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	<title>A Natureza Humana &#187; Argentina</title>
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		<title>O último dos 110 dias de viagem</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2015 16:27:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Saímos da estação de trem e pegamos um ônibus que nos deixaria mais próximos da feira. O ônibus estava um pouco cheio, então entrar com as mochilas grandes é sempre um desafio e atrai alguns olhares de desaprovação, mas durante toda a viagem isso não foi um problema pra gente, não seria hoje que isso iria mudar. [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea21e6c" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">A</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>lí estávamos nós, no <strong>110º e último dia da viagem</strong>, com as mochilas prontas, um sorriso de orelha a orelha e ansiosos pelo retorno e pelo reencontro com todos.</p>
<p>Mais uma vez começamos o dia com um delicioso café preparado pela dona Alicia e com a <strong>sensação de que estávamos em casa</strong>. Conferimos a mochila pela última vez, agradecemos muito por toda a hospitalidade e nos despedimos. Pegamos o trem rumo ao centro, lá iríamos passar pela Feira de San Telmo, visitar a Plaza de Mayo, a Casa Rosada e a rua Flórida, depois rumávamos direto para o aeroporto.</p>
<p>No trajeto de trem o turbilhão de pensamentos estava a mil, eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser entrar no avião e voltar pra casa. Parece estranho querer o final da viagem, o momento mais incrível da minha vida até então, mas eu sabia que precisava seguir em frente para que mais coisas tão maravilhosas quanto isso continuassem acontecendo, eu precisava <a title="Essa é para os fortes - AOK - Encerrando Ciclos" href="https://www.youtube.com/watch?v=pxxZiKFeh5Q" target="_blank">encerrar este ciclo</a>. E é claro que eu estava com saudades dos amigos e família e querendo muito iniciar todos os planos que eu e a Bruna havíamos traçado no decorrer da viagem.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6179"></span></p>
<p class="p1">Saímos da estação de trem e pegamos um ônibus que nos deixaria mais próximos da feira. O ônibus estava um pouco cheio, então entrar com as mochilas grandes é sempre um desafio e atrai alguns olhares de desaprovação, mas durante toda a viagem isso não foi um problema pra gente, não seria hoje que isso iria mudar. Nosso ponto de descida não era muito longe, depois de algumas quadras descemos e caminhamos um pouco mais até começarmos a ver as barracas e os vendedores fazendo suas ofertas.</p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-large wp-image-6191" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Feira-de-San-Telmo-Antiguidades-1024x683.jpg" alt="Buenos Aires - Feira de San Telmo - Antiguidades" width="1024" height="683" /></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Feira-de-San-Telmo-Diego.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6190" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Feira-de-San-Telmo-Diego-1024x683.jpg" alt="Buenos Aires - Feira de San Telmo - Diego" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Pequenos-detalhes.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6160" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Pequenos-detalhes-1024x683.jpg" alt="Buenos Aires - Feira de San Telmo - Detalhes" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">A <strong>Feira de San Telmo</strong> acontece todos os domingos nas ruas Defensa e Humberto I e na praça Dorrego e é muito tradicional pela variedade de antiguidades, além de muito artesanato e artigos em geral. Como estávamos com as mochilas cargueiras nas costas éramos <strong>alvo de muitos olhares curiosos</strong>, mas ao contrário da <a title="Buenos Aires, El Caminito e, mais uma vez, hospitalidade!" href="http://anaturezahumana.com/2015/06/buenos-aires-el-caminito-e-mais-uma-vez-hospitalidade/" target="_blank">nossa experiência no Caminito</a>, não nos sentimos assediados pelos vendedores, de certa forma a mochila foi nosso escudo, era o símbolo de &#8220;poca plata&#8221; estampado em nossas caras.</p>
<p class="p1">Um pouco mais a frente encontramos uma das artistas de rua que mais nos encantou em toda a viagem, <strong>Martha Elisa</strong>, uma senhora de 80 e poucos anos que tocava uma percussão improvisada e que conversava com todos da maneira mais animada possível, realmente uma lição de vida gigante. Na feira também encontramos a Samara e o Leandro, casal de amigos da nossa cidade que estavam lá curtindo sua lua de mel. Foi muito bacana encontrar durante a viagem os primeiros rostos conhecidos, mesmo que só no último dia. Conversamos um pouco, trocamos algumas ideias sobre Buenos Aires e seguimos em frente, ainda tínhamos bastante coisa pra fazer até a hora de embarcar.</p>
<p class="p1">Fomos em frente e rumamos para a praça de maio e a casa rosada, cartões postais da cidade. A arquitetura deste pedaço da cidade é realmente incrível. Os prédios antigos dão seu toque de charme em meio as avenidas gigantes e movimentadas. <strong>A praça é um ponto de contraste absurdo</strong>, de um lado a perfeição da arquitetura e do outro os muros de contenção e as faixas de protesto, um local que levanta muitos questionamentos.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6169" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio-1024x683.jpg" alt="Buenos Aires - Praça 25 de maio" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio-Casa-rosada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6165" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio-Casa-rosada-1024x683.jpg" alt="Buenos Aires - Praça 25 de maio - Casa rosada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio-Casa-rosada-e-os-protestos.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6164" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio-Casa-rosada-e-os-protestos-1024x683.jpg" alt="Buenos Aires - Praça 25 de maio - Casa rosada e os protestos" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio-Prédios-históricos-02.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6167" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio-Prédios-históricos-02-1024x683.jpg" alt="Buenos Aires - Praça 25 de maio - Prédios históricos 02" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio-Vista-para-o-obelisco.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6168" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Praça-25-de-maio-Vista-para-o-obelisco-1024x683.jpg" alt="Buenos Aires - Praça 25 de maio - Vista para o obelisco" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Nossa última passagem antes do aeroporto era a <strong>rua Flórida</strong>, um centro comercial muito conhecido também e que, ao contrário da feira de artesanato, possui marcas de grife, grandes lojas de eletrônicos e de tudo o que você possa imaginar. Nada disso nos interessava muito, queríamos só achar uma boa casa de câmbio e trocar os pesos que haviam sobrado e seguir para o aeroporto. Como era domingo, a grande maioria das lojas e casas de câmbio que não eram nessa rua estavam fechadas, mas ali tudo funcionava normalmente. Haviam muitos, <strong>mas muitos cambistas na rua</strong>, cada um que gritava eu me aproximava e pedia a cotação até que encontramos um que pagasse um bom valor.</p>
<p class="p1">Depois de trocarmos o dinheiro pegamos mais um ônibus até o aeroporto, já estávamos com o tempo curto, mas chegamos até lá e fizemos o check-in sem nenhum problema. Pouco tempo depois estávamos dentro do avião e num estado de espírito que beirava a perfeição enquanto subíamos pelas nuvens naquele fim de tarde.</p>
<p class="p1"><strong>Acabou&#8230; de começar</strong>. Esse era o sentimento daquele momento.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Voltando-pra-casa.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6154" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Voltando-pra-casa-1024x683.jpg" alt="Buenos Aires - Voltando pra casa" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Buenos Aires, El Caminito e, mais uma vez, hospitalidade!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2015 18:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Aquele dia foi muito agradável, passamos o tempo todo descansando e conversando com eles. À noite, Nano fez pizzas, ligamos para Juan e rimos muito. Eles queriam saber de futebol (Nano era River até a morte), perguntavam das comidas e costumes daqui e riam ao contar que pensavam que chegariam dois mulatos altos e encorpados ao imaginar [&#8230;]</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea263bb" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">C</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>hegamos em Buenos Aires numa manhã de sexta-feira, depois de passar o dia anterior todo intercalando caronas e virar a noite em um caminhão, que para nossa sorte, nos deixou exatamente na entrada da estação de trem, onde poderíamos seguir ao nosso destino.</p>
<p>E o destino era a casa dos pais do Juan. Em Coyhaique, onde ficamos juntos na casa do David, ele já tinha garantido: &#8220;cuando van a Buenos Aires, se quedan en la casa de mis viejos!&#8221;. Assim, tínhamos um endereço, uma indicação do meio de transporte e um número de telefone. Pegamos o trem e já nos impressionamos com o valor da passagem, <strong>andamos cerca de 27km e pagamos menos de 1 real!</strong></p>
<p>Encontramos na dona Alicia e no seu Nano uma hospitalidade incrível. A gente já deveria estar acostumando com isso depois de todas as experiências que tivemos, mas <strong>era sempre uma grata surpresa</strong>. Era hora do almoço e ela serviu um nhoque de espinafre maravilhoso, se desculpando por não ter &#8220;nada melhor&#8221;. O irmão de Juan logo chegou da escola e foi igualmente simpático. Vale ressaltar que o Juan não estava lá, ele seguia viajando, apenas telefonou para sua família e pediu que nos recebessem. </p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6172"></span></p>
