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	<title>A Natureza Humana &#187; Carona</title>
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		<title>Quanto gastamos no mochilão para a Patagônia?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2015 18:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[camping]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
		<category><![CDATA[couchsurfing]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Uma coisa que foi determinante para nossa economia foi o controle financeiro. Anotar tudinho numa planilha bem organizada faz com que você veja onde e como está gastando. Fizemos isso a viagem toda e continuamos fazendo agora e é dessa nossa planilha super organizada que saíram os dados que você verá a seguir. Observamos que [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://anaturezahumana.com/2015/07/quanto-gastamos-no-mochilao-para-a-patagonia/">Quanto gastamos no mochilão para a Patagônia?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://anaturezahumana.com">A Natureza Humana</a>.</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05a22e0" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">A</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p> falta de dinheiro costuma ser uma das desculpas mais utilizadas para adiar um sonho. Já mostramos de diversas maneiras como fazíamos para economizar durante a nossa viagem e foi apenas essa economia que nos possibilitou ficar o tempo que ficamos na estrada.</p>
<p class="p1">O fato é que existem várias formas de viajar e vários preços. Uma coisa que influencia muito nessa soma final é o destino escolhido. A América do Sul é um destino considerado barato para os brasileiros, porém <strong>a Patagônia tem um custo um pouco mais elevado</strong> por suas características geográficas (lá não se planta quase nada por conta do clima extremo e quase tudo tem de ser transportado de longe), isso me faz acreditar que em um país como Bolívia ou Peru teríamos gastado bem menos. Mas há diversos fatores que influenciam e isso <strong>depende muito do seu estilo de viajar e das suas prioridades</strong>. A escolha do mochilão foi feita pensando nisso e nós procuramos gastar o mínimo possível dentro de uma média de perrengues que considerávamos aceitável.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-6271"></span></p>
<p class="p1">Uma coisa que foi determinante para nossa economia foi o <strong>controle financeiro</strong>. Anotar tudinho numa planilha bem organizada faz com que você veja onde e como está gastando. Fizemos isso a viagem toda e continuamos fazendo agora e é dessa nossa planilha super organizada que saíram os dados que você verá a seguir. Observamos que os itens se dividiam em categorias e anotávamos os gastos de cada dia no seu respectivo grupo.</p>
<p class="p1"><strong>As categorias:</strong></p>
<ul class="ul1">
<li class="li1">
<p class="p1"><b>Hospedagem:</b> Inclui qualquer gasto com estadia, seja em hostel ou em camping pago. A hospedagem na Patagônia não é muito barata, mas como fizemos muito <a title="Como o CouchSurfing pode mudar a sua forma de viajar" href="http://anaturezahumana.com/2015/07/como-o-couchsurfing-pode-mudar-a-sua-forma-de-viajar/">Couchsurfing</a>, <a title="Laguna de los Cinco Hermanos" href="http://anaturezahumana.com/2015/02/laguna-de-los-cinco-hermanos/">camping selvagem e/ou gratuito</a> e também nos hospedamos algumas vezes nas casas de pessoas que conhecemos pelo caminho, economizamos bastante nessa parte. 75% da nossa hospedagem foi de forma gratuita.</p>
</li>
<li class="li1">
<p class="p1"><b>Transporte:</b> Pegamos muitas caronas mesmo, mas vez ou outra era necessário apelar para um ônibus, trem, metrô ou mesmo os táxis coletivos dentro da cidade. Nos primeiros dias ainda estávamos um pouco descrentes da facilidade em pegar carona por lá e acabamos gastando um pouco mais com transportes pagos. Também precisamos pagar transporte intermunicipal na Carretera Austral porque fomos para lá numa época de pouquíssimo movimento e <a title="Vida simples e hospitalidade na Carretera Austral" href="http://anaturezahumana.com/2015/04/vida-simples-e-hospitalidade-na-carretera-austral/">nem foi por falta de tentativa</a>, não passava ninguém mesmo! Aqui também entra o barco que tomamos para a ilha de <a title="Chegando a Chiloé, o charmoso arquipélago chileno" href="http://anaturezahumana.com/2015/04/chegando-a-chiloe-o-charmoso-arquipelago-chileno/">Chiloé</a> e o ônibus que pegamos de Valdívia até Santiago (esse foi por puro cansaço de final de viagem mesmo).</p>
</li>
</ul>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5659" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade.jpg" alt="El Chaltén - Bruna pedindo carona na saída da cidade" width="1024" height="683" /></a></p>
<ul class="ul1">
<li class="li1">
<p class="p1"><b>Alimentação: </b>Obviamente é o item onde mais gastamos. Quase sempre comprávamos em supermercados e cozinhávamos. Pouquíssimas vezes comemos em restaurantes e quase sempre era para provar algum prato típico. A comida é o que mais pesa num orçamento e é onde é mais fácil economizar muito ou gastar muito.</p>
</li>
</ul>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Polenta-e-Vinho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5787" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Polenta-e-Vinho.jpg" alt="Carretera Austral - Noite em Cochrane - Polenta e Vinho" width="1024" height="683" /></a></p>
<ul class="ul1">
<li class="li1">
<p class="p1"><b>Passeios: </b>Nesse item estão inclusas todas as entradas em parques. Também estão aqui o <a title="Os pinguins de Magdalena" href="http://anaturezahumana.com/2015/02/os-pinguins-de-magdalena/">passeio na pinguineira</a>, a navegação pelo <a title="De veleiro pelo Canal de Beagle" href="http://anaturezahumana.com/2015/02/de-veleiro-pelo-canal-de-beagle/">Canal de Beagle</a> e a visita à <a title="Capilla de Mármol: um dos lugares mais surreais que visitamos" href="http://anaturezahumana.com/2015/04/capilla-de-marmol-um-dos-lugares-mais-surreais-que-visitamos/">Capilla de Marmol</a>, que eram os passeios que queríamos muito fazer e não tinha outra forma a não ser buscando o melhor preço e pagando. Tem muitos outros passeios super legais que poderíamos ter pago para fazer com agências, mas fomos sozinhos e não gastamos quase nada.</p>
</li>
<li class="li1">
<p class="p1"><b>Comunicação:</b> Compramos chips de celular da Argentina e do Chile e íamos colocando crédito conforme a necessidade. Foi a forma mais econômica que encontramos para nos mantermos “comunicáveis” com o pessoal aqui do Brasil. Usávamos a internet 3G, mas sempre que possível procurávamos redes de Wi-Fi para economizar. No Chile, as praças e bibliotecas quase sempre tem conexão gratuita, o que nos ajudou muito.</p>
</li>
<li class="li1">
<p class="p1"><b>Outros: </b>Esse item é amplo, entra tudo o que não cabe nas categorias anteriores, como gás, pilhas, coisas de farmácia, um chinelo para substituir outro que arrebentou, <a title="O lugar e o tempo certo para se dizer sim" href="http://anaturezahumana.com/2015/02/o-lugar-e-o-tempo-certo-para-se-dizer-sim/">os pingentes que foram nossas alianças</a> e até gorjetas dadas a músicos de rua (quando o cara era bom, mesmo com moedinhas contadas, a gente dava um troquinho).</p>
</li>
</ul>
<p class="p1">Nosso gasto total por categoria foi:</p>
<p class="p1"><strong>Hospedagem:</strong> R$ 1.934,00<br />
<strong>Transporte:</strong> R$ 1.538,00<br />
<strong>Alimentação:</strong> R$ 4.240,00<br />
<strong>Passeios:</strong> R$ 1.039,00<br />
<strong>Comunicação:</strong> R$ 135,00<br />
<strong>Outros:</strong> R$ 343,00</p>
<p class="p1"><strong>Total: R$ 9.229,00</strong></p>
<p class="p1"><strong>Média diária por pessoa: R$ 41,95 (cerca de 16 dólares)</strong></p>
<p class="p1">Aqui não somamos a passagem de avião do Brasil até Ushuaia, que com as taxas e impostos foi de <strong>R$ 1.632,00</strong> por pessoa. Quando estávamos acostumados com a viagem e com as caronas começamos a pensar que poderíamos ter economizado aí também e ido de carona desde o Brasil, mas ainda não tínhamos nenhuma noção do que nos esperava e nunca tínhamos feito uma viagem assim.</p>
<p class="p1">É claro, também não estão somados os equipamentos que levamos, pois são coisas que compramos aos poucos e vão durar para muitas outras viagens, <strong>consideramos um investimento</strong> e não um gasto.</p>
<p class="p1">No final das contas, nossa viagem de quase <strong>4 meses pela Patagônia custou R$ 6.246,50 por pessoa</strong>. Dá pra fazer mais barato? Dá!!! E dá pra gastar a mesma coisa em 15 dias de férias também. Como já falamos, tudo depende do seu estilo de viagem e do que você está disposto a encarar. Como saímos daqui com o dinheiro já contadinho, nós optamos por economizar sempre que possível para conseguir ficar viajando pelo maior tempo possível.</p>
<p class="p1">Não foi fácil guardar esses 12 pilas, mas também não foi o fim do mundo. Nos organizamos, fomos juntando cada mês um pouquinho e <strong>encaramos a fase que antecedeu a viagem com muita disciplina</strong>, focados em nossa meta. Pensamos sempre que foi mais barato que comprar um carro e nos trouxe experiências que vão durar a vida toda, coisa que um bem material como um carro não proporcionaria.</p>
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		<item>
		<title>Buenos Aires, El Caminito e, mais uma vez, hospitalidade!</title>
		<link>https://anaturezahumana.com/2015/06/buenos-aires-el-caminito-e-mais-uma-vez-hospitalidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2015 18:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Aquele dia foi muito agradável, passamos o tempo todo descansando e conversando com eles. À noite, Nano fez pizzas, ligamos para Juan e rimos muito. Eles queriam saber de futebol (Nano era River até a morte), perguntavam das comidas e costumes daqui e riam ao contar que pensavam que chegariam dois mulatos altos e encorpados ao imaginar [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05a5e48" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">C</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>hegamos em Buenos Aires numa manhã de sexta-feira, depois de passar o dia anterior todo intercalando caronas e virar a noite em um caminhão, que para nossa sorte, nos deixou exatamente na entrada da estação de trem, onde poderíamos seguir ao nosso destino.</p>
