feito uma solicitação pública já fazia algum tempo, dizendo que estava vindo <strong>de bicicleta desde a Argentina</strong> e pedia hospedagem para quando passasse por Jaraguá. Eu respondi dizendo que seria bem-vindo aqui, depois até esqueci, porque o tempo em bike passar mais devagar que a motor e ele estava ainda em Chapecó naquele momento. Bom, Manuel me escreve um dia antes do Klaus e da Bia saírem e eu disse a ele que poderia passar uma noite até que a Loraine e o Jean chegassem.</p>
<p class="p1">Manuel chegou causando uma alegria imensa em mim e no Diego. Uma bicicleta toda equipada, <strong>um autêntico cicloviajante</strong> e ainda por cima falando espanhol, que já estávamos com saudades de ouvir! Queríamos saber tudo sobre suas viagens pelo mundo e ele só queria saber era de um banho, depois de pedalar o dia todo de Rio Negrinho até Jaraguá, seu último trecho (70km) antes de nos encontrar.</p>
<p class="p1">Passamos a noite toda conversando, tomando caipirinhas, trocando experiências… Aí ele nos contou que estava muito aliviado de poder descansar e estar em uma casa de verdade, com chuveiro, fogão, teto… Disse que estava há oito dias pedalando direto, que desde Chapecó ninguém tinha recebido e ia dormindo na estrada, em escolas e corpo de bombeiros. Resolvemos que ele ficaria conosco mais alguns dias, não poderíamos dar hospedagem só por uma noite, ele foi muito bacana e precisava descansar e repor as energias.</p>
<p class="p1">Loraine e Jean só chegaram dois dias depois, pois não conseguiram carona no dia previsto. Nós sabemos que essas coisas são assim mesmo e não nos preocupamos. Eles chegaram e assim se juntaram a nós três. Contaram que estão viajando há um ano entre <strong>Peru, Equador e Brasil</strong>. Mochilando e trabalhando em alguns pontos. Agora a intenção é pegar carona em um veleiro, onde pretendem trabalhar ao mesmo tempo que navegam para países além-mar. Quando começaram a contar suas histórias de viagem, percebemos que são viajantes experientes e não se importariam em dividir espaço com o Manuel, que por sua vez, ficou feliz em ficar um pouco mais. Todos nós ficamos, na verdade, o que é <strong>o verdadeiro espírito do Couchsurfing.</strong></p>
<p class="p1">No outro dia tivemos uma ótima surpresa, nosso amigo<strong> Juan</strong>, argentino que conhecemos <a title="Couchsurfing, comida boa e descanso na capital Coyhaique" href="http://anaturezahumana.com/2015/04/couchsurfing-comida-boa-e-descanso-na-capital-coyhaique/">na casa do David</a>, no Chile, nos escreveu dizendo que estava a caminho de Jaraguá, cumprindo a promessa que fez de nos visitar quando viesse ao Brasil. Foi graças a ele que fomos tão bem recebidos em <a title="Buenos Aires, El Caminito e, mais uma vez, hospitalidade!" href="http://anaturezahumana.com/2015/06/buenos-aires-el-caminito-e-mais-uma-vez-hospitalidade/">Buenos Aires</a>, onde ficamos na casa dos seus pais, sendo tratados como filhos.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Noite-das-pizzas-02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6637" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Noite-das-pizzas-02.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Noite das pizzas 02" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Noite-das-pizzas-01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6636" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Noite-das-pizzas-01.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Noite das pizzas 01" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Noite-das-pizzas-Loraine.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6635" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Noite-das-pizzas-Loraine.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Noite das pizzas - Loraine" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Noite-das-pizzas-Juan-Diego-e-Manuel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6634" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Noite-das-pizzas-Juan-Diego-e-Manuel.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Noite das pizzas - Juan, Diego e Manuel" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1">Juan chegou numa segunda à noite em meio <strong>à chuva, que até então não tinha parado</strong>. Diego foi buscá-lo porque se não iria dormir na estrada para só no dia seguinte conseguir chegar aqui. Agora ele e Manu dividiam a sala, enquanto Loraine e Jean dormiam no escritório. Éramos seis no apartamento, haviam <strong>mochilas e livros de viagem por todos os lados</strong> e uma festa em portunhol acontecia todos os dias. Nos pegamos já planejando viajar outra vez, tão inspirados que ficamos com tantas histórias.</p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-full wp-image-6641" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Parque-Malwee-Jean-Loraine-Juan-Manuel-e-nós-.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Parque Malwee - Jean, Loraine, Juan, Manuel e nós" width="1024" height="682" /></p>
<p class="p1">O clima jaraguaense deu trégua apenas um dia, onde pudemos levar todos para tomar um mate e ver umas capivaras no <strong>Parque Malwee</strong>. Queríamos ir às cachoeiras de Corupá, mas não foi possível, acabamos nos contentando em ficar em casa, comendo, lendo, vendo filmes e conversando sobre viagens. Não poderíamos ter passado melhor e já vamos avisando: <strong>estamos inspirados</strong> e doidos pra voltar a viajar!</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Parque-Malwee-Juan-e-Manuel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6642" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Parque-Malwee-Juan-e-Manuel.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Parque Malwee - Juan e Manuel" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Parque-Malwee-Chimarrão-Diego-Loraine-e-Manuel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6640" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Parque-Malwee-Chimarrão-Diego-Loraine-e-Manuel.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Parque Malwee - Chimarrão - Diego, Loraine e Manuel" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Parque-Malwee-Capivaras.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6639" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Parque-Malwee-Capivaras.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Parque Malwee - Capivaras" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Parque-Malwee-Bruna-e-Juan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6638" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/11/Couchsurfing-Jaraguá-Parque-Malwee-Bruna-e-Juan.jpg" alt="Couchsurfing Jaraguá - Parque Malwee - Bruna e Juan" width="1024" height="682" /></a></p>
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		<title>Buenos Aires, El Caminito e, mais uma vez, hospitalidade!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2015 18:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Aquele dia foi muito agradável, passamos o tempo todo descansando e conversando com eles. À noite, Nano fez pizzas, ligamos para Juan e rimos muito. Eles queriam saber de futebol (Nano era River até a morte), perguntavam das comidas e costumes daqui e riam ao contar que pensavam que chegariam dois mulatos altos e encorpados ao imaginar [&#8230;]</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e4597e61086" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">C</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>hegamos em Buenos Aires numa manhã de sexta-feira, depois de passar o dia anterior todo intercalando caronas e virar a noite em um caminhão, que para nossa sorte, nos deixou exatamente na entrada da estação de trem, onde poderíamos seguir ao nosso destino.</p>
<p>E o destino era a casa dos pais do Juan. Em Coyhaique, onde ficamos juntos na casa do David, ele já tinha garantido: &#8220;cuando van a Buenos Aires, se quedan en la casa de mis viejos!&#8221;. Assim, tínhamos um endereço, uma indicação do meio de transporte e um número de telefone. Pegamos o trem e já nos impressionamos com o valor da passagem, <strong>andamos cerca de 27km e pagamos menos de 1 real!</strong></p>