<p class="p1">Aquele dia foi muito agradável, passamos o tempo todo descansando e conversando com eles. À noite, Nano fez pizzas, ligamos para Juan e rimos muito. Eles queriam saber de futebol (Nano era River até a morte), perguntavam das comidas e costumes daqui e riam ao contar que pensavam que chegariam dois mulatos altos e encorpados ao imaginar que receberiam brasileiros. Dormimos numa cama com lençóis cheirosos, com aquela <strong>sensação de proteção e cuidado</strong>, como se fizéssemos parte da família.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Recebidos-pela-família-do-Juan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6170" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Recebidos-pela-família-do-Juan.jpg" alt="Buenos Aires - Recebidos pela família do Juan" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Tínhamos apenas dois dias na cidade, pois nosso vôo de volta estava marcado para domingo, sabíamos que seria pouco, então escolhemos apenas dois lugares e ficou a promessa de um dia voltar. Para o sábado, escolhemos o <strong>&#8220;El Caminito&#8221;</strong>, Alicia nos emprestou um cartão de passagens com o qual poderíamos economizar ainda mais e nos deu todas as coordenadas. Pegamos o trem, depois um ônibus e chegamos às movimentadas e conhecidas ruas com suas casas coloridas.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6161" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-01.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito 01" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">O lugar é lindo, mas confesso que fiquei um pouco incomodada com o<strong> assédio aos turistas</strong>. Estava cheio de brasileiros, cheio mesmo! Os próprios vendedores já te abordavam falando portunhol. Não é que a gente não quisesse ver brasileiros, mas para quem estava trabalhando ali, nossos conterrâneos significavam uma coisa: plata! As boas conversas que conseguimos ter só se desenrolaram mesmo depois de explicarmos que não tínhamos dinheiro, não éramos turistas e estávamos fazendo um mochilão há quatro meses.</p>
<p class="p1">Fora isso, claro que o lugar enche os olhos, <strong>as cores, o tango, o artesanato e a infinidade de arte</strong> espalhada em cada canto nos deixa deslumbrados. Nosso desafio era sempre observar os objetos e procurar distinguir o que era artesanal do que era manufaturado, quase sempre o preço já entregava o veredicto: se fosse barato demais, era industrial.</p>
<p class="p1">Embora o lugar fosse cheio de restaurantes, o preços obviamente eram bem elevados, sempre com dançarinos de tango ou músicos tocando ao vivo. Além disso, opções vegetarianas eram escassas. Foi quando vimos uma moça com uma cesta de vime coberta com um paninho branco, ela oferecia &#8220;pan relleno&#8221;. Perguntamos os sabores e preços e na hora ela ganhou nossos corações (e estômagos). Era uma espécie de calzone, grande e recheado o suficiente para um almoço, o meu era de abóbora com queijo e temperos verdes e o do Diego era de azeitonas, cebola e queijo. Custou cerca de R$5,00.</p>
<p class="p1">Voltamos para casa no final do dia, depois de percorrer cada galeria, explorar cada canto do lugar. Naquela noite foi nossa vez de cozinhar e fizemos hambúrgueres de grão-de-bico. Nesse momento também tratamos de <strong>arrumar as mochilas pela última vez nessa viagem</strong>. Sim, o dia seguinte seria o último e já sairíamos de casa com as mochilas nas costas. Foi um momento muito especial, estávamos muito ansiosos para chegar e encontrar todo mundo, 110 dias tinham se passado e cada um deles voltou à nossa memória enquanto guardávamos com carinho todos os itens dentro das mochilas.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6163" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-03.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito 03" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6162" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-02.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito 02" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-full wp-image-6155" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Beunos-Aires-Bruna-no-Caminito.jpg" alt="Buenos Aires - Bruna no Caminito" width="1024" height="683" /></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Música-ao-vivo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6159" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Música-ao-vivo.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito - Música ao vivo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Galerias-de-lojas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6158" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Galerias-de-lojas.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito - Galerias de lojas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Bruna-e-as-cores-do-Brasil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6157" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Bruna-e-as-cores-do-Brasil.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito - Bruna e as cores do Brasil" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Pit stop em Mendoza</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2015 11:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Na primeira noite passeamos nos arredores do bairro onde Leo e seus amigos moram, foi uma noite de festa! Jantamos juntos e depois fomos todos para a casa de Nico. Nosso quarto ficava na garagem, onde tinha uma cama já prontinha pra nós, todos entraram na garagem, pegaram instrumentos musicais e ficaram tocando e cantando [&#8230;]</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea2a064" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">Q</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>uando chegamos na rodoviária de Mendoza entramos em contato com o Léo (que conhecemos em <a title="Puerto Natales" href="http://anaturezahumana.com/2015/03/todo-o-charme-e-hospitalidade-de-puerto-natales/" target="_blank">Puerto Natales</a> e depois encontramos novamente em El Chaltén) que mora lá e conseguiu um lugar pra gente ficar. Fomos caminhando até uma praça onde encontramos ele e um grupo de amigos, quase todos já tinham feito uma grande viagem ou estavam viajando naquele momento, foi um papo muito bacana e <strong>adicionamos mais alguns lugares na lista de &#8220;queremos conhecer&#8221;</strong>.</p>
<p class="p1">Um dos amigos que conhecemos naquele momento foi o Nico, na casa dele que ficamos durante os dois dias que estivemos em Mendoza. Ficamos apenas dois dias porque já estávamos ficando sem tempo, <strong>o dia do retorno já estava se aproximando</strong>! E como pretendíamos ir de carona de Mendoza a Buenos Aires, preferimos não arriscar. A primeira coisa que pensamos quando viemos para Mendoza foi que teríamos que visitar as vinícolas, mas pela falta de tempo também resolvemos deixar isso para uma próxima viagem também, junto com os trekkings bem bacanas que os vilarejos ao redor oferecem.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6133"></span></p>
<p class="p1">Na primeira noite passeamos nos arredores do bairro onde Leo e seus amigos moram, foi uma noite de festa! Jantamos juntos e depois fomos todos para a casa de Nico. Nosso quarto ficava na garagem, onde tinha uma cama já prontinha pra nós, todos entraram na garagem, pegaram instrumentos musicais e ficaram tocando e cantando por horas. Estávamos começando a ficar exaustos, o dia tinha sido puxado pois passamos sete horas viajando. Acabamos nos aconchegando na cama e dormindo, enquanto eles tocavam. Não vimos a hora que eles saíram, não ouvimos quando a música parou, acordamos no outro dia e estávamos só nós dois na garagem.</p>
<p class="p1">Como já tínhamos que ir até o centro da cidade pra resolver um problema com nosso voo de volta, decidimos dar uma passeada pelo centro e conhecer o <strong>Parque General San Martín</strong> que ficava próximo dali. Na verdade não tão próximo assim, mas percorremos todo o caminho de ônibus então foi bem tranquilo. Chegando lá encontramos um quiosque de aluguel de bicicletas e foi a tentação do momento. Era um pouco caro, mas resolvemos topar, fazia muito tempo que não a gente não pedalava. Pagamos AR$ 100,00 (Aprox. R$25,00) por 1 hora para as duas bikes e percorremos o parque todo.</p>
<p class="p1">O parque <strong>é muito bem estruturado e encontramos muitas pessoas aproveitando o espaço</strong>, mesmo sendo uma quarta-feira à tarde haviam muitas pessoas caminhando, pedalando e remando na lagoa que tem lá. Foi um passeio bem diferente e valeu a pena. Depois do parque, passamos num mercado ali pertinho para comprarmos algo para a janta e pegamos um ônibus de volta para a casa do Nico. Passamos o resto da noite organizando as mochilas porque queríamos partir cedo. No outro dia tomamos um café rápido, nos despedimos de Nico e sua mãe e fomos para a beira da estrada novamente.</p>