<p>E o destino era a casa dos pais do Juan. Em Coyhaique, onde ficamos juntos na casa do David, ele já tinha garantido: &#8220;cuando van a Buenos Aires, se quedan en la casa de mis viejos!&#8221;. Assim, tínhamos um endereço, uma indicação do meio de transporte e um número de telefone. Pegamos o trem e já nos impressionamos com o valor da passagem, <strong>andamos cerca de 27km e pagamos menos de 1 real!</strong></p>
<p>Encontramos na dona Alicia e no seu Nano uma hospitalidade incrível. A gente já deveria estar acostumando com isso depois de todas as experiências que tivemos, mas <strong>era sempre uma grata surpresa</strong>. Era hora do almoço e ela serviu um nhoque de espinafre maravilhoso, se desculpando por não ter &#8220;nada melhor&#8221;. O irmão de Juan logo chegou da escola e foi igualmente simpático. Vale ressaltar que o Juan não estava lá, ele seguia viajando, apenas telefonou para sua família e pediu que nos recebessem. </p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6172"></span></p>
<p class="p1">Aquele dia foi muito agradável, passamos o tempo todo descansando e conversando com eles. À noite, Nano fez pizzas, ligamos para Juan e rimos muito. Eles queriam saber de futebol (Nano era River até a morte), perguntavam das comidas e costumes daqui e riam ao contar que pensavam que chegariam dois mulatos altos e encorpados ao imaginar que receberiam brasileiros. Dormimos numa cama com lençóis cheirosos, com aquela <strong>sensação de proteção e cuidado</strong>, como se fizéssemos parte da família.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Recebidos-pela-família-do-Juan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6170" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Recebidos-pela-família-do-Juan.jpg" alt="Buenos Aires - Recebidos pela família do Juan" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Tínhamos apenas dois dias na cidade, pois nosso vôo de volta estava marcado para domingo, sabíamos que seria pouco, então escolhemos apenas dois lugares e ficou a promessa de um dia voltar. Para o sábado, escolhemos o <strong>&#8220;El Caminito&#8221;</strong>, Alicia nos emprestou um cartão de passagens com o qual poderíamos economizar ainda mais e nos deu todas as coordenadas. Pegamos o trem, depois um ônibus e chegamos às movimentadas e conhecidas ruas com suas casas coloridas.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6161" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-01.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito 01" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">O lugar é lindo, mas confesso que fiquei um pouco incomodada com o<strong> assédio aos turistas</strong>. Estava cheio de brasileiros, cheio mesmo! Os próprios vendedores já te abordavam falando portunhol. Não é que a gente não quisesse ver brasileiros, mas para quem estava trabalhando ali, nossos conterrâneos significavam uma coisa: plata! As boas conversas que conseguimos ter só se desenrolaram mesmo depois de explicarmos que não tínhamos dinheiro, não éramos turistas e estávamos fazendo um mochilão há quatro meses.</p>
<p class="p1">Fora isso, claro que o lugar enche os olhos, <strong>as cores, o tango, o artesanato e a infinidade de arte</strong> espalhada em cada canto nos deixa deslumbrados. Nosso desafio era sempre observar os objetos e procurar distinguir o que era artesanal do que era manufaturado, quase sempre o preço já entregava o veredicto: se fosse barato demais, era industrial.</p>
<p class="p1">Embora o lugar fosse cheio de restaurantes, o preços obviamente eram bem elevados, sempre com dançarinos de tango ou músicos tocando ao vivo. Além disso, opções vegetarianas eram escassas. Foi quando vimos uma moça com uma cesta de vime coberta com um paninho branco, ela oferecia &#8220;pan relleno&#8221;. Perguntamos os sabores e preços e na hora ela ganhou nossos corações (e estômagos). Era uma espécie de calzone, grande e recheado o suficiente para um almoço, o meu era de abóbora com queijo e temperos verdes e o do Diego era de azeitonas, cebola e queijo. Custou cerca de R$5,00.</p>
<p class="p1">Voltamos para casa no final do dia, depois de percorrer cada galeria, explorar cada canto do lugar. Naquela noite foi nossa vez de cozinhar e fizemos hambúrgueres de grão-de-bico. Nesse momento também tratamos de <strong>arrumar as mochilas pela última vez nessa viagem</strong>. Sim, o dia seguinte seria o último e já sairíamos de casa com as mochilas nas costas. Foi um momento muito especial, estávamos muito ansiosos para chegar e encontrar todo mundo, 110 dias tinham se passado e cada um deles voltou à nossa memória enquanto guardávamos com carinho todos os itens dentro das mochilas.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6163" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-03.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito 03" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6162" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-02.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito 02" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-full wp-image-6155" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Beunos-Aires-Bruna-no-Caminito.jpg" alt="Buenos Aires - Bruna no Caminito" width="1024" height="683" /></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Música-ao-vivo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6159" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Música-ao-vivo.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito - Música ao vivo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Galerias-de-lojas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6158" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Galerias-de-lojas.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito - Galerias de lojas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Bruna-e-as-cores-do-Brasil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6157" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Buenos-Aires-Caminito-Bruna-e-as-cores-do-Brasil.jpg" alt="Buenos Aires - Caminito - Bruna e as cores do Brasil" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Pit stop em Mendoza</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2015 11:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
		<category><![CDATA[contato humano]]></category>
		<category><![CDATA[couchsurfing]]></category>
		<category><![CDATA[hospitalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mendoza]]></category>
		<category><![CDATA[Parque San Martín]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Na primeira noite passeamos nos arredores do bairro onde Leo e seus amigos moram, foi uma noite de festa! Jantamos juntos e depois fomos todos para a casa de Nico. Nosso quarto ficava na garagem, onde tinha uma cama já prontinha pra nós, todos entraram na garagem, pegaram instrumentos musicais e ficaram tocando e cantando [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05aa2c3" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">Q</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>uando chegamos na rodoviária de Mendoza entramos em contato com o Léo (que conhecemos em <a title="Puerto Natales" href="http://anaturezahumana.com/2015/03/todo-o-charme-e-hospitalidade-de-puerto-natales/" target="_blank">Puerto Natales</a> e depois encontramos novamente em El Chaltén) que mora lá e conseguiu um lugar pra gente ficar. Fomos caminhando até uma praça onde encontramos ele e um grupo de amigos, quase todos já tinham feito uma grande viagem ou estavam viajando naquele momento, foi um papo muito bacana e <strong>adicionamos mais alguns lugares na lista de &#8220;queremos conhecer&#8221;</strong>.</p>
<p class="p1">Um dos amigos que conhecemos naquele momento foi o Nico, na casa dele que ficamos durante os dois dias que estivemos em Mendoza. Ficamos apenas dois dias porque já estávamos ficando sem tempo, <strong>o dia do retorno já estava se aproximando</strong>! E como pretendíamos ir de carona de Mendoza a Buenos Aires, preferimos não arriscar. A primeira coisa que pensamos quando viemos para Mendoza foi que teríamos que visitar as vinícolas, mas pela falta de tempo também resolvemos deixar isso para uma próxima viagem também, junto com os trekkings bem bacanas que os vilarejos ao redor oferecem.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6133"></span></p>
<p class="p1">Na primeira noite passeamos nos arredores do bairro onde Leo e seus amigos moram, foi uma noite de festa! Jantamos juntos e depois fomos todos para a casa de Nico. Nosso quarto ficava na garagem, onde tinha uma cama já prontinha pra nós, todos entraram na garagem, pegaram instrumentos musicais e ficaram tocando e cantando por horas. Estávamos começando a ficar exaustos, o dia tinha sido puxado pois passamos sete horas viajando. Acabamos nos aconchegando na cama e dormindo, enquanto eles tocavam. Não vimos a hora que eles saíram, não ouvimos quando a música parou, acordamos no outro dia e estávamos só nós dois na garagem.</p>
<p class="p1">Como já tínhamos que ir até o centro da cidade pra resolver um problema com nosso voo de volta, decidimos dar uma passeada pelo centro e conhecer o <strong>Parque General San Martín</strong> que ficava próximo dali. Na verdade não tão próximo assim, mas percorremos todo o caminho de ônibus então foi bem tranquilo. Chegando lá encontramos um quiosque de aluguel de bicicletas e foi a tentação do momento. Era um pouco caro, mas resolvemos topar, fazia muito tempo que não a gente não pedalava. Pagamos AR$ 100,00 (Aprox. R$25,00) por 1 hora para as duas bikes e percorremos o parque todo.</p>
<p class="p1">O parque <strong>é muito bem estruturado e encontramos muitas pessoas aproveitando o espaço</strong>, mesmo sendo uma quarta-feira à tarde haviam muitas pessoas caminhando, pedalando e remando na lagoa que tem lá. Foi um passeio bem diferente e valeu a pena. Depois do parque, passamos num mercado ali pertinho para comprarmos algo para a janta e pegamos um ônibus de volta para a casa do Nico. Passamos o resto da noite organizando as mochilas porque queríamos partir cedo. No outro dia tomamos um café rápido, nos despedimos de Nico e sua mãe e fomos para a beira da estrada novamente.</p>