<p>Encontramos na dona Alicia e no seu Nano uma hospitalidade incrível. A gente já deveria estar acostumando com isso depois de todas as experiências que tivemos, mas <strong>era sempre uma grata surpresa</strong>. Era hora do almoço e ela serviu um nhoque de espinafre maravilhoso, se desculpando por não ter &#8220;nada melhor&#8221;. O irmão de Juan logo chegou da escola e foi igualmente simpático. Vale ressaltar que o Juan não estava lá, ele seguia viajando, apenas telefonou para sua família e pediu que nos recebessem. </p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6172"></span></p>
<p class="p1">Aquele dia foi muito agradável, passamos o tempo todo descansando e conversando com eles. À noite, Nano fez pizzas, ligamos para Juan e rimos muito. Eles queriam saber de futebol (Nano era River até a morte), perguntavam das comidas e costumes daqui e riam ao contar que pensavam que chegariam dois mulatos altos e encorpados ao imaginar que receberiam brasileiros. Dormimos numa cama com lençóis cheirosos, com aquela <strong>sensação de proteção e cuidado</strong>, como se fizéssemos parte da família.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Recebidos-pela-família-do-Juan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6170" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Recebidos-pela-família-do-Juan.jpg" alt="Buenos Aires - Recebidos pela família do Juan" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Tínhamos apenas dois dias na cidade, pois nosso vôo de volta estava marcado para domingo, sabíamos que seria pouco, então escolhemos apenas dois lugares e ficou a promessa de um dia voltar. Para o sábado, escolhemos o <strong>&#8220;El Caminito&#8221;</strong>, Alicia nos emprestou um cartão de passagens com o qual poderíamos economizar ainda mais e nos deu todas as coordenadas. Pegamos o trem, depois um ônibus e chegamos às movimentadas e conhecidas ruas com suas casas coloridas.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6161" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-01.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito 01" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">O lugar é lindo, mas confesso que fiquei um pouco incomodada com o<strong> assédio aos turistas</strong>. Estava cheio de brasileiros, cheio mesmo! Os próprios vendedores já te abordavam falando portunhol. Não é que a gente não quisesse ver brasileiros, mas para quem estava trabalhando ali, nossos conterrâneos significavam uma coisa: plata! As boas conversas que conseguimos ter só se desenrolaram mesmo depois de explicarmos que não tínhamos dinheiro, não éramos turistas e estávamos fazendo um mochilão há quatro meses.</p>
<p class="p1">Fora isso, claro que o lugar enche os olhos, <strong>as cores, o tango, o artesanato e a infinidade de arte</strong> espalhada em cada canto nos deixa deslumbrados. Nosso desafio era sempre observar os objetos e procurar distinguir o que era artesanal do que era manufaturado, quase sempre o preço já entregava o veredicto: se fosse barato demais, era industrial.</p>
<p class="p1">Embora o lugar fosse cheio de restaurantes, o preços obviamente eram bem elevados, sempre com dançarinos de tango ou músicos tocando ao vivo. Além disso, opções vegetarianas eram escassas. Foi quando vimos uma moça com uma cesta de vime coberta com um paninho branco, ela oferecia &#8220;pan relleno&#8221;. Perguntamos os sabores e preços e na hora ela ganhou nossos corações (e estômagos). Era uma espécie de calzone, grande e recheado o suficiente para um almoço, o meu era de abóbora com queijo e temperos verdes e o do Diego era de azeitonas, cebola e queijo. Custou cerca de R$5,00.</p>
<p class="p1">Voltamos para casa no final do dia, depois de percorrer cada galeria, explorar cada canto do lugar. Naquela noite foi nossa vez de cozinhar e fizemos hambúrgueres de grão-de-bico. Nesse momento também tratamos de <strong>arrumar as mochilas pela última vez nessa viagem</strong>. Sim, o dia seguinte seria o último e já sairíamos de casa com as mochilas nas costas. Foi um momento muito especial, estávamos muito ansiosos para chegar e encontrar todo mundo, 110 dias tinham se passado e cada um deles voltou à nossa memória enquanto guardávamos com carinho todos os itens dentro das mochilas.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6163" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-03.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito 03" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6162" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-02.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito 02" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-full wp-image-6155" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Beunos-Aires-Bruna-no-Caminito.jpg" alt="Buenos Aires - Bruna no Caminito" width="1024" height="683" /></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Música-ao-vivo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6159" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Música-ao-vivo.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito - Música ao vivo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Galerias-de-lojas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6158" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Galerias-de-lojas.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito - Galerias de lojas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Bruna-e-as-cores-do-Brasil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6157" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Bruna-e-as-cores-do-Brasil.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito - Bruna e as cores do Brasil" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>A confiança no outro</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2015 16:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>A gente foi se entregando de um jeito, que chegou um momento em que não conseguíamos mais pensar na viagem, sem lembrar das pessoas incríveis que fizeram parte dela. E passamos a escrever sobre essas experiências com muito mais afinco e carinho que quando falávamos de um lugar intocado. E acho que é mais ou [&#8230;]</p>
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			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e4597e6443c" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">T</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>oda viagem é um processo de descoberta. De novos lugares, de novas pessoas, de você mesmo. Toda viagem é uma <strong>permissão para mudar</strong>, você passa a considerar as novas propostas que o mundo tem pra te oferecer.</p>
<p class="p1">Quando começamos a planejar a viagem não sabíamos ao certo qual era o nosso objetivo, mas arriscávamos alguns palpites e escolhemos ir a lugares mais inóspitos, com mais contato com a natureza e essa relação ficou evidente desde o começo. Nós pensávamos que íamos voltar experts em trekking e montanhismo, imaginávamos que esse era o ponto chave da nossa viagem e <strong>nos enganamos</strong>. Não porque a natureza não tenha sido importante, mas porque no decorrer do percurso algumas pessoas foram entrando em nossas vidas e nós fomos entrando na vida dessas pessoas. </p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6047"></span></p>
<p class="p1">A gente foi se entregando de um jeito, que chegou um momento em que não conseguíamos mais pensar na viagem, sem lembrar das pessoas incríveis que fizeram parte dela. E passamos a escrever sobre essas experiências com muito mais afinco e carinho que quando falávamos de um lugar intocado. E acho que é mais ou menos isso, a natureza nos encanta, mas tem um ar de intocável, ela é poderosa e gera um sentimento forte de respeito e contemplação, o que é muito importante também.</p>