<p class="p1">A carona de Mendoza até Buenos Aires não foi fácil, mas também não foi nada comparado ao que passamos na <a title="Ruta 40" href="http://anaturezahumana.com/2015/04/a-aventura-na-estrada-que-nos-levou-a-uma-nova-patagonia/" target="_blank">Ruta 40.</a> Levamos quase um dia para fazer o percurso, pegamos 2 caronas mais curtas e 2 longas, de caminhão. Por incrível que pareça, até então não tínhamos pegado carona em caminhões, mas fechamos com chave de ouro. A última carona foi a mais longa e foi na qual passamos a noite, chegamos em Buenos Aires no início da manhã, aguardamos descarregarem o caminhão numa distribuidora na entrada da cidade e depois disso o motorista nos deixou bem próximo da estação de trem, onde iríamos embarcar para ir até a casa dos pais do Juan (que conhecemos na casa do David, em Coyhaique), nossa casa em Buenos Aires.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-03.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6139" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-03-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 03" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-01.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6137" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-01-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 01" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-05.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6141" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-05-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 05" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-02.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6138" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-02-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 02" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-04.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6140" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-04-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 04" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6142" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-1024x683.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Lagoa.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6136" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Lagoa-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Lagoa" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Despedida-Nico.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6135" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Despedida-Nico-1024x683.jpg" alt="Mendoza - Despedida Nico" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Paisagens surpreendentes no caminho de Santiago a Mendoza</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2015 19:16:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Chegamos ao terminal e perguntamos em várias as companhias, até encontrar a mais barata, saíram CH$10.000,00 para cada um (cerca de R$45,00) e o percurso demoraria cerca de 7 horas, já contando com o tempo da fronteira. É claro que o nosso ônibus era o mais fuleira de todos os que estavam estacionados, na verdade nem [&#8230;]</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea2fdef" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">D</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>e Santiago a Mendoza, decidimos também pegar um ônibus. Uma porque sair de Santiago de carona é muito difícil, por ser uma cidade muito grande, outra porque íamos cruzar a fronteira e passar por lugares bem isolados e já não estávamos com tanto tempo e disposição para correr o risco de ficar plantados num lugar remoto sem saber quando passaria o próximo carro, e também pelo fato de os preços de ônibus no Chile serem bem mais baratos que na Argentina, então aproveitaríamos para pegar um ônibus ali, pois dali para a frente sem dúvida voltaríamos às caronas.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6081"></span></p>
<p class="p1">Chegamos ao terminal e perguntamos em várias as companhias, até encontrar a mais barata, saíram CH$10.000,00 para cada um (cerca de R$45,00) e <strong>o percurso demoraria cerca de 7 horas</strong>, já contando com o tempo da fronteira. É claro que <strong>o nosso ônibus era o mais fuleira</strong> de todos os que estavam estacionados, na verdade nem chegava a ser um ônibus, era mais uma vãn grande e o funcionário que recebia as malas não parecia muito confiável, o que fez com que ficássemos sempre de olho nas mochilas, porém nos trouxe uma importante vantagem: sentamos ao lado do motorista e viajamos com uma vista panorâmica por um caminho espetacular.</p>
<p class="p1">Nós não tínhamos ideia das paisagens incríveis que estavam por vir, posso dizer que vale a pena pegar o ônibus só pela estrada. Simplesmente você <strong>atravessa a cordilheira</strong>, sobe a uma altitude de mais de 3.000m e vê o gigante Aconcágua passando ao lado. Algumas partes da estrada eram arrepiantes, com curvas sinuosas e penhascos assustadores, mas a estrada era bem conservada e o visual compensava. Talvez um dos trechos mais impressionantes seja o dos caracoles, já próximo à fronteira com uma sequência de curvas muito fechadas, que testam a habilidade dos motoristas.</p>
<p class="p1">Uma das coisas que mais chama atenção é a coloração da terra que vai mudando durante o percurso. Tons de amarelo, laranja e vermelho vivos em contraste com o céu azul lindo que tivemos no dia nos deixaram boquiabertos.</p>
<p class="p1">Já do lado argentino (depois de passar por uma fronteira muito menos rigorosa que a chilena), chegando a Mendoza pode-se avistar a represa de Potrerillos, que forma uma paisagem à parte. Enfim, dá pra notar que em sete horas de viagem, <strong>nem deu tempo de ficar entediado!</strong></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-01.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6104" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-01-1024x683.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 01" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-02-Estrada-sinuosa.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6105" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-02-Estrada-sinuosa-1024x683.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 02 - Estrada sinuosa" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-03.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6106" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-03-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 03" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-04.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6107" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-04-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 04" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-05.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6108" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-05-1024x683.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 05" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-06.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6109" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-06-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 06" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-07-Aconcágua.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6110" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-07-Aconcágua-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 07 - Aconcágua" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-08.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6111" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-08-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 08" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-09.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6112" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-09-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 09" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-10.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6113" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-10-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 10" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-11.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6114" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-11-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 11" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-12.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6115" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-12-1024x683.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 12" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-13.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6116" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-13-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 13" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-14.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6117" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-14-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 14" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-15.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6118" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-15-1024x683.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 15" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-16.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6119" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-16-1024x682.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 16" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-17.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6120" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Caminho-de-Santiago-a-Mendoza-17-1024x683.jpg" alt="Caminho de Santiago a Mendoza - 17" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>De carona eu vou, pra onde você for</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 03:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Primeiro parou uma caminhonete que só tinha um lugar vago, lá se foi Laura (diferente de nós, ela ainda queria ir ao Chile). Diego e eu ficamos esperando por umas duas horas. Nessa região, o complicado de quando se está esperando carona é o frio que faz na beira da rodovia e o vento que sopra [&#8230;]</p>
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			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea37c09" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">S</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>aímos de Puerto Deseado ainda sem acreditar muito no que tínhamos passado nos últimos dias. A hospitalidade de Andres com três pessoas que ele conheceu na beira da estrada surpreende até a nós que estamos nos acostumando a sermos bem recebidos por pessoas que acabamos de conhecer.</p>
<p class="p1">Depois de comprar alguns suprimentos no supermercado, como pão, biscoitos e macarrão, nos dirigíamos à saída da cidade para voltar a pedir carona, <strong>agora mais animados</strong> por estarmos em um lugar mais movimentado e com uma decisão tomada: não faríamos mais a Carretera Austral. Desistimos dessa parte importante da nossa viagem para não termos de passar novamente por um <strong>trecho pouco movimentado</strong>, correndo o risco de passar longos dias na estrada outra vez, assim iríamos direto para Esquel, na região dos lagos ainda na Argentina. Uma caminhonete logo nos levou mais adiante, onde havia um trevo de saída, lugar perfeito para conseguir falar com alguém que fosse para as cidades vizinhas.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5685"></span></p>