<p class="p1">A carona de Mendoza até Buenos Aires não foi fácil, mas também não foi nada comparado ao que passamos na <a title="Ruta 40" href="http://anaturezahumana.com/2015/04/a-aventura-na-estrada-que-nos-levou-a-uma-nova-patagonia/" target="_blank">Ruta 40.</a> Levamos quase um dia para fazer o percurso, pegamos 2 caronas mais curtas e 2 longas, de caminhão. Por incrível que pareça, até então não tínhamos pegado carona em caminhões, mas fechamos com chave de ouro. A última carona foi a mais longa e foi na qual passamos a noite, chegamos em Buenos Aires no início da manhã, aguardamos descarregarem o caminhão numa distribuidora na entrada da cidade e depois disso o motorista nos deixou bem próximo da estação de trem, onde iríamos embarcar para ir até a casa dos pais do Juan (que conhecemos na casa do David, em Coyhaique), nossa casa em Buenos Aires.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-03.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6139" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-03-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 03" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-01.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6137" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-01-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 01" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-05.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6141" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-05-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 05" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-02.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6138" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-02-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 02" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-04.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6140" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Passeio-de-bicicleta-04-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Passeio de bicicleta 04" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6142" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-1024x683.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Lagoa.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6136" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Parque-General-San-Martín-Lagoa-1024x682.jpg" alt="Mendoza - Parque General San Martín - Lagoa" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Despedida-Nico.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6135" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/06/Mendoza-Despedida-Nico-1024x683.jpg" alt="Mendoza - Despedida Nico" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Chiloe: Visitando as cidades de Achao e Ancud</title>
		<link>https://anaturezahumana.com/2015/05/chiloe-visitando-as-cidades-de-achao-e-ancud/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2015 01:11:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[<p> No nosso terceiro dia na ilha, seguindo as sugestões de Ale e Sandro, tomamos um ônibus até a ilha de Quinchao, onde visitaríamos a pequena cidade de Achao. É muito simples chegar até a ilha, o ônibus sai a CHS 1.800,00 (cerca de R$ 8,00) e está inclusa a travessia em balsa, nem é preciso [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05ae20b" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">C</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>hiloé estava nos fascinando com toda a sua riqueza cultural. Começamos a aprender um pouco mais sobre esse arquipélago, que apesar de chileno, se desenvolveu de maneira diferente do restante do país, é possível perceber isso de diversas maneiras: a arquitetura peculiar com as igrejas de madeira, as palafitas e as casas de tijuelas; os seus costumes particulares como o transporte de casas inteiras de uma ilha para outra (sim, isso existe por la e geralmente a ocasião é especial e comemorada com uma festa. Ouvimos de gente que viu e até participou, mas não é algo que acontece todos os dias, então é melhor não ir esperando ver assim tão fácil); as suas comidas como o alho e as batatas e seu típico Curanto; sua mitologia cheia de lendas e mistérios; além das diferenças naturais com sua vegetação e relevo particulares, sem a presente influência da Cordilheira dos Andes, como é o caso do restante do Chile. </p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-5886"></span></p>
<p class="p1"> No nosso terceiro dia na ilha, seguindo as sugestões de Ale e Sandro, tomamos um ônibus até a ilha de Quinchao, onde visitaríamos a pequena cidade de Achao. É muito simples chegar até a ilha, o ônibus sai a CHS 1.800,00 (cerca de R$ 8,00) e está inclusa a travessia em balsa, nem é preciso desembarcar.</p>
<p class="p1">O legal desse local é passear pela cidade, onde há outra igreja de madeira, que é Patrimônio Mundial pela UNESCO (infelizmente ela estava fechada e não pudemos visitar seu interior), caminhar pela costaneira e depois subir até um mirante onde, além da bela vista da cidade, se pode observar diversas outras ilhas menores ao redor. Dali mesmo é possível pegar o ônibus de volta e seguir até a cidade de Dalcahue, também muito interessante, com uma feira municipal grande e variada, porém como chegamos aí no final da tarde, a feira já estava fechada e seguimos direto para Castro novamente. Nossa intenção era na verdade seguir dali para Ancud, a última cidade que visitaríamos na ilha, mas como estávamos com poucos pesos chilenos, precisamos voltar para fazer câmbio em Castro. Aliás, se você for visitar a ilha, é bom saber que os principais serviços se encontram em Castro, especialmente casas de câmbio.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Vista-da-Praia-em-Achao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5898" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Vista-da-Praia-em-Achao.jpg" alt="Chiloé - Vista da Praia em Achao" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Praia-em-Achao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5896" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Praia-em-Achao.jpg" alt="Chiloé - Praia em Achao" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Igreja-em-Achao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5891" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Igreja-em-Achao.jpg" alt="Chiloé - Igreja em Achao" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-full wp-image-5900" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Vista-para-a-cidade-de-Achao-e-o-mar.jpg" alt="Chiloé - Vista para a cidade de Achao e o mar" width="1024" height="683" /></p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-full wp-image-5899" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Vista-do-mirante-para-a-cidade-de-Achao-e-o-mar.jpg" alt="Chiloé - Vista do mirante para a cidade de Achao e o mar" width="1024" height="683" /></p>
<p class="p1">Nesse dia, ao voltar do passeio, ficamos sabendo da erupção do vulcão Calbuco, nas proximidades de Puerto Varas, o que acabaria por nos obrigar a uma rápida mudança de planos, já que essa era uma das cidades que pretendíamos visitar, porém isso nunca foi um problema pra gente, porque vamos levando nossa viagem com o roteiro bem aberto, procurando não nos apegar a nenhum plano e estar sempre abertos para os imprevistos no caminho.</p>
<p class="p1">No dia seguinte nos despedimos de Ale e Sandro, mais uma vez com um aperto no peito e a vontade imensa de voltarmos a ver-los. Foram dias muito divertidos e sua companhia muito agradável, coisas que só presenciamos pelo Couchsurfing. Dali, fomos direto a Ancud, cidade mais ao norte da ilha.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Cidade-de-Castro-Ale-Sandro-e-nós.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5889" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Cidade-de-Castro-Ale-Sandro-e-nós.jpg" alt="Chiloé - Cidade de Castro - Couchsurfing" width="1024" height="682" /></a></p>
<p class="p1">Passamos o dia conhecendo Ancud, fomos ao mercado municipal, a um pequeno forte e a um museu muito bacana, que conta a história da ilha e dos primeiros homens que viveram ali, seus costumes e seus sofrimentos diante de alguns desastres naturais, comuns na região como terremotos e maremotos. Em 1960 as ilhas (assim como boa parte do Chile) sofreu com um grande maremoto. Na época o estrago foi grande, muita gente morreu, muitas casas foram destruídas e, claro, as cidades ficaram um caos. Aos poucos tudo foi reconstruído e agora já não se percebem seus estragos fora do museu, mas sabe-se que muito de sua estética foi perdida na reconstrução. Nos museus é possível ver algumas fotos dessa época triste para os chilotas. O museu é bem interativo e a entrada gratuita.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Relógio-no-museu-da-cidade-de-Ancud.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5897" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Relógio-no-museu-da-cidade-de-Ancud.jpg" alt="Chiloé - Relógio no museu da cidade de Ancud" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Parte-externa-do-museu-da-cidade-de-Ancud-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5892" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Museu-da-cidade-de-Ancud.jpg" alt="Chiloé - Museu da cidade de Ancud" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Parte-externa-do-museu-da-cidade-de-Ancud-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5895" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Parte-externa-do-museu-da-cidade-de-Ancud-3.jpg" alt="Chiloé - Parte externa do museu da cidade de Ancud 3" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Parte-externa-do-museu-da-cidade-de-Ancud-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5894" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Parte-externa-do-museu-da-cidade-de-Ancud-2.jpg" alt="Chiloé - Parte externa do museu da cidade de Ancud 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Parte-externa-do-museu-da-cidade-de-Ancud-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5893" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Parte-externa-do-museu-da-cidade-de-Ancud-1.jpg" alt="Chiloé - Parte externa do museu da cidade de Ancud 1" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Forte-na-cidade-de-Ancud.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5890" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/05/Chiloé-Forte-na-cidade-de-Ancud.jpg" alt="Chiloé - Forte na cidade de Ancud" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">A cidade é bonita, como toda Chiloé, mas um dia nos bastou para percorrer os pontos principais, e assim já tomamos outro ônibus e fomos dormir em Puerto Montt, já no continente outra vez, nos despedindo desse arquipélago cheio de encantos e história. Recomendamos muito a visita, é uma ótima pedida para quem tem poucos dias, já que pode-se conhecer várias cidades e povoados em pouco tempo (o transporte é feito através de microônibus e balsas, é barato e funciona muito bem) e além da riqueza cultural, ainda tem diversas belezas naturais, dá pra explorar bem mais, nós fomos apenas aos pontos principais.</p>