<p class="p1">Já <strong>as pessoas não são intocáveis</strong>, as pessoas pedem contato, pedem estar perto. Não foram poucas as vezes em que uma pessoa nos ajudou e, por mais irônico que possa parecer, agradeceu no final. As pessoas querem esse contato, fazer o bem é bom pra quem faz, tanto quanto pra quem recebe. Aquelas pessoas sabem disso e sabem tanto mais.</p>
<p class="p1">Não foram poucas as vezes em que fomos ajudados por pessoas que tinham muito pouco, mas naqueles momentos olhávamos para nós mesmos com as mochilas nas costas e víamos que aos olhos deles, <strong>quem tinha pouco éramos nós</strong>. Assim aprendemos que só podemos realmente avaliar uma situação se a vivenciamos, só podemos compreender como é precisar de um teto se nós mesmos não temos um para nos abrigar naquele momento. <strong>Você aprende na vulnerabilidade</strong>.</p>
<p class="p1">Fomos ajudados por completos desconhecidos e aprendemos muito sobre coragem. <strong>É preciso coragem para ajudar e coragem para deixar ser ajudado</strong>. Essas situações sempre nos fizeram lembrar que muitas vezes cria-se uma casca, às vezes por situações de violência vivenciadas, mas quase sempre por influência de uma mídia manipuladora e uma cultura baseada no medo e confunde-se segurança com indiferença. As pessoas não querem estar vulneráveis e não querem lidar com a vulnerabilidade do outro, preferem ficar em sua zona de conforto. Aos poucos vão se formando círculos de confiança e quanto mais fechado esse círculo, menos se olha para o entorno. Essas pessoas que conhecemos em nosso caminho nos mostraram que a <strong>proporção de gente boa ainda é maior nesse mundo</strong>. É urgente que todos saibam que ainda é possível confiar, que a maioria das pessoas que está ao seu redor vai retribuir seu sorriso e vai se contagiar com o bem que você fizer.</p>
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		<title>Vida simples e hospitalidade na Carretera Austral</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2015 13:49:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
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			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e4597e69920" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">Q</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>uando iniciamos a viagem sabíamos que não estávamos tirando férias, estamos aqui para viver uma realidade diferente, para aprender e tentar construir uma nova linha de pensamento para nossas próprias vidas. É um pouco difícil explicar, mas se torna um pouco mais fácil quando a gente vai mostrando em exemplos os aprendizados que temos no meio do caminho.</p>
<p class="p1">Primeiro a gente pensou que isso fosse acontecer através do contato com a natureza e realmente esse contato teve (e segue tendo) um impacto muito positivo em nossas mentes, mas <strong>as pessoas estão nos surpreendendo</strong> de uma forma que não imaginávamos. </p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5813"></span></p>
<p class="p1">Quando saímos da casa de David para descer a carretera, ele entrou em contato com duas de suas irmãs que moram em duas cidades que ficavam no caminho. Assim conhecemos primeiro Salime, que tem uma casa em fase de acabamento na cidade de Cochrane e gentilmente nos deu as chaves e pudemos passar a noite muito confortáveis e seguros. Para ela, estava fazendo pouco, pois a casa está vazia, sem móveis. Para nós, estava fazendo muito ao <strong>acolher dois estranhos e deixá-los sozinhos em sua casa</strong>, um dos muitos exemplos de confiança que vimos por aqui.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Prontos-para-dormir.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5788" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Prontos-para-dormir.jpg" alt="Carretera Austral - Noite em Cochrane - Prontos para dormir" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Polenta-e-Vinho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5787" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Polenta-e-Vinho.jpg" alt="Carretera Austral - Noite em Cochrane - Polenta e Vinho" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Quando saímos de Cochrane ainda tínhamos esperança de tentar carona até Caleta Tortel, um povoado muito singular onde vive outra irmã de David e estávamos ansiosos por conhecer. Nos dirigimos para a saída da cidade e aguardamos. Desde as 10h da manhã até as 14h ficamos ali sem sucesso, os poucos carros que passavam estavam levando funcionários que iriam trabalhar em reformas na estrada um pouco mais adiante. Cozinhamos um pouco de polenta e ficamos ali aguardando, até que um carro parou e disse que iria até um pouco mais adiante, em um cruzamento. Lá fomos nós.</p>
<p class="p1">No cruzamento a coisa ficou um pouco mais difícil, <strong>ali realmente não passava quase ninguém</strong>, tinha um ponto de ônibus coberto, o que foi muito bom porque <strong>começou a chover</strong>. Passamos o dia lendo, ouvindo música e conversando. Quando começou a escurecer vimos que realmente não sairíamos dali no mesmo dia, sabíamos que haveria um ônibus no dia seguinte as 09:30hs e nos conformamos em tirar os sacos de dormir das mochilas, passar a noite ali e pegar o ônibus pela manhã. Depois de um dia inteiro de espera, ninguém pode dizer que não tentamos evitar o ônibus.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-de-Cochrane-até-Puerto-Rio-Tranquilo-O-ponto-de-ônibus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5762" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-de-Cochrane-até-Puerto-Rio-Tranquilo-O-ponto-de-ônibus.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho de Cochrane até Puerto Rio Tranquilo - O ponto de ônibus" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Mas como estamos na estrada, as surpresas aparecem a todo momento e foi nessa altura que passou uma caminhonete e o Diego resolveu acenar para ela, mesmo no escuro. Para nossa surpresa o carro parou! Dele saiu Alessandro, que disse que não ia a Tortel, <strong>mas não podia nos deixar dormindo ali</strong>. Ele era de Santiago, mas tinha uma pequena fazenda alguns quilômetros mais adiante e falou que podíamos passar a noite lá. No caminho ele ia contando como era a paisagem por onde estávamos passando, só que é claro que não podíamos ver nada, pois a escuridão era total.</p>
<p class="p1">Chegando na fazenda, conhecemos Floriano, sua esposa Alicia, seu filho Jorge e seu neto, que os estava visitando, Nicholas. Nenhum deles achou estranho o fato de chegarem dois desconhecidos com mochila e tudo, pelo contrário, <strong>nos receberam muito bem e cheios de perguntas sobre o nosso país e a nossa viagem</strong>. Alessandro é neto do dono da fazenda e vem apenas algumas vezes por ano, Floriano, Alicia e Jorge vivem ali todos os dias. O fogão à lenha estava aceso emanando calor em todo o ambiente simples, mas acolhedor. O mate estava rodando pelas mãos dos presentes e logo a comida foi posta à mesa.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Hora-do-Mate.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5772" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Hora-do-Mate.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Hora do Mate" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Como explicar os momentos que se seguiram? É um sentimento muito parecido com o que vivemos com <a title="A aventura na estrada que nos levou a uma nova Patagônia" href="http://anaturezahumana.com/2015/04/a-aventura-na-estrada-que-nos-levou-a-uma-nova-patagonia/" target="_blank">Andres, em Puerto Deseado</a>. Alguns dos melhores momentos da nossa viagem são os que vivemos no campo, com as pessoas que moram lá. <strong>Isso não se encontra em nenhuma agência de turismo</strong>, nem está nos guias de viagem, é apenas a vida de gente simples e acolhedora que gosta de conversar e ter um pouco de companhia. Eles não têm telefone, se comunicam com as fazendas vizinhas através de um rádio amador. A energia é fornecida através de uma placa solar, mas é suficiente apenas para as lâmpadas durante a noite, então não há geladeira, lavadora de roupas, nem outros eletrodomésticos. É uma experiência enriquecedora desprender-se um pouco de comodidades que consideramos importantes e saber que se pode viver com muito menos recursos.</p>