<p class="p1">Primeiro parou uma caminhonete que só tinha um lugar vago, lá se foi Laura (diferente de nós, ela ainda queria ir ao Chile). Diego e eu ficamos esperando por umas duas horas. Nessa região, o complicado de quando se está esperando carona é o frio que faz na beira da rodovia e o vento que sopra com vontade, porém isso só faz aumentar o valor que damos quando alguém pára e vamos confortáveis até o próximo ponto.</p>
<p class="p1">Uma van que carregava água parou e disse que nos levaria até um posto policial mais adiante, onde seria mais fácil nos levarem. Para nós tudo bem, aceitamos porque é sempre bom seguir em frente, o que não imaginávamos é que <strong>o próprio policial iria pedir carona pra gente</strong>. Isso mesmo! Chegamos ao posto e ele pediu que aguardássemos ao lado, no primeiro carro que passou ele abordou e pediu para onde ia e se podia nos levar, foram dois minutos, incrível!</p>
<p class="p1">Assim um casal muito simpático nos levou dali até Comodoro Rivadavia, o que foi ótimo porque não pensávamos que iríamos tão longe nesse dia. Passamos a viagem de cerca de quatro horas conversando muito sobre política, cultura e educação enquanto tomávamos mate. O tempo passou voando e por volta das 22:00h chegamos <strong>à maior cidade que vimos durante toda a viagem</strong>. De cara dava para perceber a diferença entre estar ali e estar em um povoado. As pessoas passavam mais depressa, os carros não nos notavam e as grandes mochilas agora pareciam nos deixar com ar de estranhos ao invés de nos aproximar das pessoas.</p>
<p class="p1">Perguntamos por hostels e campings, mas não havia, o único hostel que encontramos estava fechado. Saímos perguntando em todos os hotéis, mas os preços eram muito mais caros do que estávamos dispostos a pagar e como estamos ficando cada vez <strong>mais seletivos com relação aos custos</strong>, começamos a pensar em quais outras alternativas teríamos.</p>
<p class="p1">Surgiu a ideia de ir até o terminal de ônibus verificar os preços e ver como eram as instalações, em última instância, podíamos ficar por lá. Chegamos e o lugar nos agradou bastante, havia cadeiras livres e muitas pessoas com suas malas e mochilas, além disso, alguns escritórios estavam abertos e o local ainda contava com guardas e câmeras. Perfeito.</p>
<p class="p1">Perguntamos sobre o transporte, mas estavam todos lotados porque era véspera do feriado de páscoa e os preços também não eram muito atrativos. Nos acomodamos em duas cadeiras, colocamos as mochilas embaixo dos nossos pés e relaxamos. Diego cochilou e eu me mantive acordada, apesar de estarmos em local seguro, eu não conseguia dormir. Fiquei lendo e mexendo no celular, a internet lá também <strong>era muito boa e grátis</strong>, assim passei toda a noite sem dormir por um único momento, mas me sentia bem.</p>
<p class="p1">Pela manhã pegamos um ônibus circular (lotado a ponto das pessoas fazerem cara feia para as nossas mochilas que ocupavam um espaço considerável) até a saída da cidade. Ali foi muito rápido, na primeira vez que levantei o dedo um carro já parou, o Diego teve que me chamar porque eu já estava acenando para outros carros sem notar que o primeiro já tinha parado. O rapaz que nos levou iria apenas 100km mais adiante, mas já estava bom. “Pesquei” diversas vezes durante o percurso, o sono começava a bater forte. Ficamos em um posto de gasolina, onde compramos algo para comer e voltamos para a rodovia.</p>
<p class="p1">Dentro de uma hora pára uma caminhonete. Perguntamos se iam para Esquel e eles disseram: &#8220;Não, vamos para Coyhaique, no Chile&#8221;. Não podíamos acreditar, Coyhaique é o coração da Carretera Austral, <strong>justo o lugar que tínhamos desistido</strong>. Voltamos ao plano original e lá fomos nós, sabendo que já não mandamos em nada nessa viagem, apenas seguimos. A família que nos levou era muito animada e conversamos muito a viagem inteira, de forma que eu nem senti mais sono. O casal Laura e Marcelo e a mãe dele Cármen foram uma ótima companhia na viagem de cerca de quatro horas.</p>
<p class="p1">Quando chegamos à fronteira chilena, um problema. Como nem sonhávamos em passar a fronteira nesse dia, ainda tínhamos nas mochilas alguns frutos secos e tomates secos e esses itens, assim como os de origem animal, <strong>são proibidos</strong> de transportar de um país ao outro. Como nunca haviam nos revistado antes pensamos que não haveria problemas, porém nesse dia estavam olhando tudo, cada centímetro do carro, cada bolso das mochilas. Passamos um mau bocado, o policial apreendeu nossas frutas secas e ainda encontrou algumas plumas de avestruz que eu tinha ganhado de presente do Andres e nem lembrei que também são de origem animal. Ele falou: Plumas? Quieres pasar a fronteira com plumas? Eu só baixei a cabeça e disse que poderia jogar fora. Que papelão, contrabandista de plumas! Depois tivemos de ir até o escritório onde fizemos uma nova declaração de que tínhamos coisas de origem animal, o policial sempre dizendo que estava nos fazendo um favor de deixar fazer uma nova declaração, porque poderia ter nos<strong> aplicado uma multa cara</strong>.</p>
<p class="p1">Depois, no carro, ainda rimos muito, os argentinos ficavam nos chamando de<strong> contrabandistas</strong> e dizendo que o pior estava no saco de farinha que o policial deixou passar. Apesar de descontrairmos um pouco, claro que ficamos chateados com o ocorrido, pois podíamos realmente ter tomado uma multa por muito pouco, situação bem chata mesmo.</p>
<p class="p1">Enfim, logo depois chegamos a Coyhaique e já começamos a perceber <strong>porque a Carretera Austral é tão famosa</strong>. Aqui a paisagem já muda completamente, o verde predomina e grandes árvores margeiam a rodovia, os bosques às vezes são cortados por lagos cristalinos e ao fundo a cordilheira se mostra imponente, coberta com seu gelo eterno. A cidade era linda e estávamos felizes de estar ali. Nos despedimos dessa família tão querida que nos trouxe e ainda aguentou com bom humor nossa passagem desastrosa pela fronteira.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Chegada-em-Coyhaique.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5689" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Chegada-em-Coyhaique-1024x683.jpg" alt="Chegada em Coyhaique" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Caminhamos, mas às vezes corremos!</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 03:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
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			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea3d4f6" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">S</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>em as mochilas pesadas e com o fôlego renovado pelas belíssimas paisagens muitas vezes aumentamos o ritmo e deixamos a calma caminhada de lado, colocamos um bom som nos fones de ouvido e apertamos o passo. Na volta da Laguna Sucia eu estava animado e lembrando de muitas coisas do Brasil ao som do Rappa, nada mais justo que eles fossem a trilha sonora para esse vídeo.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
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		<title>A aventura na estrada que nos levou a uma nova Patagônia</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2015 16:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea490d3" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>osso planejamento terminava em El Chaltén, ou seja, quando saímos do Brasil só tínhamos estudado o caminho das cidades desde Ushuaia até ali, daí pra frente iríamos descobrir enquanto estivéssemos viajando. Muitas pessoas nos deram dicas de onde passar durante a viagem e quando saímos da cidade isso era tudo o que tínhamos, mas não imaginávamos que <strong>a Patagônia ainda nos reservava uma grande aventura</strong>.</p>
<p class="p1">Como já falamos, Chaltén é uma cidade bem pequena e estávamos em um camping próximo da saída da cidade, então acordamos, tomamos um café reforçado, arrumamos as mochilas e fomos até lá. Já deixamos separadas algumas comidas prontas (biscoitos, pão e barras de cereal) em um local de fácil acesso, pois sabíamos que era uma rota de pouco movimento, então <strong>poderíamos ficar ali por muito tempo</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5652"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5659" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Bruna pedindo carona na saída da cidade" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5658" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada-1024x683.jpg" alt="Caminho entre Chaltén e Três Lagos - Pôr do sol na beira da estrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Da saída da cidade até o cruzamento da Ruta 40 esperamos por mais ou menos 3 horas, o que não é pouco, mas também não é desesperador. Fomos na caçamba de uma caminhonete de um casal de argentinos que já tinha pegado outros 3 mochileiros que estavam pedindo carona um pouco a frente de onde estávamos, ou seja, eram os dois e mais 5 caroneiros agora. O trajeto de aproximadamente uma hora e meia foi tranquilo e nos animou bastante, mesmo com <strong>o vento gelado</strong> que encarávamos na parte de cima do carro.</p>
<p>Chegando no cruzamento, eles seguiram para a direita, em direção a El Calafate e nós fomos para o outro lado da Ruta 40 que nos levava para o norte. Ventava muito então fomos buscar um pouco de abrigo atrás de uma placa da rodovia que nos dava as distâncias até os próximos povoados. Nos deparamos com algumas mensagens não muito animadoras riscadas com pedras ou canetões na parte de trás da placa: &#8220;não passa ninguém!&#8221;, &#8220;cadê os carros?&#8221;, &#8220;vamos morrer aqui!&#8221;, &#8220;não há água&#8221;, mas estavam acompanhadas também de muitas que diziam <strong>&#8220;sorte, mochileiro&#8221;!</strong></p>
<p><strong>Esperamos, esperamos e esperamos. </strong>Haviam pouquíssimos carros e mais ou menos 8 em cada 10 entrava sentido Chaltén e não nos servia. Fizemos uma média rápida que nos deixou com mais ou menos um carro a cada 45 minutos. Isso mesmo, um automóvel a cada quase uma hora. Nessa hora, apesar de todo o otimismo das boas experiências com as caronas aqui na Argentina e no Chile, <strong>ficamos bem preocupados</strong>.</p>