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		<title>Chegando a Chiloé, o charmoso arquipélago chileno</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2015 15:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p> Saímos de Coyhaique, onde passamos dias maravilhosos na companhia de David (couchsurfing) e dos outros hóspedes, o francês Samuel (com seu ornitorrinco de pelúcia Platipus) e o argentino Juan. Formamos uma turma animada e unida, sempre cozinhando juntos e indo dormir tarde, rindo por horas. Inclusive organizamos uma partida de pôker, onde confeccionamos nossas próprias [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05b38ea" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">D</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>eixamos a Carretera Austral com um aperto no peito e uma vontade enorme de conhecê-la por inteiro. Confidenciamos aqui: rolou uma conversa de um dia voltar e fazer o caminho de bike… Vai saber…</p>
<p class="p1">Bom, o fato é que sabendo que um dia vamos voltar, não tivemos remorsos maiores em seguir em frente, e nosso rumo era Chiloé, <strong>um arquipélago com cerca de trinta ilhas</strong> (mas o pessoal daqui diz que o número é incerto e juram que há inclusive ilhas com poderes no maior estilo “Lost”). A maior e principal ilha é a Isla Grande de Chiloé, que compreende várias cidades. </p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-5856"></span></p>
<p class="p1"> Saímos de Coyhaique, onde passamos dias maravilhosos na companhia de David (couchsurfing) e dos outros hóspedes, o francês Samuel (<strong>com seu ornitorrinco de pelúcia Platipus</strong>) e o argentino Juan. Formamos uma turma animada e unida, sempre cozinhando juntos e indo dormir tarde, rindo por horas. Inclusive organizamos uma partida de pôker, onde confeccionamos nossas próprias fichas e chamamos de “pesos mochilenhos”, havia uma cotação oficial e tudo! Deu uma tristeza despedir-nos de David, mas saímos com uma promessa de nos vermos no Brasil em julho (espero que ele esteja treinando seu português e lendo esse post!).</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Coyhaique-Desdedida-David-Juan-Samuel-e-Platipus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5879" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Coyhaique-Desdedida-David-Juan-Samuel-e-Platipus.jpg" alt="Carretera Austral - Coyhaique - Desdedida David, Juan, Samuel e Platipus" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Pegamos algumas caronas até que chegamos por volta das 18:00hs em Puerto Cisnes. Estava chovendo e tinha muita neblina no porto. Logo encontramos o escritório da companhia que faz a travessia de barco até Chiloé. Entramos e duas funcionárias nos deram o aviso de que <strong>o barco estava parado em outro porto</strong> e por conta do mau tempo não havia previsão de chegada. O horário de saída seria as 22:00hs, mas já estava atrasado no caminho em pelo menos 4 horas e contando. Pedimos se não tinha um lugar onde pudéssemos ficar e elas nos deram as informações das hospedagens próximas.</p>
<p class="p1">Saímos e nesse momento lembramos que <strong>estávamos quase sem pesos chilenos</strong>. Não imaginávamos que íamos passar a noite ali e não havia casa de câmbio no lugar. Perguntamos o valor numa hospedagem e saía CHS 10.000,00 por pessoa, sem café da manhã. Muito caro pelo que era oferecido e bem mais do que tínhamos no bolso. Voltamos ao escritório, onde a funcionária fez algumas ligações tentando encontrar alguém que trocasse nosso dinheiro, sem sucesso. Pegamos a maior cara de abandono que temos nas mochilas e explicamos para as duas o quanto <strong>não podíamos gastar aquele dinheiro e o quanto estava frio lá fora</strong>, depois, sem uma solução, desconsolados saímos.</p>
<p class="p1">Estávamos na rua e ouvimos um barulho na janela do escritório, elas estavam nos chamando. Entramos e elas disseram: &#8220;não poderíamos estar fazendo isso, mas a companhia tem um container que serve como sala de espera e é aberto somente uma hora antes do embarque. <strong>Vamos abrir uma excessão e deixar vocês ficarem lá</strong>. Tem calefação, banheiros, tomadas e água.”</p>
<p class="p1">Não podia ser melhor! Impossível expressar a felicidade que sentimos quando o funcionário abriu a porta do container e ligou o aquecedor. Passamos a noite ali, dando informações para algumas pessoas que batiam perguntando se o barco já estava a caminho, foi ficando tarde, colocamos os isolantes no chão, abrimos os sacos de dormir e apagamos.</p>
<p class="p1">Lá pelas três da manhã ouvimos um ruído na porta. Assim conhecemos o francês Roman, que chagava ensopado (ele e toda a sua bagagem). Ele não sabia que o container estava aberto e estava na mesma situação que a gente, só que um pouco pior, porque só encontrou abrigo bem mais tarde. Emprestamos um de nossos isolantes para ele e oferecemos o lugar mais próximo ao aquecedor, para que dormisse mais confortável enquanto se secava.</p>
<p class="p1">O barco chegou as 14:00hs do dia seguinte. Embarcamos para <strong>uma travessia que duraria dezoito horas</strong> e assim passamos <strong>a pior noite da viagem</strong> e na minha opinião, a pior experiência que tive até aqui. Embora o tempo estivesse melhor e sem perigo de tempestades, o mar ainda estava revolto e o barco balançava de um lado para o outro, eu me virava no banco tentando encontrar uma posição que não me fizesse vomitar. Para ajudar, ficamos próximos do banheiro e sempre que as ondas começavam, começava junto o festival de ruídos das pessoas “chamando o Hugo”, além disso, uma das portas do banheiro não tinha trava e ficava batendo conforme o barco inclinava. Apesar do incômodo, todos estavam tranquilos, parecia ser normal balançar desse jeito, mas para mim que nunca tinha navegado nessas condições,<strong> parecia que eu estava a bordo do Titanic no momento do naufrágio</strong>. Eu fechava os olhos e pensava “quando abrir de novo, já terei dormido e será dia”, mas isso não acontecia e foi uma noite longa.</p>
<p class="p1">Chegamos a Chiloé no final da manhã na cidade de Quellon, mas decidimos ir direto para Castro, que era bem maior e portanto teríamos mais possibilidade de fazer câmbio. Descobrimos que havia um ônibus por apenas CHS2.000,00 (Aprox. R$10,00) por pessoa e por esse preço e com os olhos fundos da noite mal dormida, nem cogitamos tentar carona. Em Castro, Roman, Diego e eu caminhamos um pouco procurando hospedagem e encontramos um quarto para nós três na Hospedagem Mary por CHS6.000,00 (Aprox. R$30,00) cada um. Gostamos muito dos preços de Chiloé em comparação com o resto do Chile. Naquela noite tentei alguns contatos de Couchsurfing e Alejandra nos respondeu. A partir do dia seguinte ficamos na casa dela e de Sandro.</p>
<p class="p1">Encontramos em Ale e Sandro bons amigos, logo que chegamos nos deixaram muito à vontade e deram várias dicas sobre o arquipélago. Na noite em que chegamos cozinhamos feijão com arroz e tomamos vinho, rimos e conversamos até madrugada, foi muito divertido!</p>
<p class="p1">No dia seguinte já fomos “explorar a ilha”, tomamos um ônibus até a cidade de Cucao, onde fica o <strong>Parque Nacional Chiloé</strong> (por CHS 1.800,00 cada um, cerca de R$ 8,00). É um parque pequeno, porém muito bem cuidado e com trilhas bem sinalizadas, ali podem ser avistados diversos tipos de vegetação e há uma parte do bosque especialmente bela com <strong>árvores antigas cheias de musgos e teias de aranha.</strong> Também é possível caminhar por uma trilha e chegar ao Oceano Pacífico, pelo lado oeste da ilha, dá uma emoção grande ver as ondas batendo na areia, coisa que há muito não avistávamos, pois só tínhamos ido a pontos onde o mar não faz ondas. A entrada no parque custa CHS 1.500,00 (cerca de R$ 6,80).</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Vista-para-o-Oceano-Pacífico.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5878" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Vista-para-o-Oceano-Pacífico.jpg" alt="Isla de Chiloé - Parque Nacional Chiloé - Cucao - Vista para o Oceano Pacífico" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Passarelas-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5876" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Passarelas-2.jpg" alt="Isla de Chiloé - Parque Nacional Chiloé - Cucao - Passarelas 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Ovelha-e-o-verde.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5875" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Ovelha-e-o-verde.jpg" alt="Isla de Chiloé - Parque Nacional Chiloé - Cucao - Ovelha e o verde" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Murta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5874" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Murta.jpg" alt="Isla de Chiloé - Parque Nacional Chiloé - Cucao - Murta" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Flora.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5873" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Flora.jpg" alt="Isla de Chiloé - Parque Nacional Chiloé - Cucao - Flora" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Entrada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5872" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Entrada.jpg" alt="Isla de Chiloé - Parque Nacional Chiloé - Cucao - Entrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Bruna-e-as-passarelas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5871" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Parque-Nacional-Chiloé-Cucao-Bruna-e-as-passarelas.jpg" alt="Isla de Chiloé - Parque Nacional Chiloé - Cucao - Bruna e as passarelas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Também percorremos a cidade de Castro e nos apaixonamos por suas construções feitas com pequenas telhas de madeira sobrepostas, chamadas “tijuelas”, com suas casas de palafitas, com seu rico mercado municipal e sua originalidade tão preservada que são poucos os pontos onde se vêem edifícios e outros indícios de modernidade, apesar de ser a maior cidade da ilha. Pelas ruas são vistos artesãos, vendedores de frutas e músicos. Outro destaque são as igrejas, <strong>patrimônio da humanidade pela UNESCO</strong>, que fazem jus ao seu título, elas foram construídas entre os séculos XVIII e XIX em madeira, com detalhes impressionantes.</p>