<p class="p1">“A vida no campo é solitária” &#8211; dizem eles. <strong>Mas o quão solitária pode ser também a vida na cidade?</strong> Na cidade temos a oportunidade de conhecer e conversar com muita gente e raramente o fazemos, ficamos dentro de um pequeno círculo e mal olhamos para o lado quando caminhamos na rua. Aqui eles abraçam cada oportunidade e não exitam em ajudar e trocar experiências.</p>
<p class="p1">No dia seguinte, não nos deixaram partir. “Fiquem mais um pouco, é bom ter alguém para conversar. Vocês podem nos ajudar com os afazeres do campo”. E assim ficamos um dia mais, Diego foi para o campo com os outros homens, trabalhar com o gado, onde estavam vacinando e marcando, trabalho duro para um vegetariano, mas não estávamos ali para discutir ideais. Eu fiquei na casa com Alicia, ajudando a preparar o almoço, fazendo pães e anotando receitas deliciosas. Ela contou histórias de sua vida, sua família, suas alegrias e suas dificuldades. Que bons momentos passei com Alicia! Preparamos uma cazuela, sopa típica daqui, assamos pães também à moda tradicional e ela fazia deliciosas sopaipillas, que são bolinhos fritos feitos com massa de pão, também muito típicos.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Rio-Barrancoso-e-a-neblina-pela-manhã.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5780" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Rio-Barrancoso-e-a-neblina-pela-manhã-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Rio Barrancoso e a neblina pela manhã" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Vista-para-as-montanhas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5786" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Vista-para-as-montanhas.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Vista para as montanhas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5785" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-5.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 5" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5784" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-4.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 4" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5783" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-3.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 3" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5782" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-2.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5773" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Neblina-pela-manhã.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Neblina pela manhã" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5781" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-1.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 1" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Preparando-o-café-da-tarde.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5779" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Preparando-o-café-da-tarde.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Preparando o café da tarde" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Nesse dia também pudemos caminhar pelo local, descobrindo o que antes a noite escondia: um lugar bucólico, cheio de verde e rodeado de montanhas. Pela manhã acordamos com uma neblina e depois <strong>o sol foi chegando por entre as árvores num espetáculo à parte</strong>. O dia terminou com tranquilidade (como não poderia deixar de ser), acompanhado de mate e boa conversa.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-O-sol-e-o-campo-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5777" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-O-sol-e-o-campo-1.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - O sol e o campo 1" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Nós-e-o-campo-gelado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5774" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Nós-e-o-campo-gelado.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Nós e o campo gelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5771" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-4.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Campo pela manhã 4" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5769" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-2.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Campo pela manhã 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5768" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-1.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Campo pela manhã 1" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5767" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Bruna" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna-pensando-na-vida.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5766" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna-pensando-na-vida.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Bruna pensando na vida" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna-e-o-campo-pela-manhã.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5765" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna-e-o-campo-pela-manhã.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Bruna e o campo pela manhã" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Árvore-mágica.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5764" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Árvore-mágica.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Árvore mágica" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Assim, depois de dois dias, nos despedimos, com a promessa (que vamos cumprir assim que voltarmos para casa) de enviar pelo correio as fotos que fizemos.</p>
<p class="p1">Essa simplicidade que buscamos não está só nas paisagens, está no povo, na gente daqui e não está exposta. É preciso procurar, ir ao encontro, deixar-se levar. Quando passamos horas na estrada pedindo carona, quando deixamos de gastar num restaurante para cozinhar num banco de praça, quando sentamos e conversamos… quando fazemos essas coisas, estamos indo ao encontro de pessoas que <strong>não estão interessadas em quanto dinheiro vamos gastar, mas em quanto tempo vamos ficar</strong>, que histórias vamos contar, o que podem nos ensinar. É isso que proporciona esse contato, quando nos submetemos a dificuldades é que encontramos apoio onde menos esperamos.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-O-dia-da-despedida.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5776" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-O-dia-da-despedida.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - O dia da despedida" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Nós-Floriano-e-Alícia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5775" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Nós-Floriano-e-Alícia.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Nós, Floriano e Alícia" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>De carona eu vou, pra onde você for</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 03:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Primeiro parou uma caminhonete que só tinha um lugar vago, lá se foi Laura (diferente de nós, ela ainda queria ir ao Chile). Diego e eu ficamos esperando por umas duas horas. Nessa região, o complicado de quando se está esperando carona é o frio que faz na beira da rodovia e o vento que sopra [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e4597e6dbcf" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">S</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>aímos de Puerto Deseado ainda sem acreditar muito no que tínhamos passado nos últimos dias. A hospitalidade de Andres com três pessoas que ele conheceu na beira da estrada surpreende até a nós que estamos nos acostumando a sermos bem recebidos por pessoas que acabamos de conhecer.</p>