<p>As horas passavam, os pouquíssimos carros passavam e nos deixavam ali, <strong>desanimados e cansados</strong>. Foi quando apareceram os também mochileiros Laura, Leo e Steve pra levantar o ânimo. Leo tínhamos conhecido na casa do Santi em Puerto Natales e Laura e Steve encontramos junto com ele na trilha para a Laguna de Los Tres alguns dias atrás. Eles também iam para o norte, ou seja, apesar de agora termos novos companheiros para conversar, a possibilidade de carona relativamente diminuía.</p>
<p>Mais horas se foram e nesse meio tempo chegaram outras 3 pessoas, um casal de um peruano e uma italiana e um norte americano maluco que tinha uma mochila muito pequena com apenas algumas roupas, não tinha barraca ou saco de dormir, o que naquelas circunstâncias era muito arriscado. Enfim, agora éramos 8 pessoas, numa rodovia que quase não passava ninguém e a noite estava chegando. O vento não tinha diminuído então armar a barraca num lugar como esse, sem proteção, não seria algo fácil. Haviam dois &#8220;túneis&#8221; para escoamento de água nas laterais da estrada, não eram uma mansão, mas eram suficientemente grandes para nos abrigar deitados com os sacos de dormir, <strong>seria um bom abrigo</strong>.</p>
<p>Eu já estava preparado psicologicamente para fazer isso, era uma das coisas mais extremas que tínhamos feito na viagem, era uma condição muito ruim, mas eu estava me acostumando com a ideia. Eis que depois de mais ou menos umas 5 horas e meia esperando <strong>um carro parou</strong>, eu quase que não podia acreditar. Era um carro pequeno e Leo foi falar com o motorista que no final de tudo, se mostrou um grande pé no saco. Ele falou que <strong>não ia nos dar carona</strong>, ficava nos cortando enquanto falávamos e só queria meio que fazer propaganda de uma linha de ônibus que passaria por ali mais tarde da qual ele seria o motorista a partir da próxima parada. Leo tentou argumentar e pedir para que só levasse um de nós até um posto de gasolina que ficava a 30 quilômetros ou qualquer coisa do tipo, naquele ponto qualquer coisa servia. Ele retrucou com um &#8220;quanto me pagas por esto?&#8221;, nessa hora eu dei as costas e vi que não ia dar em nada.</p>
<p>O valor do ônibus era AR$ 700,00 (cerca de R$ 160,00 que certamente iria para o próprio motorista) e ele pediu AR$ 100,00 para levar um de nós até o posto de gasolina, era nítido que queria aproveitar-se da nossa situação. Nenhum de nós, exceto o norte americano que não tinha como dormir ali, estava disposto a gastar tudo isso, <strong>era muita grana</strong>. Então novamente voltamos a estaca zero.</p>
<p>Mais tempo se passou e nada. Já eram 21:30h, a noite tinha chegado e eu estava prestes a começar a arrumar as coisas para cozinhar algo e ir dormir. O ônibus passaria por ali mais ou menos 22:00h e Leo estava seguro que iria convence-lo a nos levar até o posto de gasolina, então esperamos um pouco mais. Nesse meio tempo passou uma caminhonete com apenas um casal dentro, fizemos sinal com as lanternas, pulamos, esperneamos e nada, passou direto. <strong>Mas nessa hora nossa sorte mudou</strong>, lá no fundo, no horizonte eu vi a mesma caminhonete fazer a volta.</p>
<p>O motorista chegou e perguntou: &#8220;o que estão fazendo todos vocês, aqui a essa hora?&#8221;, Leo (que era argentino, então se tornou nosso porta-voz) começou a explicar tudo, que estávamos ali desde sempre e que ninguém havia parado e quase implorando dizia para nos levar até o posto de gasolina. O senhor aceitou e começamos a nos empilhar em cima da caminhonete com todas as mochilas, o que não era uma tarefa nada fácil, afinal <strong>éramos 8 e com mochilas bem avantajadas</strong>. Nesse meio tempo surgiu outro farol no horizonte (contrariando totalmente nossa média até então) e o motorista pegou uma das lanternas e foi na beira da estrada pedir para que parasse também. Acabou que era um conhecido dele e tinha lugar para mais duas pessoas no seu carro. Definitivamente nossa sorte tinha mudado.</p>
<p>Os dois carros nos levaram até o posto de gasolina e lá baixamos todos, menos o norte americano que foi com um dos carros até o próximo povoado para procurar um lugar para ficar pela noite. <strong>Estávamos muito contentes</strong>, tínhamos um lugar abrigado para dormir, água (que era nosso maior problema, pois tínhamos pouco então cozinhar na estrada seria complicado) e até banheiros! Conversamos com a senhora que estava no caixa e ela se mostrou muito solícita, disse que podíamos armar as barracas ao lado a construção sem problemas.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5677" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento-1024x682.jpg" alt="El Chaltén até o cruzamento" width="1024" height="682" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5678" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis-1024x683.jpg" alt="Mensagens não tão agradáveis" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5679" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40-1024x682.jpg" alt="Nós e a Ruta 40" width="1024" height="682" /></a></p>
<p>Juntamos o que tínhamos de comida, fizemos uma janta comunitária e fomos dormir. No outro dia fomos caminhando até o próximo povoado que ficava a 3 quilômetros dali. Chegando lá fomos primeiro a uma padaria e Laura educadamente pediu pra atendente se tinha algum pão ou algo que não poderia vender mais, de ontem ou coisa do tipo e ela gentilmente nos forneceu o que seria nosso café da manhã. Depois passamos em um mercadinho para comprar um pacote de macarrão e outro de polenta, as duas coisas mais baratas que havia lá, muitas vezes encaramos a redução de custos a sério.</p>
<p>E novamente nos dirigimos para a saída da cidade e recomeçamos nossa batalha, agora com 7 pessoas. E a história se repetiu, <strong>pouquíssimos carros e ninguém parava</strong>. Depois de muitas horas novamente, estávamos todos ficando de saco cheio de tanto esperar. Leo e Steve foram os primeiros a mudar os planos, decidiram ir para a outra saída do povoado (por onde entramos), voltar para Calafate e fazer um contorno gigante pela Ruta 3, que fica do outro lado do país, mas é muito mais movimentada. Mais ou menos uma hora depois passaram por nós em uma caminhonete gritando &#8220;Ruta 3! Ruta 3&#8243;! Parecia que o plano havia funcionado.</p>
<p>Mais um tempo se passou e chegou um carro com um casal que conhecia o peruano e a italiana que estavam pedindo carona conosco. Só havia espaço para os dois e eles se foram, ficamos todos muito felizes afinal dos 7 agora só restavam 3, aumentando nossas chances, além de toda a alegria compartilhada por nossos companheiros já estarem seguindo viagem.</p>
<p>Ficamos na beira da estrada por mais um tempo até decidirmos que iríamos aceitar qualquer coisa, estaríamos dispostos a cancelar nossa subida pela Ruta 40 e ir para a Ruta 3 como haviam feito Leo e Steve. Depois de mais algum tempo parou uma caminhonete e nos disse que ia pra lá, já estávamos ali há 5 horas, então é claro que <strong>topamos na hora</strong>.</p>
<p>Mais ou menos 3 horas depois havíamos cruzado toda a Argentina e estávamos em Piedra Buena na beira da Ruta 3. Aqui sim, todo o azar da Ruta 40 desapareceu, nem bem colocamos as mochilas no chão e <strong>uma outra caminhonete parou</strong>. Tinha lugar para nós três e era dirigida pelo argentino Andres. Confirmamos se ele ia para o norte e partimos.</p>
<p>Começamos a conversar, explicamos de toda a viagem, pra onde íamos e tudo mais. Ele morava em Puerto Deseado, uma cidade que fica à direita da Ruta 3, meio fora de mão para nós, mas ele poderia nos deixar em Puerto San Julián, uma cidade antes. Ele nos disse também que tinha uma fazenda que ficava entre Deseado e San Julián que era pra onde estava indo agora e como já estava bem tarde não queria nos deixar sem lugar pra ficar em San Julián então nos convidou para irmos até a fazenda com ele, poderíamos dormir lá e no outro dia ele nos levaria até Puerto Deseado. Por alguns momentos nos olhamos e ficamos pensando se tínhamos mesmo entendido bem o que acabamos de ouvir.</p>
<p>Depois de dois dias extremamente cansativos na beira da estrada esse convite foi simplesmente <strong>a melhor coisa que poderia ter acontecido</strong>. Nem conseguíamos acreditar, em um momento estávamos dormindo na beira da estrada e pedindo por caronas que não paravam nunca e no outro tínhamos já tínhamos subido bastante ao norte e tínhamos a possibilidade de uma cama e um banho quente, tudo isso sem pagar um centavo sequer, isso era simplesmente inimaginável.</p>
<p>Chegamos na fazenda de Andres, já era muito tarde, quase meia noite, fizemos uma janta rápida e todos despencamos na cama (cama de verdade!), estávamos muito cansados. No outro dia acordamos e a mesa do café estava posta com um bilhete dele dizendo que retornaria mais tarde. Tomamos o café com um sorriso de orelha a orelha e quando saí da casa me deparei com um dia lindo e uma vista sensacional, um campo sem fim, em uma paisagem desértica totalmente diferente das montanhas que estávamos acostumados a ver. Enquanto eu caminhava um pouco ao redor da casa um dos peões da fazenda passou por mim, me cumprimentou e disse que estava começando a preparar um cordeiro &#8220;al asador&#8221; que é o tradicional cordeiro patagônico assado em fogo de chão. Andres tinha comentado no dia anterior que mesmo sendo vegetarianos deveríamos prová-lo, pois era sensacional.</p>
<p>Quando iniciamos a viagem já tínhamos conversado sobre isso, que seria bem possível que abríssemos algumas exceções e <strong>comêssemos carne em algumas situações</strong> específicas como quando se tratasse de um prato típico, ou quando quem nos estivesse recebendo talvez fosse se sentir mal pela recusa da carne ou até mesmo se estivéssemos sem muita opção para manter o nível de proteína adequado pelo fato de termos algumas comidas muito caras aqui (que era o nosso caso agora, pois passamos os últimos dias nos alimentando muito mal na estrada). Já tínhamos comido a centolla, que é um caranguejo gigante, típico de Ushuaia, já tínhamos comido atum em um dos dias de trilha pois não tínhamos outra coisa, já tínhamos experimentado o choripan (um pão com linguicinha e condimentos) na casa de Gabi. Enfim, não seria a primeira vez, mas de alguma forma eu estava me sentindo diferente.</p>