<p class="p1">Na feira municipal o destaque fica por conta da variedade de frutas e verduras (itens que mais ao sul do Chile são muito escassos), dentre eles <strong>o alho chilote, que são dentes de alho gigantes,</strong> mais parecendo cebolas, e também as batatas chilotas, que tem diversas cores e formatos. Ali também pode-se encontrar ampla variedade em artesanato, especialmente com lã de ovelha ou alpaca. Porém hoje a feira já incorporou vários produtos manufaturados &#8220;disfarçados&#8221; de artesanato, então é preciso observar bem para identificar o que é feito à mão mesmo e o que é industrial. Ainda assim, todos os produtos conservam o estilo chilote, que é encantador de qualquer forma.</p>
<p class="p1"><img class="aligncenter size-full wp-image-5861" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Costaneira-com-vista-para-as-palafitas.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Costaneira com vista para as palafitas" width="1024" height="683" /></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Vista-interna-da-igreja.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5868" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Palafitas.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Palafitas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Vista-interna-da-igreja.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5862" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Costaneira.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Costaneira" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Vista-interna-da-igreja.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5869" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Ruas-da-cidade.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Ruas da cidade" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Vista-interna-da-igreja.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5864" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Igreja.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Igreja" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Vista-interna-da-igreja.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5870" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Vista-interna-da-igreja.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Vista interna da igreja" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Interno-Igreja-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5867" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Interno-Igreja-3.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Interno Igreja 3" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Interno-Igreja-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5866" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Interno-Igreja-2.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Interno Igreja 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Interno-Igreja-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5865" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Interno-Igreja-1.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Interno Igreja 1" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Feira-municipal.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5863" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Feira-municipal.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Feira municipal" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Casa-com-tijuelas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5860" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Isla-de-Chiloé-Castro-Casa-com-tijuelas.jpg" alt="Isla de Chiloé - Castro - Casa com tijuelas" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Vida simples e hospitalidade na Carretera Austral</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2015 13:49:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Quando saímos da casa de David para descer a carretera, ele entrou em contato com duas de suas irmãs que moram em duas cidades que ficavam no caminho. Assim conhecemos primeiro Salime, que tem uma casa em fase de acabamento na cidade de Cochrane e gentilmente nos deu as chaves e pudemos passar a noite [&#8230;]</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05b8fb9" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">Q</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>uando iniciamos a viagem sabíamos que não estávamos tirando férias, estamos aqui para viver uma realidade diferente, para aprender e tentar construir uma nova linha de pensamento para nossas próprias vidas. É um pouco difícil explicar, mas se torna um pouco mais fácil quando a gente vai mostrando em exemplos os aprendizados que temos no meio do caminho.</p>
<p class="p1">Primeiro a gente pensou que isso fosse acontecer através do contato com a natureza e realmente esse contato teve (e segue tendo) um impacto muito positivo em nossas mentes, mas <strong>as pessoas estão nos surpreendendo</strong> de uma forma que não imaginávamos. </p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5813"></span></p>
<p class="p1">Quando saímos da casa de David para descer a carretera, ele entrou em contato com duas de suas irmãs que moram em duas cidades que ficavam no caminho. Assim conhecemos primeiro Salime, que tem uma casa em fase de acabamento na cidade de Cochrane e gentilmente nos deu as chaves e pudemos passar a noite muito confortáveis e seguros. Para ela, estava fazendo pouco, pois a casa está vazia, sem móveis. Para nós, estava fazendo muito ao <strong>acolher dois estranhos e deixá-los sozinhos em sua casa</strong>, um dos muitos exemplos de confiança que vimos por aqui.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Prontos-para-dormir.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5788" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Prontos-para-dormir.jpg" alt="Carretera Austral - Noite em Cochrane - Prontos para dormir" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Polenta-e-Vinho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5787" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Noite-em-Cochrane-Polenta-e-Vinho.jpg" alt="Carretera Austral - Noite em Cochrane - Polenta e Vinho" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Quando saímos de Cochrane ainda tínhamos esperança de tentar carona até Caleta Tortel, um povoado muito singular onde vive outra irmã de David e estávamos ansiosos por conhecer. Nos dirigimos para a saída da cidade e aguardamos. Desde as 10h da manhã até as 14h ficamos ali sem sucesso, os poucos carros que passavam estavam levando funcionários que iriam trabalhar em reformas na estrada um pouco mais adiante. Cozinhamos um pouco de polenta e ficamos ali aguardando, até que um carro parou e disse que iria até um pouco mais adiante, em um cruzamento. Lá fomos nós.</p>
<p class="p1">No cruzamento a coisa ficou um pouco mais difícil, <strong>ali realmente não passava quase ninguém</strong>, tinha um ponto de ônibus coberto, o que foi muito bom porque <strong>começou a chover</strong>. Passamos o dia lendo, ouvindo música e conversando. Quando começou a escurecer vimos que realmente não sairíamos dali no mesmo dia, sabíamos que haveria um ônibus no dia seguinte as 09:30hs e nos conformamos em tirar os sacos de dormir das mochilas, passar a noite ali e pegar o ônibus pela manhã. Depois de um dia inteiro de espera, ninguém pode dizer que não tentamos evitar o ônibus.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-de-Cochrane-até-Puerto-Rio-Tranquilo-O-ponto-de-ônibus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5762" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-de-Cochrane-até-Puerto-Rio-Tranquilo-O-ponto-de-ônibus.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho de Cochrane até Puerto Rio Tranquilo - O ponto de ônibus" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Mas como estamos na estrada, as surpresas aparecem a todo momento e foi nessa altura que passou uma caminhonete e o Diego resolveu acenar para ela, mesmo no escuro. Para nossa surpresa o carro parou! Dele saiu Alessandro, que disse que não ia a Tortel, <strong>mas não podia nos deixar dormindo ali</strong>. Ele era de Santiago, mas tinha uma pequena fazenda alguns quilômetros mais adiante e falou que podíamos passar a noite lá. No caminho ele ia contando como era a paisagem por onde estávamos passando, só que é claro que não podíamos ver nada, pois a escuridão era total.</p>
<p class="p1">Chegando na fazenda, conhecemos Floriano, sua esposa Alicia, seu filho Jorge e seu neto, que os estava visitando, Nicholas. Nenhum deles achou estranho o fato de chegarem dois desconhecidos com mochila e tudo, pelo contrário, <strong>nos receberam muito bem e cheios de perguntas sobre o nosso país e a nossa viagem</strong>. Alessandro é neto do dono da fazenda e vem apenas algumas vezes por ano, Floriano, Alicia e Jorge vivem ali todos os dias. O fogão à lenha estava aceso emanando calor em todo o ambiente simples, mas acolhedor. O mate estava rodando pelas mãos dos presentes e logo a comida foi posta à mesa.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Hora-do-Mate.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5772" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Hora-do-Mate.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Hora do Mate" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Como explicar os momentos que se seguiram? É um sentimento muito parecido com o que vivemos com <a title="A aventura na estrada que nos levou a uma nova Patagônia" href="http://anaturezahumana.com/2015/04/a-aventura-na-estrada-que-nos-levou-a-uma-nova-patagonia/" target="_blank">Andres, em Puerto Deseado</a>. Alguns dos melhores momentos da nossa viagem são os que vivemos no campo, com as pessoas que moram lá. <strong>Isso não se encontra em nenhuma agência de turismo</strong>, nem está nos guias de viagem, é apenas a vida de gente simples e acolhedora que gosta de conversar e ter um pouco de companhia. Eles não têm telefone, se comunicam com as fazendas vizinhas através de um rádio amador. A energia é fornecida através de uma placa solar, mas é suficiente apenas para as lâmpadas durante a noite, então não há geladeira, lavadora de roupas, nem outros eletrodomésticos. É uma experiência enriquecedora desprender-se um pouco de comodidades que consideramos importantes e saber que se pode viver com muito menos recursos.</p>