<p class="p1">Depois de comprar alguns suprimentos no supermercado, como pão, biscoitos e macarrão, nos dirigíamos à saída da cidade para voltar a pedir carona, <strong>agora mais animados</strong> por estarmos em um lugar mais movimentado e com uma decisão tomada: não faríamos mais a Carretera Austral. Desistimos dessa parte importante da nossa viagem para não termos de passar novamente por um <strong>trecho pouco movimentado</strong>, correndo o risco de passar longos dias na estrada outra vez, assim iríamos direto para Esquel, na região dos lagos ainda na Argentina. Uma caminhonete logo nos levou mais adiante, onde havia um trevo de saída, lugar perfeito para conseguir falar com alguém que fosse para as cidades vizinhas.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5685"></span></p>
<p class="p1">Primeiro parou uma caminhonete que só tinha um lugar vago, lá se foi Laura (diferente de nós, ela ainda queria ir ao Chile). Diego e eu ficamos esperando por umas duas horas. Nessa região, o complicado de quando se está esperando carona é o frio que faz na beira da rodovia e o vento que sopra com vontade, porém isso só faz aumentar o valor que damos quando alguém pára e vamos confortáveis até o próximo ponto.</p>
<p class="p1">Uma van que carregava água parou e disse que nos levaria até um posto policial mais adiante, onde seria mais fácil nos levarem. Para nós tudo bem, aceitamos porque é sempre bom seguir em frente, o que não imaginávamos é que <strong>o próprio policial iria pedir carona pra gente</strong>. Isso mesmo! Chegamos ao posto e ele pediu que aguardássemos ao lado, no primeiro carro que passou ele abordou e pediu para onde ia e se podia nos levar, foram dois minutos, incrível!</p>
<p class="p1">Assim um casal muito simpático nos levou dali até Comodoro Rivadavia, o que foi ótimo porque não pensávamos que iríamos tão longe nesse dia. Passamos a viagem de cerca de quatro horas conversando muito sobre política, cultura e educação enquanto tomávamos mate. O tempo passou voando e por volta das 22:00h chegamos <strong>à maior cidade que vimos durante toda a viagem</strong>. De cara dava para perceber a diferença entre estar ali e estar em um povoado. As pessoas passavam mais depressa, os carros não nos notavam e as grandes mochilas agora pareciam nos deixar com ar de estranhos ao invés de nos aproximar das pessoas.</p>
<p class="p1">Perguntamos por hostels e campings, mas não havia, o único hostel que encontramos estava fechado. Saímos perguntando em todos os hotéis, mas os preços eram muito mais caros do que estávamos dispostos a pagar e como estamos ficando cada vez <strong>mais seletivos com relação aos custos</strong>, começamos a pensar em quais outras alternativas teríamos.</p>
<p class="p1">Surgiu a ideia de ir até o terminal de ônibus verificar os preços e ver como eram as instalações, em última instância, podíamos ficar por lá. Chegamos e o lugar nos agradou bastante, havia cadeiras livres e muitas pessoas com suas malas e mochilas, além disso, alguns escritórios estavam abertos e o local ainda contava com guardas e câmeras. Perfeito.</p>
<p class="p1">Perguntamos sobre o transporte, mas estavam todos lotados porque era véspera do feriado de páscoa e os preços também não eram muito atrativos. Nos acomodamos em duas cadeiras, colocamos as mochilas embaixo dos nossos pés e relaxamos. Diego cochilou e eu me mantive acordada, apesar de estarmos em local seguro, eu não conseguia dormir. Fiquei lendo e mexendo no celular, a internet lá também <strong>era muito boa e grátis</strong>, assim passei toda a noite sem dormir por um único momento, mas me sentia bem.</p>
<p class="p1">Pela manhã pegamos um ônibus circular (lotado a ponto das pessoas fazerem cara feia para as nossas mochilas que ocupavam um espaço considerável) até a saída da cidade. Ali foi muito rápido, na primeira vez que levantei o dedo um carro já parou, o Diego teve que me chamar porque eu já estava acenando para outros carros sem notar que o primeiro já tinha parado. O rapaz que nos levou iria apenas 100km mais adiante, mas já estava bom. “Pesquei” diversas vezes durante o percurso, o sono começava a bater forte. Ficamos em um posto de gasolina, onde compramos algo para comer e voltamos para a rodovia.</p>
<p class="p1">Dentro de uma hora pára uma caminhonete. Perguntamos se iam para Esquel e eles disseram: &#8220;Não, vamos para Coyhaique, no Chile&#8221;. Não podíamos acreditar, Coyhaique é o coração da Carretera Austral, <strong>justo o lugar que tínhamos desistido</strong>. Voltamos ao plano original e lá fomos nós, sabendo que já não mandamos em nada nessa viagem, apenas seguimos. A família que nos levou era muito animada e conversamos muito a viagem inteira, de forma que eu nem senti mais sono. O casal Laura e Marcelo e a mãe dele Cármen foram uma ótima companhia na viagem de cerca de quatro horas.</p>
<p class="p1">Quando chegamos à fronteira chilena, um problema. Como nem sonhávamos em passar a fronteira nesse dia, ainda tínhamos nas mochilas alguns frutos secos e tomates secos e esses itens, assim como os de origem animal, <strong>são proibidos</strong> de transportar de um país ao outro. Como nunca haviam nos revistado antes pensamos que não haveria problemas, porém nesse dia estavam olhando tudo, cada centímetro do carro, cada bolso das mochilas. Passamos um mau bocado, o policial apreendeu nossas frutas secas e ainda encontrou algumas plumas de avestruz que eu tinha ganhado de presente do Andres e nem lembrei que também são de origem animal. Ele falou: Plumas? Quieres pasar a fronteira com plumas? Eu só baixei a cabeça e disse que poderia jogar fora. Que papelão, contrabandista de plumas! Depois tivemos de ir até o escritório onde fizemos uma nova declaração de que tínhamos coisas de origem animal, o policial sempre dizendo que estava nos fazendo um favor de deixar fazer uma nova declaração, porque poderia ter nos<strong> aplicado uma multa cara</strong>.</p>
<p class="p1">Depois, no carro, ainda rimos muito, os argentinos ficavam nos chamando de<strong> contrabandistas</strong> e dizendo que o pior estava no saco de farinha que o policial deixou passar. Apesar de descontrairmos um pouco, claro que ficamos chateados com o ocorrido, pois podíamos realmente ter tomado uma multa por muito pouco, situação bem chata mesmo.</p>
<p class="p1">Enfim, logo depois chegamos a Coyhaique e já começamos a perceber <strong>porque a Carretera Austral é tão famosa</strong>. Aqui a paisagem já muda completamente, o verde predomina e grandes árvores margeiam a rodovia, os bosques às vezes são cortados por lagos cristalinos e ao fundo a cordilheira se mostra imponente, coberta com seu gelo eterno. A cidade era linda e estávamos felizes de estar ali. Nos despedimos dessa família tão querida que nos trouxe e ainda aguentou com bom humor nossa passagem desastrosa pela fronteira.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Chegada-em-Coyhaique.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5689" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Chegada-em-Coyhaique-1024x683.jpg" alt="Chegada em Coyhaique" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>A aventura na estrada que nos levou a uma nova Patagônia</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2015 16:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
		<category><![CDATA[contato humano]]></category>
		<category><![CDATA[El Chaltén]]></category>
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		<category><![CDATA[Ruta 3]]></category>
		<category><![CDATA[Ruta 40]]></category>