<p>Sabíamos que era um animal que havia sido criado ali na fazenda, criado solto, morto pelas mãos dos peões e feito de uma maneira menos industrial. Era um presente de quem nos estava hospedando e um prato típico. Além de tudo isso era um prato que eu queria muito comer, quem me conhece sabe que gosto muito do sabor da carne e que apenas não a como pelo ideal, mas quando comemos fiquei com aquele pé atrás, como se estivesse fazendo algo errado. Estava delicioso, fato. <strong>Uma das melhores carnes que já provei</strong> e certamente uma das melhores refeições da viagem e além disso me fez refletir muito sobre o ideal do vegetarianismo. E ainda me confirmou a opinião de que quero me afastar o máximo possível de todas as comidas industrializadas, inclusive as que não são de origem animal.</p>
<p>Depois disso durante a tarde fomos ajudar Andres a desatolar um caminhão no meio de sua fazenda e a tarde toda passou voando. Acabou ficando tarde para irmos até Deseado, além disso não havíamos conseguido tirar o caminhão completamente, ainda faltava um pouco. Então retornamos a casa, preparamos uma janta novamente e dormimos mais uma noite em uma cama confortável. No outro dia acordamos e Andres já tinha saído para desatolar o que faltava do caminhão e Bruna começou a preparar as panquecas para o café da manhã. Nesse meio tempo Andres retornou e tomou café conosco.</p>
<p>Fizemos também um pequeno tour pela fazenda, conhecemos todo o processo de produção da lã e da carne que fazem ali, vimos <strong>vários objetos indígenas</strong> que Andres encontra pela fazenda como pontas de flechas, pedras lascadas e outras preparadas como bolas para serem usadas como boleadora. Depois do passeio nos despedimos de todos e partimos em direção a Puerto Deseado.</p>
<p>Chegando lá também fizemos um pequeno tour pela cidade, Andres nos mostrou os principais atrativos e nos pediu desculpas por não ter mais tempo para mostrar mais, como se ele precisasse pedir desculpas por algo. Depois nos deixou em frente a um supermercado porque necessitávamos encher novamente nossos estoques de comida para encarar a estrada novamente. A<strong>gradecemos muito por tudo</strong> e depois da nossa compra seguimos caminhando até a saída da cidade.</p>
<p>E lá estávamos nós novamente: eu, Bruna e Laura na beira de estrada chamando a atenção dos motoristas que passavam. Agora numa estrada muito mais movimentada, bem longe de onde imaginávamos anteriormente e com uma bagagem muito maior do que antes. <strong>E não, não estou falando das mochilas</strong>. Conhecemos uma nova Patagônia, a Patagônia da imensidão desértica e do acolhedor povo do campo. Nos desprendemos de toda a programação, ligamos o modo aleatório e ganhamos muito com isso, aproveitamos o inesperado e descobrimos coisas que nem imaginávamos conhecer durante a viagem. Definitivamente desapegar um pouco dos planos vale a pena.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5671" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Laura na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5668" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5661" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5660" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5670" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5669" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5665" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres - Carrinho de mão" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-5663" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Desencalhando-o-caminhão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Desencalhando o caminhão" width="1024" height="683" /></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5673" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Pôr do sol na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5666" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5662" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiros na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5667" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 3" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5672" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Nós, Andres e Laura" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5664" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Despedida da fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>El Chaltén &#8211; Combo: Laguna Sucia, Laguna Piedras Blancas, Lagunas Madre y Hija e Laguna Capri (ufa!)</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2015 18:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Saímos de lá e fomos direto para a próxima, a Laguna e o Glaciar Piedras Blancas. Mais uma vez, caminho entre as pedras, agora no sentido contrário, descendo o rio. Quando paramos de acompanhar o rio e tomamos a esquerda para chegar à base, as pedras de tornam maiores e me bateu uma pequena fobia [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea4f8f1" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">A</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p> quinta noite em El Chaltén talvez tenha sido <strong>a mais fria</strong> que passamos dentro da barraca. Acordamos diversas vezes com frio e passamos todo o tempo arrumando o saco de dormir de forma que ficasse o mais fechado o possível. Ainda assim, o equipamento deu conta, mesmo sem estarmos vestidos com muita roupa.</p>
<p class="p1">Depois de um dia inteiro de descanso estávamos prontos para encarar todas as trilhas que tínhamos planejado. E como tínhamos muitos bons pontos por perto, o dia prometia. Começamos com a <strong>Laguna Sucia</strong>, que nos surpreendeu de verdade. Primeiro que o nome não faz jus ao que ela é: uma lagoa límpida, de tom azulado. Segundo que ela é menos conhecida que a Laguna de Los Tres, mas a vista que proporciona da montanhas é muito mais impressionante, pois elas parecem nascer dela, dando a impressão de estarem muito próximas.</p>
<p class="p1">O caminho até lá alterna entre trilha no bosque e caminhada subindo sobre as pedras que margeiam o rio. Ao final, apenas pedras, onde precisamos fazer uma pequena &#8220;escalaminhada&#8221; até chegarmos. Uma hora de caminhada (só ida) que <strong>vale muito a pena</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5642"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Vista-para-o-vale.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5628" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Vista-para-o-vale-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna Sucia - Vista para o vale" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Rio-e-as-montanhas-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5627" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Rio-e-as-montanhas-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna Sucia - Rio e as montanhas ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Bruna-escalando.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5626" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Sucia-Bruna-escalando-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna Sucia - Bruna escalando" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Sucia.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5616" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Sucia-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Sucia" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Saímos de lá e fomos direto para a próxima, a <strong>Laguna e o Glaciar Piedras Blancas</strong>. Mais uma vez, caminho entre as pedras, agora no sentido contrário, descendo o rio. Quando paramos de acompanhar o rio e tomamos a esquerda para chegar à base, as pedras de tornam maiores e me bateu uma pequena fobia ao ver aquelas gigantes amontoadas até o alto da montanha (dava a impressão de que algumas delas poderia desabar numa avalanche a qualquer momento). Mas passou. E quando vimos estávamos diante de outra laguna azulada, com um lindo glaciar ao fundo que volta e meia soltava barulhos estrondosos de gelo despencando.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-Pedras-gigantes.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5625" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-Pedras-gigantes-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna e Glaciar Piedras Blancas - Pedras gigantes" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-Bruna-e-o-glaciar-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5624" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-Bruna-e-o-glaciar-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna e Glaciar Piedras Blancas - Bruna e o glaciar ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5614" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-e-Glaciar-Piedras-Blancas-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna e Glaciar Piedras Blancas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Glaciar-Piedras-Blancas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5634" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Glaciar-Piedras-Blancas-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Glaciar Piedras Blancas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Voltamos ao acampamento, era a hora do nosso almoço, estávamos muito inspirados e fizemos o caminho de volta inteiro conversando sobre <strong>planos para o futuro e ideias para o site</strong>, um grande brainstorm que sabíamos que só poderia ter acontecido nesse lugar mágico, estávamos super empolgados. Cozinhamos e tratamos de desmontar tudo, agora o passeio seria no mesmo sentido do nosso próximo ponto de camping, então era mais prático levar as mochilas completas.</p>
<p class="p1">No dia anterior havíamos reencontrado Leo e Jean Carlo, outra surpresa muito agradável. Tínhamos conhecido eles na casa do Santi, em Puerto Natales. Nos despedimos deles e de outros novos amigos e seguimos em direção às lagunas<strong> Madre y Hija</strong>.</p>