<p class="p1">“A vida no campo é solitária” &#8211; dizem eles. <strong>Mas o quão solitária pode ser também a vida na cidade?</strong> Na cidade temos a oportunidade de conhecer e conversar com muita gente e raramente o fazemos, ficamos dentro de um pequeno círculo e mal olhamos para o lado quando caminhamos na rua. Aqui eles abraçam cada oportunidade e não exitam em ajudar e trocar experiências.</p>
<p class="p1">No dia seguinte, não nos deixaram partir. “Fiquem mais um pouco, é bom ter alguém para conversar. Vocês podem nos ajudar com os afazeres do campo”. E assim ficamos um dia mais, Diego foi para o campo com os outros homens, trabalhar com o gado, onde estavam vacinando e marcando, trabalho duro para um vegetariano, mas não estávamos ali para discutir ideais. Eu fiquei na casa com Alicia, ajudando a preparar o almoço, fazendo pães e anotando receitas deliciosas. Ela contou histórias de sua vida, sua família, suas alegrias e suas dificuldades. Que bons momentos passei com Alicia! Preparamos uma cazuela, sopa típica daqui, assamos pães também à moda tradicional e ela fazia deliciosas sopaipillas, que são bolinhos fritos feitos com massa de pão, também muito típicos.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Rio-Barrancoso-e-a-neblina-pela-manhã.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5780" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Rio-Barrancoso-e-a-neblina-pela-manhã-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Rio Barrancoso e a neblina pela manhã" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Vista-para-as-montanhas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5786" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Vista-para-as-montanhas.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Vista para as montanhas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5785" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-5.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 5" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5784" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-4.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 4" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5783" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-3.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 3" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5782" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-2.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5773" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Neblina-pela-manhã.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Neblina pela manhã" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5781" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Trabalho-no-campo-1.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Trabalho no campo 1" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Preparando-o-café-da-tarde.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5779" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Preparando-o-café-da-tarde.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Preparando o café da tarde" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Nesse dia também pudemos caminhar pelo local, descobrindo o que antes a noite escondia: um lugar bucólico, cheio de verde e rodeado de montanhas. Pela manhã acordamos com uma neblina e depois <strong>o sol foi chegando por entre as árvores num espetáculo à parte</strong>. O dia terminou com tranquilidade (como não poderia deixar de ser), acompanhado de mate e boa conversa.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-O-sol-e-o-campo-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5777" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-O-sol-e-o-campo-1.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - O sol e o campo 1" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Nós-e-o-campo-gelado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5774" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Nós-e-o-campo-gelado.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Nós e o campo gelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5771" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-4.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Campo pela manhã 4" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5769" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-2.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Campo pela manhã 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5768" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Campo-pela-manhã-1.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Campo pela manhã 1" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5767" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Bruna" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna-pensando-na-vida.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5766" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna-pensando-na-vida.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Bruna pensando na vida" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna-e-o-campo-pela-manhã.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5765" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Bruna-e-o-campo-pela-manhã.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Bruna e o campo pela manhã" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Árvore-mágica.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5764" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Árvore-mágica.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Árvore mágica" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Assim, depois de dois dias, nos despedimos, com a promessa (que vamos cumprir assim que voltarmos para casa) de enviar pelo correio as fotos que fizemos.</p>
<p class="p1">Essa simplicidade que buscamos não está só nas paisagens, está no povo, na gente daqui e não está exposta. É preciso procurar, ir ao encontro, deixar-se levar. Quando passamos horas na estrada pedindo carona, quando deixamos de gastar num restaurante para cozinhar num banco de praça, quando sentamos e conversamos… quando fazemos essas coisas, estamos indo ao encontro de pessoas que <strong>não estão interessadas em quanto dinheiro vamos gastar, mas em quanto tempo vamos ficar</strong>, que histórias vamos contar, o que podem nos ensinar. É isso que proporciona esse contato, quando nos submetemos a dificuldades é que encontramos apoio onde menos esperamos.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-O-dia-da-despedida.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5776" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-O-dia-da-despedida.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - O dia da despedida" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Nós-Floriano-e-Alícia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5775" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Nós-Floriano-e-Alícia.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Nós, Floriano e Alícia" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>De Coyhaique a Rio Tranquilo, uma estrada e muitas lições</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 18:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Caminhamos cerca de um quilômetro, encontramos uma sombra agradável e resolvemos tentar nossa próxima carona. Depois de mais ou menos meia hora esperando parou uma van que fazia o trajeto de Coyhaique até o aeroporto de Balmaceda. O motorista nos deixou em um outro cruzamento mais a frente que se dividia entre o caminho para [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05bea84" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>osso novo amigo David havia nos deixado próximo à saída da cidade de Coyhaique e dali seguimos <strong>nossa jornada de 5 caronas</strong> até nossa próxima parada que seria em Puerto Rio Tranquilo. Mas confie em mim, a aventura das caronas não foi nada comparada a enorme lição de vida que tomamos no final do dia.</p>
<p class="p1">Na primeira das caronas fomos em uma caminhonete com um senhor argentino que tinha como hobby a pescaria e ia para um lago perto dali. Ele nos deixou num cruzamento mais a frente, mais ou menos 30 minutos da saída de Coyhaique.</p>
<p class="p1">O caminho até ali já tinha sido lindo e estávamos empolgados com a carretera. Fomos caminhando e um pouco mais a frente já demos de cara com uma grande cascata do lado da rodovia, <strong>ficamos boquiabertos</strong>. Realmente seriam paisagens de tirar o fôlego as que iríamos encontrar na <strong>famosa Carretera Austral</strong>. Agora estávamos em um lugar com montanhas e muito verde, sem o vento que nos perseguiu em outras partes da Patagônia. As cascatas e os lagos apareciam sempre majestosos e havia uma nova surpresa a cada curva. <strong>Realmente uma estrada que vale a pena</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5719"></span></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Cachoeira-na-beira-da-estrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5721" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Cachoeira-na-beira-da-estrada-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Cachoeira na beira da estrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rolos-de-feno.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5734" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rolos-de-feno-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rolos de feno" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rios-e-muito-verde.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5732" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rios-e-muito-verde-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rios e muito verde" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Montanhas-coloridas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5729" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Montanhas-coloridas-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Montanhas coloridas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Caminhamos cerca de um quilômetro, encontramos uma sombra agradável e resolvemos tentar nossa próxima carona. Depois de mais ou menos meia hora esperando parou uma van que fazia o trajeto de Coyhaique até o aeroporto de Balmaceda. O motorista nos deixou em um outro cruzamento mais a frente que se dividia entre o caminho para o aeroporto e o caminho para a povoado de Villa Cerro Castillo.</p>