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		<category><![CDATA[vegetarianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Da saída da cidade até o cruzamento da Ruta 40 esperamos por mais ou menos 3 horas, o que não é pouco, mas também não é desesperador. Fomos na caçamba de uma caminhonete de um casal de argentinos que já tinha pegado outros 3 mochileiros que estavam pedindo carona um pouco a frente de onde estávamos, ou seja, eram [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e4597e75134" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>osso planejamento terminava em El Chaltén, ou seja, quando saímos do Brasil só tínhamos estudado o caminho das cidades desde Ushuaia até ali, daí pra frente iríamos descobrir enquanto estivéssemos viajando. Muitas pessoas nos deram dicas de onde passar durante a viagem e quando saímos da cidade isso era tudo o que tínhamos, mas não imaginávamos que <strong>a Patagônia ainda nos reservava uma grande aventura</strong>.</p>
<p class="p1">Como já falamos, Chaltén é uma cidade bem pequena e estávamos em um camping próximo da saída da cidade, então acordamos, tomamos um café reforçado, arrumamos as mochilas e fomos até lá. Já deixamos separadas algumas comidas prontas (biscoitos, pão e barras de cereal) em um local de fácil acesso, pois sabíamos que era uma rota de pouco movimento, então <strong>poderíamos ficar ali por muito tempo</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5652"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5659" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Bruna pedindo carona na saída da cidade" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5658" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada-1024x683.jpg" alt="Caminho entre Chaltén e Três Lagos - Pôr do sol na beira da estrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Da saída da cidade até o cruzamento da Ruta 40 esperamos por mais ou menos 3 horas, o que não é pouco, mas também não é desesperador. Fomos na caçamba de uma caminhonete de um casal de argentinos que já tinha pegado outros 3 mochileiros que estavam pedindo carona um pouco a frente de onde estávamos, ou seja, eram os dois e mais 5 caroneiros agora. O trajeto de aproximadamente uma hora e meia foi tranquilo e nos animou bastante, mesmo com <strong>o vento gelado</strong> que encarávamos na parte de cima do carro.</p>
<p>Chegando no cruzamento, eles seguiram para a direita, em direção a El Calafate e nós fomos para o outro lado da Ruta 40 que nos levava para o norte. Ventava muito então fomos buscar um pouco de abrigo atrás de uma placa da rodovia que nos dava as distâncias até os próximos povoados. Nos deparamos com algumas mensagens não muito animadoras riscadas com pedras ou canetões na parte de trás da placa: &#8220;não passa ninguém!&#8221;, &#8220;cadê os carros?&#8221;, &#8220;vamos morrer aqui!&#8221;, &#8220;não há água&#8221;, mas estavam acompanhadas também de muitas que diziam <strong>&#8220;sorte, mochileiro&#8221;!</strong></p>
<p><strong>Esperamos, esperamos e esperamos. </strong>Haviam pouquíssimos carros e mais ou menos 8 em cada 10 entrava sentido Chaltén e não nos servia. Fizemos uma média rápida que nos deixou com mais ou menos um carro a cada 45 minutos. Isso mesmo, um automóvel a cada quase uma hora. Nessa hora, apesar de todo o otimismo das boas experiências com as caronas aqui na Argentina e no Chile, <strong>ficamos bem preocupados</strong>.</p>
<p>As horas passavam, os pouquíssimos carros passavam e nos deixavam ali, <strong>desanimados e cansados</strong>. Foi quando apareceram os também mochileiros Laura, Leo e Steve pra levantar o ânimo. Leo tínhamos conhecido na casa do Santi em Puerto Natales e Laura e Steve encontramos junto com ele na trilha para a Laguna de Los Tres alguns dias atrás. Eles também iam para o norte, ou seja, apesar de agora termos novos companheiros para conversar, a possibilidade de carona relativamente diminuía.</p>
<p>Mais horas se foram e nesse meio tempo chegaram outras 3 pessoas, um casal de um peruano e uma italiana e um norte americano maluco que tinha uma mochila muito pequena com apenas algumas roupas, não tinha barraca ou saco de dormir, o que naquelas circunstâncias era muito arriscado. Enfim, agora éramos 8 pessoas, numa rodovia que quase não passava ninguém e a noite estava chegando. O vento não tinha diminuído então armar a barraca num lugar como esse, sem proteção, não seria algo fácil. Haviam dois &#8220;túneis&#8221; para escoamento de água nas laterais da estrada, não eram uma mansão, mas eram suficientemente grandes para nos abrigar deitados com os sacos de dormir, <strong>seria um bom abrigo</strong>.</p>
<p>Eu já estava preparado psicologicamente para fazer isso, era uma das coisas mais extremas que tínhamos feito na viagem, era uma condição muito ruim, mas eu estava me acostumando com a ideia. Eis que depois de mais ou menos umas 5 horas e meia esperando <strong>um carro parou</strong>, eu quase que não podia acreditar. Era um carro pequeno e Leo foi falar com o motorista que no final de tudo, se mostrou um grande pé no saco. Ele falou que <strong>não ia nos dar carona</strong>, ficava nos cortando enquanto falávamos e só queria meio que fazer propaganda de uma linha de ônibus que passaria por ali mais tarde da qual ele seria o motorista a partir da próxima parada. Leo tentou argumentar e pedir para que só levasse um de nós até um posto de gasolina que ficava a 30 quilômetros ou qualquer coisa do tipo, naquele ponto qualquer coisa servia. Ele retrucou com um &#8220;quanto me pagas por esto?&#8221;, nessa hora eu dei as costas e vi que não ia dar em nada.</p>
<p>O valor do ônibus era AR$ 700,00 (cerca de R$ 160,00 que certamente iria para o próprio motorista) e ele pediu AR$ 100,00 para levar um de nós até o posto de gasolina, era nítido que queria aproveitar-se da nossa situação. Nenhum de nós, exceto o norte americano que não tinha como dormir ali, estava disposto a gastar tudo isso, <strong>era muita grana</strong>. Então novamente voltamos a estaca zero.</p>
<p>Mais tempo se passou e nada. Já eram 21:30h, a noite tinha chegado e eu estava prestes a começar a arrumar as coisas para cozinhar algo e ir dormir. O ônibus passaria por ali mais ou menos 22:00h e Leo estava seguro que iria convence-lo a nos levar até o posto de gasolina, então esperamos um pouco mais. Nesse meio tempo passou uma caminhonete com apenas um casal dentro, fizemos sinal com as lanternas, pulamos, esperneamos e nada, passou direto. <strong>Mas nessa hora nossa sorte mudou</strong>, lá no fundo, no horizonte eu vi a mesma caminhonete fazer a volta.</p>
<p>O motorista chegou e perguntou: &#8220;o que estão fazendo todos vocês, aqui a essa hora?&#8221;, Leo (que era argentino, então se tornou nosso porta-voz) começou a explicar tudo, que estávamos ali desde sempre e que ninguém havia parado e quase implorando dizia para nos levar até o posto de gasolina. O senhor aceitou e começamos a nos empilhar em cima da caminhonete com todas as mochilas, o que não era uma tarefa nada fácil, afinal <strong>éramos 8 e com mochilas bem avantajadas</strong>. Nesse meio tempo surgiu outro farol no horizonte (contrariando totalmente nossa média até então) e o motorista pegou uma das lanternas e foi na beira da estrada pedir para que parasse também. Acabou que era um conhecido dele e tinha lugar para mais duas pessoas no seu carro. Definitivamente nossa sorte tinha mudado.</p>
<p>Os dois carros nos levaram até o posto de gasolina e lá baixamos todos, menos o norte americano que foi com um dos carros até o próximo povoado para procurar um lugar para ficar pela noite. <strong>Estávamos muito contentes</strong>, tínhamos um lugar abrigado para dormir, água (que era nosso maior problema, pois tínhamos pouco então cozinhar na estrada seria complicado) e até banheiros! Conversamos com a senhora que estava no caixa e ela se mostrou muito solícita, disse que podíamos armar as barracas ao lado a construção sem problemas.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5677" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento-1024x682.jpg" alt="El Chaltén até o cruzamento" width="1024" height="682" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5678" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis-1024x683.jpg" alt="Mensagens não tão agradáveis" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5679" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40-1024x682.jpg" alt="Nós e a Ruta 40" width="1024" height="682" /></a></p>