<p class="p1">Essas lagunas são lindas, com uma coloração diferente das outras que vimos na Patagônia, têm um verde magnífico e são rodeadas por uma vegetação rasteira com folhas alaranjadas que só faziam melhorar a paisagem. Paramos um pouco para apreciar, mas logo tínhamos que seguir, pois o dia estava terminando.</p>
<p class="p1">Voltamos à trilha principal e seguimos para a Laguna Capri, aquele ponto que desviamos no primeiro dia. Outra paisagem linda. Era final de tarde e, sem vento, a lagoa tinha virado um espelho, refletindo as nuvens e as montanhas ao redor. Acampamos muito próximos à margem e quando cozinhamos nosso jantar, já tinha escurecido. O macarrão com tomate seco fez sucesso mais uma vez e dormimos muito bem, e apesar do vento, que pela primeira vez começou a soprar por aqui, essa noite não fez tanto frio.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Madre-e-o-espelho-dágua.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5615" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Madre-e-o-espelho-dágua-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Madre e o espelho d'água" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Capri.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5635" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Capri-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Capri" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Capri-e-as-montanhas-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5613" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Capri-e-as-montanhas-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Capri e as montanhas ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">
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		<title>El Chaltén &#8211; Acampamento Poincenot e Laguna de Los Tres</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2015 21:22:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Iniciamos a trilha num dia quente fora do comum nessa região. Começa com uma subida considerável até o “mirador Rio de las Vueltas” com uma linda vista da cidade e do rio que ela margeia. Depois a trilha segue aberta cortando as montanhas e nos fazendo sofrer um pouco mais com o sol. Quando chega [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea5603e" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">D</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>epois de uma boa noite de sono, no nosso quarto dia em El Chaltén decidimos fazer uma famosa trilha, que leva ao acampamento Poincenot e de lá, a várias lagunas e mirantes. A primeira precaução dessa vez foi <strong>deixar algumas coisas no locker do hostel e subir um pouco mais leves</strong>, com comida apenas para os três dias que passaríamos lá e somente o necessário para acampar. Foi a melhor decisão que tomamos.</p>
<p>O início da trilha fica no final da cidade, quando termina a rua principal (mas estamos falando de El Chaltén, então as distâncias são curtas e podemos fazer tudo a pé, tranquilamente). No meio do caminho vimos um restaurante vegetariano do outro lado da rua e decidimos comer alguma coisa ali. Apesar de restaurantes serem raros em nossa viagem, o preço ali estava bom e compensaríamos o gasto pois ficaríamos três dias acampando. <strong>El Chaltén surpreendeu pela variedade em comida vegetariana</strong>. Além desse restaurante especializado, vários outros traziam em seus quadrinhos expostos opções de menu vegetariano. O nome do restaurante que fomos é Prana Bar Natural, com um ambiente pequeno e super aconchegante, comida bem temperada, carregada no curry e porções generosas, valeu a pena.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5630"></span></p>
<p>Iniciamos a trilha num dia quente fora do comum nessa região. Começa com uma subida considerável até o “<strong>mirador Rio de las Vueltas</strong>” com uma linda vista da cidade e do rio que ela margeia. Depois a trilha segue aberta cortando as montanhas e nos fazendo sofrer um pouco mais com o sol. Quando chega a parte do bosque dá um alívio tremendo e até conseguimos imprimir um ritmo um pouco mais forte de caminhada. Em pouco menos de duas horas chegamos a uma bifurcação que levaria à esquerda para o acampamento Capri e à direita para o mirador Fitz Roy (as duas trilhas se juntam mais adiante e segue em um caminho único até o Poincenot). Pegamos à direita até o mirador, pois pensávamos em passar na laguna Capri na volta.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Nós-e-a-vista-para-a-cidade.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5617" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Nós-e-a-vista-para-a-cidade-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Nós e a vista para a cidade" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Bruna-e-o-Rio-de-las-Vueltas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5620" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Bruna-e-o-Rio-de-las-Vueltas-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Bruna e o Rio de las Vueltas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Depois de mais duas horas de caminhada estávamos perto do nosso destino, a vista das montanhas, com destaque para o imponente Fitz Roy já era espetacular e as árvores com suas folhas em tons alaranjados mostravam que <strong>o outono já começava a dar o ar da graça por aqui</strong>. As cores da paisagem pareciam ter saído de uma pintura! Perdidos nesses deslumbres, íamos caminhando felizes em bom ritmo, sempre dando um saudoso “Hola” a todos que passavam pela gente. Uma dessas pessoas nos parou e falou em português: &#8220;<strong>Cara, eu conheço vocês!</strong>”. Abrimos um enorme sorriso e pensamos num breve instante “Não é possível que ele nos conheça do blog&#8230;”, ao que ele adivinha e já responde “Estou acompanhando o blog de vocês, peguei várias dicas antes de viajar”. Impossível descrever a sensação maravilhosa que foi encontrar o Glauco, o Jean e o Jan, um mineiro e dois alagoanos, pessoas totalmente desconhecidas, mas que conseguimos chegar através desse espaço e por uma feliz coincidência cruzar em uma trilha do outro lado da América. Fizemos fotos, conversamos sobre a viagem, trocamos dicas e nos despedimos. Nós dois ainda não acreditando direito no que tinha acontecido, foi surpreendente e gratificante.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Pedra-solitária.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5637" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Pedra-solitária-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Pedra solitária" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Bruna-e-as-montanhas-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5619" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Bruna-e-as-montanhas-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Bruna e as montanhas ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Outono-chegando.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5636" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Outono-chegando-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Outono chegando" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Nós-Jan-Jean-e-Glauco.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5622" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Nós-Jan-Jean-e-Glauco-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Nós, Jan, Jean e Glauco" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">
<p class="p1"><img class="aligncenter size-large wp-image-5621" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-Nós-e-o-pôr-do-sol-no-caminho-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres - Nós e o pôr do sol no caminho" width="1024" height="683" /></p>
<p class="p1">Chegamos ao acampamento, montamos a barraca e nos sentamos para ver o sol se pôr atrás das montanhas. Conhecemos ainda o francês Rodrigo, que acabou estando sempre por perto durante esse camping, ele tem o Brasil no roteiro e o convidamos para se juntar a nós quando passar lá por Santa Catarina.</p>
<p class="p1">No dia seguinte acordamos as 5:00h da manhã, pois <strong>mais uma vez faríamos uma trilha ainda no escuro</strong>, para ver o sol nascer do alto da montanha, na beira da <strong>Laguna de Los Tres</strong>. Lá fomos nós em meio ao breu profundo, quebrado apenas pela luz da lanterna de cabeça. Foi uma hora de subida íngreme, com muitas pedras, mas levando apenas a câmera, casacos e um lanchinho e por sorte sem chuva ou vento. Lá em cima fazia muito frio, comemos pão e biscoitos enquanto esperávamos o sol nascer. O céu atrás de nós foi ficando vermelho, depois laranja e rosado, havia muitas nuvens, que assumiam a mesma coloração, num espetáculo matinal. <strong>O dia clareou, mas o sol, sol mesmo, não apareceu</strong>. Tímido, ficou escondido entre as nuvens e a sensação de frio continuava intensa. Começamos a descer, agora muito mais rápido, pois já se podia ver tudo ao redor. A vista era incrível e podíamos observar parte do caminho que havíamos feito no dia anterior.</p>
<p class="p1">Passamos o resto do dia na barraca, descansando e curtindo o friozinho que fazia. Tudo o que fizemos foi preparar comida e lavar algumas meias, já que estávamos sem pares limpos. Deixamos as outras trilhas para o dia seguinte, esse foi dedicado à preguiça.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-Noite-chegando.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5633" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-Noite-chegando-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Acampamento de Agostini - Noite chegando" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-ao-amanhecer.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5623" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-de-Los-Tres-ao-amanhecer-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna de Los Tres ao amanhecer" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-Lavando-meias.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5632" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-Lavando-meias-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Acampamento de Agostini - Lavando meias" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Chegada a El Chaltén e Trekking Laguna Torre</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2015 18:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[camping]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