<p class="p1">Como nesse cruzamento tínhamos um ponto de ônibus que nos servia de abrigo resolvemos não caminhar e ficamos esperando ali por mais ou menos uma hora até que parou nossa terceira carona. Outro senhor argentino com um <strong>motorhome lindo e equipadíssimo</strong> parou e com ele fomos até outro cruzamento mais a frente, próximo ao povoado. Conversamos muito sobre as maravilhas de viajar e o tempo passou voando.</p>
<p class="p1">Já havia passado das 16h e cogitamos a possibilidade de passarmos a noite em Villa Cerro Castillo mesmo. Nossa quarta carona foi com um morador dali que nos levou do cruzamento em que estávamos até o centro do povoado e nos deu algumas dicas sobre o lugar.</p>
<p class="p1">Fomos até um almacén (na tradução literal seria armazém, mas no Brasil não se usa muito, é o equivalente a uma mercearia bem pequena, muitas vezes a única opção nesses povoados menores) e compramos alguns mantimentos, <strong>mas era cedo e ainda não sabíamos bem se íamos passar a noite ali ou não</strong>. Passamos no pequeno centro de informações turísticas, conseguimos um mapa e algumas indicações e decidimos seguir viagem pois não queríamos pagar hospedagem e pensamos em acampar próximo à rodovia caso não conseguíssemos carona até o povoado seguinte, de Puerto Rio Tranquilo, nosso destino. Já tínhamos reparado que na carretera havia diversos bons pontos para acampar, sempre com água abundante e boa proteção do vento, além de nos sentirmos muito tranquilos com relação à segurança, então o plano era caminhar um pouco até nos afastarmos da cidade e montar a barraca.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Cuesta-del-Diablo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5727" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Cuesta-del-Diablo-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Cuesta del Diablo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Campos-verdes-e-Cerro-Castillo-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5726" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Campos-verdes-e-Cerro-Castillo-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Campos verdes e Cerro Castillo ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rio-e-mini-praia.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5731" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rio-e-mini-praia-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rio e mini praia" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rios-límpidos.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5733" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rios-límpidos-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rios límpidos" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5735" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rio-com-Cerro-Castillo-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5730" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rio-com-Cerro-Castillo-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rio com Cerro Castillo ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Caminhamos uns dois quilômetros e ainda não tínhamos achado um lugar ideal para acampar (exceto um que ficava muito próximo da cidade, então preferimos seguir). Durante esse trecho quase não passavam carros e vimos que apesar da nossa sorte nesse dia não seria fácil seguir a dedo em direção ao sul agora que já estávamos na baixa temporada. Mas naquele dia realmente estávamos com o dedo aguçado. Parou mais uma caminhonete com um casal muito simpático que ia até Villa O`Higgins, o último povoado ao sul da carretera.</p>
<p class="p1">O banco de trás estava cheio com suas bagagens (que não eram poucas) então nos restava a caçamba novamente, mas isso nunca foi problema pra nós e foi aí que <strong>subimos para a nossa quinta carona do dia</strong>. O trajeto todo até ali tinha sido muito bonito e nessa última carona não foi diferente, mas nesse pedaço ainda tínhamos o plus de em cada vista bonita darmos uma paradinha para tirar algumas fotos. Alejandro, o motorista, sempre olhava pelo espelho pra ver se eu já tinha terminado as minhas captações antes de seguir, simplesmente perfeito.</p>
<p class="p1">No meio do caminho um ciclista que vinha no sentido contrário fez sinal para que a caminhonete parasse e encostamos para falar com ele. Num espanhol enrolado o ciclista pediu educadamente um cigarro. <strong>Sim, um cigarro</strong>! O sotaque era conhecido e a bandeira que estava em cima do alforge não negou, <strong>era brasileiro</strong>. Era um gaúcho de Porto Alegre e ficou muito contente (assim como nós) de ter encontrado outros brasileiros tão longe de casa. Alejandro deu de presente a ele uma carteira cheia e ele ficou com um <strong>sorriso de orelha a orelha</strong>.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5725" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho até Puerto Rio Tranquilo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Lindo-céu.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5728" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Lindo-céu-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Lindo céu" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5724" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-2-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho até Puerto Rio Tranquilo 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-Cachoeira-na-beira-da-estrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5722" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-Cachoeira-na-beira-da-estrada-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho até Puerto Rio Tranquilo - Cachoeira na beira da estrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-Ciclista-Gaúcho.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5723" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-Ciclista-Gaúcho-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho até Puerto Rio Tranquilo - Ciclista Gaúcho" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><strong>Já era noite quando chegamos em Puerto Rio Tranquilo</strong> e quando paramos eles perguntaram se tínhamos certeza se não queríamos seguir com eles até Cochrane naquele dia, pois eles dormiriam lá. Eu e Bruna já tínhamos cogitado isso, mas de noite na caçamba já fazia um pouco de frio, além de perdermos a paisagem por já estar escuro, então decidimos ficar. Antes de nos despedirmos eles ainda nos falaram que tinham uma casa em Chiloé e que quando passássemos por lá era pra gente entrar em contato e checar se eles já haviam voltado. Caso sim, tínhamos estadia garantida.</p>
<p class="p1">No posto de gasolina onde ficamos já pedimos informações sobre algum camping por perto e nos indicaram um que ficava cerca de 5 quadras dali. O caminho era meio complicado, seguimos as instruções, mas acabamos num terreno baldio no final de uma rua onde achamos que tínhamos errado o caminho. Avistei um rapaz mais a frente e fui até ele perguntar se estávamos no lugar certo.</p>
<p class="p1">O rapaz era Jonatan, ele nos disse que estávamos no caminho certo sim, mas que não precisávamos ir até lá, afinal o camping era pago e justamente nesse quase final de rua havia uma pequena trilha com um lugar ideal para acampar onde <strong>não precisaríamos pagar nada e seria bem tranquilo</strong>. Agradecemos a dica e como estávamos com pouca água para cozinhar pedi a ele onde poderia encher nossas garrafas, ele disse para acompanhá-lo até sua casa ao lado e depois nos guiou até o lugar onde iríamos acampar.</p>
<p class="p1">Agradecemos e Jonatan voltou até sua casa, mas pouco tempo depois, nem bem havíamos tirado as coisas pra começar a armar a barraca, ele voltou dizendo em espanhol mais ou menos isso: “olá de novo, desculpa incomodar, mas queria fazer um convite pra vocês jantarem com a gente”. <strong>Nós estávamos com fome e o convite caiu como uma luva</strong>.</p>
<p class="p1">Quando entramos na pequena casa vimos sua mãe, Nieves, que já estava preparando os pratos pra gente e nos mostrou a mesa para nos acomodarmos. Sentamos e ela nos serviu um prato com um ensopado delicioso, acompanhado de alguns pães, salada e alguns condimentos para colocarmos a nosso gosto. A TV estava ligada em um noticiário e conversamos sobre diversos assuntos enquanto comíamos. Os dois eram pessoas muito simples mesmo e estavam <strong>visivelmente felizes em nos ter ali</strong>. A casa era bem pequena e ali viviam os dois e mais um dos netos de Nieves (sobrinho de Jonatan).</p>
<p class="p1">Depois de comermos eu tive que insistir para lavar a louça porque Nieves disse que não precisava. Enquanto nos preparávamos para sair ela nos ofereceu um dos quartos para ficarmos e disse que deveríamos ficar ali, mas nós realmente não queríamos causar nenhum incômodo e decidimos dormir na barraca. Então ela nos disse que tudo bem, mas que para compensar deveríamos tomar o café da manhã com eles no outro dia. Aceitamos o trato e fomos terminar de montar a barraca.</p>
<p class="p1">Quando eu e Bruna deitamos começamos a conversar sobre o que tinha acontecido e o quão especial era aquilo. Eu estava muito emocionado, chorei quando percebi que mesmo tendo tão pouco, <strong>eles estavam dispostos a compartilhar tudo</strong>. Parece clichê, eu sei, todo mundo diz que os que tem menos são os que mais compartilham, mas eu digo com toda a certeza do mundo, não é possível entender o real sentido disso a menos que você seja a pessoa a qual está sendo ajudada, <strong>a menos que você seja o necessitado</strong>. E naquele dia eu entendi. Naquele dia ao olhar para nós dois, dormindo na barraca em meio ao frio, eles sentiam que tinham tudo e nós, quase nada (por mais que nós soubéssemos que estávamos ali por uma escolha própria).</p>