<p>Juntamos o que tínhamos de comida, fizemos uma janta comunitária e fomos dormir. No outro dia fomos caminhando até o próximo povoado que ficava a 3 quilômetros dali. Chegando lá fomos primeiro a uma padaria e Laura educadamente pediu pra atendente se tinha algum pão ou algo que não poderia vender mais, de ontem ou coisa do tipo e ela gentilmente nos forneceu o que seria nosso café da manhã. Depois passamos em um mercadinho para comprar um pacote de macarrão e outro de polenta, as duas coisas mais baratas que havia lá, muitas vezes encaramos a redução de custos a sério.</p>
<p>E novamente nos dirigimos para a saída da cidade e recomeçamos nossa batalha, agora com 7 pessoas. E a história se repetiu, <strong>pouquíssimos carros e ninguém parava</strong>. Depois de muitas horas novamente, estávamos todos ficando de saco cheio de tanto esperar. Leo e Steve foram os primeiros a mudar os planos, decidiram ir para a outra saída do povoado (por onde entramos), voltar para Calafate e fazer um contorno gigante pela Ruta 3, que fica do outro lado do país, mas é muito mais movimentada. Mais ou menos uma hora depois passaram por nós em uma caminhonete gritando &#8220;Ruta 3! Ruta 3&#8243;! Parecia que o plano havia funcionado.</p>
<p>Mais um tempo se passou e chegou um carro com um casal que conhecia o peruano e a italiana que estavam pedindo carona conosco. Só havia espaço para os dois e eles se foram, ficamos todos muito felizes afinal dos 7 agora só restavam 3, aumentando nossas chances, além de toda a alegria compartilhada por nossos companheiros já estarem seguindo viagem.</p>
<p>Ficamos na beira da estrada por mais um tempo até decidirmos que iríamos aceitar qualquer coisa, estaríamos dispostos a cancelar nossa subida pela Ruta 40 e ir para a Ruta 3 como haviam feito Leo e Steve. Depois de mais algum tempo parou uma caminhonete e nos disse que ia pra lá, já estávamos ali há 5 horas, então é claro que <strong>topamos na hora</strong>.</p>
<p>Mais ou menos 3 horas depois havíamos cruzado toda a Argentina e estávamos em Piedra Buena na beira da Ruta 3. Aqui sim, todo o azar da Ruta 40 desapareceu, nem bem colocamos as mochilas no chão e <strong>uma outra caminhonete parou</strong>. Tinha lugar para nós três e era dirigida pelo argentino Andres. Confirmamos se ele ia para o norte e partimos.</p>
<p>Começamos a conversar, explicamos de toda a viagem, pra onde íamos e tudo mais. Ele morava em Puerto Deseado, uma cidade que fica à direita da Ruta 3, meio fora de mão para nós, mas ele poderia nos deixar em Puerto San Julián, uma cidade antes. Ele nos disse também que tinha uma fazenda que ficava entre Deseado e San Julián que era pra onde estava indo agora e como já estava bem tarde não queria nos deixar sem lugar pra ficar em San Julián então nos convidou para irmos até a fazenda com ele, poderíamos dormir lá e no outro dia ele nos levaria até Puerto Deseado. Por alguns momentos nos olhamos e ficamos pensando se tínhamos mesmo entendido bem o que acabamos de ouvir.</p>
<p>Depois de dois dias extremamente cansativos na beira da estrada esse convite foi simplesmente <strong>a melhor coisa que poderia ter acontecido</strong>. Nem conseguíamos acreditar, em um momento estávamos dormindo na beira da estrada e pedindo por caronas que não paravam nunca e no outro tínhamos já tínhamos subido bastante ao norte e tínhamos a possibilidade de uma cama e um banho quente, tudo isso sem pagar um centavo sequer, isso era simplesmente inimaginável.</p>
<p>Chegamos na fazenda de Andres, já era muito tarde, quase meia noite, fizemos uma janta rápida e todos despencamos na cama (cama de verdade!), estávamos muito cansados. No outro dia acordamos e a mesa do café estava posta com um bilhete dele dizendo que retornaria mais tarde. Tomamos o café com um sorriso de orelha a orelha e quando saí da casa me deparei com um dia lindo e uma vista sensacional, um campo sem fim, em uma paisagem desértica totalmente diferente das montanhas que estávamos acostumados a ver. Enquanto eu caminhava um pouco ao redor da casa um dos peões da fazenda passou por mim, me cumprimentou e disse que estava começando a preparar um cordeiro &#8220;al asador&#8221; que é o tradicional cordeiro patagônico assado em fogo de chão. Andres tinha comentado no dia anterior que mesmo sendo vegetarianos deveríamos prová-lo, pois era sensacional.</p>
<p>Quando iniciamos a viagem já tínhamos conversado sobre isso, que seria bem possível que abríssemos algumas exceções e <strong>comêssemos carne em algumas situações</strong> específicas como quando se tratasse de um prato típico, ou quando quem nos estivesse recebendo talvez fosse se sentir mal pela recusa da carne ou até mesmo se estivéssemos sem muita opção para manter o nível de proteína adequado pelo fato de termos algumas comidas muito caras aqui (que era o nosso caso agora, pois passamos os últimos dias nos alimentando muito mal na estrada). Já tínhamos comido a centolla, que é um caranguejo gigante, típico de Ushuaia, já tínhamos comido atum em um dos dias de trilha pois não tínhamos outra coisa, já tínhamos experimentado o choripan (um pão com linguicinha e condimentos) na casa de Gabi. Enfim, não seria a primeira vez, mas de alguma forma eu estava me sentindo diferente.</p>
<p>Sabíamos que era um animal que havia sido criado ali na fazenda, criado solto, morto pelas mãos dos peões e feito de uma maneira menos industrial. Era um presente de quem nos estava hospedando e um prato típico. Além de tudo isso era um prato que eu queria muito comer, quem me conhece sabe que gosto muito do sabor da carne e que apenas não a como pelo ideal, mas quando comemos fiquei com aquele pé atrás, como se estivesse fazendo algo errado. Estava delicioso, fato. <strong>Uma das melhores carnes que já provei</strong> e certamente uma das melhores refeições da viagem e além disso me fez refletir muito sobre o ideal do vegetarianismo. E ainda me confirmou a opinião de que quero me afastar o máximo possível de todas as comidas industrializadas, inclusive as que não são de origem animal.</p>
<p>Depois disso durante a tarde fomos ajudar Andres a desatolar um caminhão no meio de sua fazenda e a tarde toda passou voando. Acabou ficando tarde para irmos até Deseado, além disso não havíamos conseguido tirar o caminhão completamente, ainda faltava um pouco. Então retornamos a casa, preparamos uma janta novamente e dormimos mais uma noite em uma cama confortável. No outro dia acordamos e Andres já tinha saído para desatolar o que faltava do caminhão e Bruna começou a preparar as panquecas para o café da manhã. Nesse meio tempo Andres retornou e tomou café conosco.</p>
<p>Fizemos também um pequeno tour pela fazenda, conhecemos todo o processo de produção da lã e da carne que fazem ali, vimos <strong>vários objetos indígenas</strong> que Andres encontra pela fazenda como pontas de flechas, pedras lascadas e outras preparadas como bolas para serem usadas como boleadora. Depois do passeio nos despedimos de todos e partimos em direção a Puerto Deseado.</p>
<p>Chegando lá também fizemos um pequeno tour pela cidade, Andres nos mostrou os principais atrativos e nos pediu desculpas por não ter mais tempo para mostrar mais, como se ele precisasse pedir desculpas por algo. Depois nos deixou em frente a um supermercado porque necessitávamos encher novamente nossos estoques de comida para encarar a estrada novamente. A<strong>gradecemos muito por tudo</strong> e depois da nossa compra seguimos caminhando até a saída da cidade.</p>