		<category><![CDATA[couchsurfing]]></category>
		<category><![CDATA[El Chaltén]]></category>
		<category><![CDATA[Fitz Roy]]></category>
		<category><![CDATA[Laguna Torre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A vista da chegada na cidade é de tirar o fôlego, enxergar o povoado pequenino cercado pelas montanhas e com o imponente Fitz Roy ao fundo nos deixou de boca aberta e enquanto íamos nos aproximando as paisagens só melhoravam. Chegamos e fomos até um restaurante, pois queríamos dar algo para Rodo em troca da [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69efa1ea5cd51" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>ossa estadia em El Calafate estava sendo maravilhosa, mas tínhamos que seguir em frente <strong>e a próxima cidade prometia</strong>. El Chaltén tinha sido recomendada por várias pessoas e tínhamos vistos muitas imagens lindas do povoado e do famoso <a title="Wikipédia - Monte Fitz Roy" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Fitz_Roy" target="_blank"><strong>Fitz Roy</strong></a>, a mais alta das montanhas que circunda a cidade com seus 3.375 metros de altitude.</p>
<p>Fomos até a saída de Calafate e esperamos por aproximadamente duas horas e meia até que conseguimos uma carona que ia direto até El Chaltén. Nosso motorista era Rodo (de Rodolfo, mas ele nos disse que era por tanto rodar pelas estradas da América do Sul) e ele dirigia sua querida &#8220;Argentina&#8221;. A viagem foi maravilhosa, <strong>o caminho é muito bonito mesmo</strong> e o clima estava perfeito. Além disso, fomos conversando sobre <a title="Wikipédia - A resposta para a vida, o universo e tudo mais" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarenta_e_dois" target="_blank">a vida, o universo e tudo mais</a>, parecíamos nos conhecer há muito tempo. <strong>Foi um percurso muito marcante</strong>, talvez um dos melhores que tenhamos feito entre uma cidade e outra aqui.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5607"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Nós-Rodo-e-a-Argentina.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5594" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Nós-Rodo-e-a-Argentina-1024x683.jpg" alt="Caminho para El Chaltén - Nós, Rodo e a Argentina" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Vista-para-as-montanhas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5595" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Vista-para-as-montanhas-1024x683.jpg" alt="Caminho para El Chaltén - Vista para as montanhas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada-com-a-Argentina.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5597" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada-com-a-Argentina-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Cidade vista da estrada de entrada com a Argentina" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5598" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Cidade vista da estrada de entrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>A vista da chegada na cidade é de tirar o fôlego, enxergar o povoado pequenino cercado pelas montanhas e com o imponente Fitz Roy ao fundo nos deixou de boca aberta e enquanto íamos nos aproximando <strong>as paisagens só melhoravam</strong>. Chegamos e fomos até um restaurante, pois queríamos dar algo para Rodo em troca da carona, como não costumamos ajudar com a gasolina decidimos pagar uma cerveja e uma pizza. Ele insistiu em pagar uma rodada e no final das contas acabou que pagamos quase a mesma coisa, vai entender esses argentinos.</p>
<p>Havíamos tentado alguns contatos de couchsurfing para El Chaltén, mas <strong>não obtivemos resposta de nenhum deles</strong>. Isso é um negócio que nos deixa um pouco decepcionados com o couchsurfing, muitos dos membros simplesmente ignoram as mensagens e as solicitações. Entenda que não há problema em negar, mas ver que o usuário fez login nos últimos dias e não te respondeu é um pouco frustrante, pois você acaba aguardando um retorno para decidir o que fazer, se tenta mais contatos, se procura um camping ou qualquer outra coisa. É uma pena, pois parece ser uma prática “comum”, em outras cidades também tivemos problemas com isso. Mas enfim, <strong>tivemos estadias perfeitas com o couchsurfing, então não podemos reclamar da rede</strong>.</p>
<p>Em um dos perfis que visitamos no couchsurfing a pessoa deixou seu endereço e disse que caso não respondesse era pra passarmos lá e conversarmos pessoalmente, pois a internet aqui é muito ruim e ela tinha pouco acesso. Foi o que fizemos, depois da nossa janta fomos até lá, mas a pessoa não estava. <strong>Estávamos decididos a não gastar com hospedagem naquele dia</strong> e mesmo com a noite se aproximando decidimos encarar a trilha mais próxima de onde estávamos, a da Laguna Torre. Acampamos em um ponto mais aberto logo após o início da trilha, o que não é exatamente legal, mas também não é estritamente proibido como no Torres del Paine.</p>
<p>No outro dia continuamos a seguir pela trilha de 8 quilômetros e depois de aproximadamente 3 horas e meia, chegamos a Laguna Torre. Apesar da curta duração a trilha foi extremamente cansativa, <strong>pois estávamos com as mochilas completas</strong>, com todas as roupas, equipamentos e comida para mais ou menos 10 dias que havíamos comprado em El Calafate, pois várias pessoas tinham nos alertado sobre os altos preços de El Chaltén. Enfim, estávamos com muito peso, muito peso mesmo. Nos arrependemos muito de não termos dormido a primeira noite em um hostel ou camping e deixado a comida e as roupas sobressalentes como sempre fizemos e juramos a nós mesmos não cometer o erro novamente.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5604" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-vista-de-lado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5603" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-vista-de-lado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre vista de lado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-o-Poincenot.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5602" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-o-Poincenot-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Vista para o Poincenot" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>A laguna é bem grande e linda, aproveitamos e descansamos um pouco com a bela vista. Depois fomos até o acampamento <strong>De Agostini</strong> que fica praticamente ao lado da laguna, mas sem vista pra ela, o que é uma pena. O local era bem protegido do vento e contava com um banheiro químico com uma fossa, sem privada. Eu acabei preferindo o mato.</p>
<p>Dormimos cedo e às 4h da madrugada acordei e fiquei sem sono. Decidi pegar a câmera, o tripé, um pouco de comida e o saco de dormir e ir para a beira da laguna para ver o sol nascer. Cheguei a acordar a Bruna, mas ela preferiu ficar na barraca, então agarrei as coisas e fui. <strong>Que ótima decisão tomei</strong>. A noite estava linda, com pouquíssimas nuvens e pude fazer várias fotos noturnas e o nascer do sol também foi um momento memorável.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Céu-estrelado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5599" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Céu-estrelado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Céu estrelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-as-montanhas-e-o-céu-estrelado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5601" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-as-montanhas-e-o-céu-estrelado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Vista para as montanhas e o céu estrelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Noturna-com-o-céu-estrelado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5600" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Noturna-com-o-céu-estrelado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Noturna com o céu estrelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>No terceiro dia fizemos a trilha de volta para a cidade (ainda reclamando do peso das mochilas, hahahah) e nos hospedamos no <strong>Hostel del Lago</strong>. Os valores de hospedagem em hostel aqui em Chaltén estão melhores que em Ushuaia, pagamos <strong>AR$ 100,00</strong> por pessoa em um quarto de seis camas e ainda tínhamos o plus de ter banheiro no quarto. Tínhamos também a possibilidade de camping por AR$ 50,00 por pessoa no mesmo local, mas decidimos ter uma noite mais tranquila e ficamos com o quarto. A internet, ponto muito importante para nós, era bem ruim, mas nos contentamos, porque afinal de contas demos uma olhada por cima e parece que <strong>em toda a cidade é mais ou menos assim</strong>.</p>
<p>Após um banho revigorante fomos até o mercado comprar pão, cerveja e ovos para nossa janta. Aqui notamos alguns pontos negativos do hostel, <strong>a cozinha era muito precária mesmo</strong>, poucos utensílios, mal organizados e alguns sujos, parte culpa dos hóspedes, mas creio que falta muita organização por parte do staff também. Mas de qualquer forma nos viramos e depois da nossa janta e dos três litros de Quilmes <strong>fomos dormir nosso descanso merecido</strong>.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5596" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Acampamento de Agostini" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Torre.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5605" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Torre-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna Torre" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Vista-de-cima.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5606" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Vista-de-cima-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Vista de cima" width="1024" height="683" /></a></p>
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