<p>E lá estávamos nós novamente: eu, Bruna e Laura na beira de estrada chamando a atenção dos motoristas que passavam. Agora numa estrada muito mais movimentada, bem longe de onde imaginávamos anteriormente e com uma bagagem muito maior do que antes. <strong>E não, não estou falando das mochilas</strong>. Conhecemos uma nova Patagônia, a Patagônia da imensidão desértica e do acolhedor povo do campo. Nos desprendemos de toda a programação, ligamos o modo aleatório e ganhamos muito com isso, aproveitamos o inesperado e descobrimos coisas que nem imaginávamos conhecer durante a viagem. Definitivamente desapegar um pouco dos planos vale a pena.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5671" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Laura na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5668" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5661" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5660" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5670" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5669" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5665" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres - Carrinho de mão" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-5663" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Desencalhando-o-caminhão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Desencalhando o caminhão" width="1024" height="683" /></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5673" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Pôr do sol na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5666" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5662" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiros na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5667" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 3" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5672" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Nós, Andres e Laura" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5664" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Despedida da fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>De coração e casa abertos</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2015 11:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e4597e78e28" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">E</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>ste post dedicamos a duas pessoas mais que especiais que encontramos em Ushuaia: <strong>Marisa e Gabriel</strong>.</p>
<p class="p1">Conhecemos eles durante o trekking do <strong>Paso de Las Ovejas</strong> e Gabriel não se parecia com nenhum dos argentinos que havíamos conhecido, falava pelos cotovelos <strong>feito um brasileiro</strong> e foi meio que um guia durante todo o percurso. Sabia tudo sobre a flora, a fauna e as montanhas de Ushuaia e foi nos explicando cada detalhe enquanto caminhávamos.</p>
<p class="p1">Logo comentei com a Bruna: &#8220;esse argentino é gente boa, vamos aprender muita coisa”. Seguimos pela trilha e no outro dia continuamos juntos, conversando bastante, brincando sobre as diferenças entre o espanhol e o português, aprendendo mais sobre as trilhas da região e, acima de tudo, <strong>nos divertindo muito</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div><span id="more-4939"></span></p>
<p class="p1">Durante a carona que nos deu na volta já trocamos os números de telefone para seguirmos conversando e também pedimos dicas de outras trilhas pra fazer aqui em Ushuaia, além de combinar uma para fazermos juntos no próximo final de semana. Katy e João já partiriam para Puerto Natales no dia seguinte então não puderam nos acompanhar, mas nós seguimos nas caminhadas.</p>
<p class="p1">Não só ele nos deu dicas de quais eram as trilhas boas como veio na porta do hostel nos buscar alguns dias depois e nos deixou no início da trilha da <strong>Laguna de los Cinco Hermanos </strong>na terça-feira. Da mesma forma, Gabriel nos deixou na trilha da <strong>Cascada de Los Amigos </strong>na sexta e no dia seguinte faríamos a caminhada que havíamos combinado juntos. Não queríamos ficar abusando da hospitalidade e dizíamos que não precisava tanto, mas ele insistia e todas as vezes dizia: “no hay problema, lo hago porque me gusta, es de corazón”.</p>
<p class="p1">Mais uma vez foi uma excelente trilha onde Mayra, irmã de Gabriel, se juntou a nós. Aproveitamos bastante e nos divertimos muito, eu e Bruna estávamos planejando acampar em um local próximo à cidade, mas durante o caminho de volta o tempo virou bruscamente e começou a chover. Nesse momento Gabriel, que já havia oferecido sua casa antes durante a trilha, insistiu mais uma vez e não pudemos negar.</p>
<p class="p1">Chegamos na sua casa e fomos ao lugar que é o recanto de Gabriel, a garagem onde guarda seus automóveis e sua coleção de placas. Chegando lá, nos apresentaram o lugar, tinha banheiro com chuveiro junto a garagem, disseram que poderíamos usar tudo, nos deram um colchão e nos pediram se não faltava nada. Eu estava admirado com tanta hospitalidade e meio abismado com o fato de que eu estava dormindo na casa de um cara que há uma semana atrás eu nem conhecia. Fiquei sem palavras, só conseguia dizer “<strong>muchas gracias</strong>”.</p>
<p class="p1">No dia seguinte, acordamos, tomamos café juntos, ajudei Gabriel a organizar algumas coisas na garagem enquanto a Bruna preparava <strong>brigadeiros</strong> (que não existem aqui na Argentina) com Marisa na cozinha. Almoçamos juntos, tiramos um cochilo depois do almoço e durante a tarde eles receberam a visita da irmã de Marisa, seu marido e sua filha. Sentamos todos juntos para o café da tarde e seguimos conversando até às 21h. Novamente disseram que deveríamos dormir lá, mas realmente não queríamos abusar e já havíamos feito a reserva do hostel. Não iríamos furar com o hostel, afinal de contas fomos muito bem recebidos lá também. Gabriel ainda fez piadas dizendo para ligarmos dizendo que estávamos na trilha, havíamos quebrado a perna e que não poderíamos comparecer, mas permanecemos com a decisão e ele mais uma vez nos deu carona até lá.</p>
<p class="p1">Sinceramente, não temos palavras pra agradecer tudo isso. Receber todo esse carinho e toda essa ajuda de pessoas que conhecemos a tão pouco tempo é algo <strong>simplesmente fantástico</strong>.</p>
<p class="p1">Isso nos fez refletir sobre o quão importante é o contato humano e também pensar <strong>no outro lado da moeda</strong>, como se estivéssemos em nossa casa, em Jaraguá. Mesmo não sendo um ponto turístico tão forte quanto Ushuaia, encontramos pessoas de todos os lugares, muitas vezes nem nos damos o trabalho de conversar mais com elas, muito menos desprender tanto tempo e dedicação para nos aproximar ou facilitar sua estadia em nossa cidade.</p>
<p class="p1">Um casal, que há pouco tempo atrás nem conhecíamos, nos deu seu tempo, seu conhecimento, sua comida, sua casa e muita, mas muita ajuda além de tudo isso. Sinceramente não lembro de ter feito tanta coisa nem para amigos de longa data. Isso te faz pensar sobre muita coisa.</p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-large wp-image-4996" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/02/MG_5538-1024x682.jpg" alt="_MG_5538" width="1024" height="682" /></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/02/MG_5466.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-4988" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/02/MG_5466-1024x682.jpg" alt="_MG_5466" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/02/MG_5412.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-4984" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/02/MG_5412-1024x682.jpg" alt="_MG_5412" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-large wp-image-4992" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/02/MG_5501-1024x682.jpg" alt="_MG_5501" width="1024" height="682" /></p>
<p class="p1">
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