<p class="p1">Muitas pessoas não tem o mesmo acesso a educação, cultura e diversas outras coisas que muitos de nós temos. Mas ainda assim, com todas essas dificuldades eles se mostram ricos em <strong>generosidade, amor e humildade</strong>. Eu e minha montanha de egos tomamos uma linda lição, ao julgar o que aconteceu pude ver que quem tinha muito a aprender não eram eles, <strong>e sim eu</strong>. Pude entender o real sentido da palavra valor e o quão distorcida ela está hoje em dia.</p>
<p class="p1">E ao entender tudo isso, mais uma vez <strong>me pus a repensar os valores pelos quais vivo</strong>. E sem querer parecer pretensioso, te aconselho a fazer o mesmo.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Rio-Tranquilo-Nos-Nieves-e-Jonatan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5741" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Rio-Tranquilo-Nos-Nieves-e-Jonatan.jpg" alt="Puerto Rio Tranquilo - Nós, Nieves e Jonatan" width="1024" height="768" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Rio-Tranquilo-Nos-e-Jonatan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5740" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Rio-Tranquilo-Nos-e-Jonatan.jpg" alt="Puerto Rio Tranquilo - Nós e Jonatan" width="1024" height="768" /></a></p>
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		<title>De carona eu vou, pra onde você for</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 03:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
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		<category><![CDATA[fronteira]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Primeiro parou uma caminhonete que só tinha um lugar vago, lá se foi Laura (diferente de nós, ela ainda queria ir ao Chile). Diego e eu ficamos esperando por umas duas horas. Nessa região, o complicado de quando se está esperando carona é o frio que faz na beira da rodovia e o vento que sopra [&#8230;]</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05c2c41" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">S</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>aímos de Puerto Deseado ainda sem acreditar muito no que tínhamos passado nos últimos dias. A hospitalidade de Andres com três pessoas que ele conheceu na beira da estrada surpreende até a nós que estamos nos acostumando a sermos bem recebidos por pessoas que acabamos de conhecer.</p>
<p class="p1">Depois de comprar alguns suprimentos no supermercado, como pão, biscoitos e macarrão, nos dirigíamos à saída da cidade para voltar a pedir carona, <strong>agora mais animados</strong> por estarmos em um lugar mais movimentado e com uma decisão tomada: não faríamos mais a Carretera Austral. Desistimos dessa parte importante da nossa viagem para não termos de passar novamente por um <strong>trecho pouco movimentado</strong>, correndo o risco de passar longos dias na estrada outra vez, assim iríamos direto para Esquel, na região dos lagos ainda na Argentina. Uma caminhonete logo nos levou mais adiante, onde havia um trevo de saída, lugar perfeito para conseguir falar com alguém que fosse para as cidades vizinhas.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5685"></span></p>
<p class="p1">Primeiro parou uma caminhonete que só tinha um lugar vago, lá se foi Laura (diferente de nós, ela ainda queria ir ao Chile). Diego e eu ficamos esperando por umas duas horas. Nessa região, o complicado de quando se está esperando carona é o frio que faz na beira da rodovia e o vento que sopra com vontade, porém isso só faz aumentar o valor que damos quando alguém pára e vamos confortáveis até o próximo ponto.</p>
<p class="p1">Uma van que carregava água parou e disse que nos levaria até um posto policial mais adiante, onde seria mais fácil nos levarem. Para nós tudo bem, aceitamos porque é sempre bom seguir em frente, o que não imaginávamos é que <strong>o próprio policial iria pedir carona pra gente</strong>. Isso mesmo! Chegamos ao posto e ele pediu que aguardássemos ao lado, no primeiro carro que passou ele abordou e pediu para onde ia e se podia nos levar, foram dois minutos, incrível!</p>
<p class="p1">Assim um casal muito simpático nos levou dali até Comodoro Rivadavia, o que foi ótimo porque não pensávamos que iríamos tão longe nesse dia. Passamos a viagem de cerca de quatro horas conversando muito sobre política, cultura e educação enquanto tomávamos mate. O tempo passou voando e por volta das 22:00h chegamos <strong>à maior cidade que vimos durante toda a viagem</strong>. De cara dava para perceber a diferença entre estar ali e estar em um povoado. As pessoas passavam mais depressa, os carros não nos notavam e as grandes mochilas agora pareciam nos deixar com ar de estranhos ao invés de nos aproximar das pessoas.</p>
<p class="p1">Perguntamos por hostels e campings, mas não havia, o único hostel que encontramos estava fechado. Saímos perguntando em todos os hotéis, mas os preços eram muito mais caros do que estávamos dispostos a pagar e como estamos ficando cada vez <strong>mais seletivos com relação aos custos</strong>, começamos a pensar em quais outras alternativas teríamos.</p>
<p class="p1">Surgiu a ideia de ir até o terminal de ônibus verificar os preços e ver como eram as instalações, em última instância, podíamos ficar por lá. Chegamos e o lugar nos agradou bastante, havia cadeiras livres e muitas pessoas com suas malas e mochilas, além disso, alguns escritórios estavam abertos e o local ainda contava com guardas e câmeras. Perfeito.</p>
<p class="p1">Perguntamos sobre o transporte, mas estavam todos lotados porque era véspera do feriado de páscoa e os preços também não eram muito atrativos. Nos acomodamos em duas cadeiras, colocamos as mochilas embaixo dos nossos pés e relaxamos. Diego cochilou e eu me mantive acordada, apesar de estarmos em local seguro, eu não conseguia dormir. Fiquei lendo e mexendo no celular, a internet lá também <strong>era muito boa e grátis</strong>, assim passei toda a noite sem dormir por um único momento, mas me sentia bem.</p>
<p class="p1">Pela manhã pegamos um ônibus circular (lotado a ponto das pessoas fazerem cara feia para as nossas mochilas que ocupavam um espaço considerável) até a saída da cidade. Ali foi muito rápido, na primeira vez que levantei o dedo um carro já parou, o Diego teve que me chamar porque eu já estava acenando para outros carros sem notar que o primeiro já tinha parado. O rapaz que nos levou iria apenas 100km mais adiante, mas já estava bom. “Pesquei” diversas vezes durante o percurso, o sono começava a bater forte. Ficamos em um posto de gasolina, onde compramos algo para comer e voltamos para a rodovia.</p>
<p class="p1">Dentro de uma hora pára uma caminhonete. Perguntamos se iam para Esquel e eles disseram: &#8220;Não, vamos para Coyhaique, no Chile&#8221;. Não podíamos acreditar, Coyhaique é o coração da Carretera Austral, <strong>justo o lugar que tínhamos desistido</strong>. Voltamos ao plano original e lá fomos nós, sabendo que já não mandamos em nada nessa viagem, apenas seguimos. A família que nos levou era muito animada e conversamos muito a viagem inteira, de forma que eu nem senti mais sono. O casal Laura e Marcelo e a mãe dele Cármen foram uma ótima companhia na viagem de cerca de quatro horas.</p>
<p class="p1">Quando chegamos à fronteira chilena, um problema. Como nem sonhávamos em passar a fronteira nesse dia, ainda tínhamos nas mochilas alguns frutos secos e tomates secos e esses itens, assim como os de origem animal, <strong>são proibidos</strong> de transportar de um país ao outro. Como nunca haviam nos revistado antes pensamos que não haveria problemas, porém nesse dia estavam olhando tudo, cada centímetro do carro, cada bolso das mochilas. Passamos um mau bocado, o policial apreendeu nossas frutas secas e ainda encontrou algumas plumas de avestruz que eu tinha ganhado de presente do Andres e nem lembrei que também são de origem animal. Ele falou: Plumas? Quieres pasar a fronteira com plumas? Eu só baixei a cabeça e disse que poderia jogar fora. Que papelão, contrabandista de plumas! Depois tivemos de ir até o escritório onde fizemos uma nova declaração de que tínhamos coisas de origem animal, o policial sempre dizendo que estava nos fazendo um favor de deixar fazer uma nova declaração, porque poderia ter nos<strong> aplicado uma multa cara</strong>.</p>
<p class="p1">Depois, no carro, ainda rimos muito, os argentinos ficavam nos chamando de<strong> contrabandistas</strong> e dizendo que o pior estava no saco de farinha que o policial deixou passar. Apesar de descontrairmos um pouco, claro que ficamos chateados com o ocorrido, pois podíamos realmente ter tomado uma multa por muito pouco, situação bem chata mesmo.</p>
<p class="p1">Enfim, logo depois chegamos a Coyhaique e já começamos a perceber <strong>porque a Carretera Austral é tão famosa</strong>. Aqui a paisagem já muda completamente, o verde predomina e grandes árvores margeiam a rodovia, os bosques às vezes são cortados por lagos cristalinos e ao fundo a cordilheira se mostra imponente, coberta com seu gelo eterno. A cidade era linda e estávamos felizes de estar ali. Nos despedimos dessa família tão querida que nos trouxe e ainda aguentou com bom humor nossa passagem desastrosa pela fronteira.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Chegada-em-Coyhaique.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5689" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Chegada-em-Coyhaique-1024x683.jpg" alt="Chegada em Coyhaique" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>A aventura na estrada que nos levou a uma nova Patagônia</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2015 16:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
		<category><![CDATA[contato humano]]></category>
		<category><![CDATA[El Chaltén]]></category>
		<category><![CDATA[Fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[hospitalidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Ruta 3]]></category>
		<category><![CDATA[Ruta 40]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Da saída da cidade até o cruzamento da Ruta 40 esperamos por mais ou menos 3 horas, o que não é pouco, mas também não é desesperador. Fomos na caçamba de uma caminhonete de um casal de argentinos que já tinha pegado outros 3 mochileiros que estavam pedindo carona um pouco a frente de onde estávamos, ou seja, eram [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05c981a" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>osso planejamento terminava em El Chaltén, ou seja, quando saímos do Brasil só tínhamos estudado o caminho das cidades desde Ushuaia até ali, daí pra frente iríamos descobrir enquanto estivéssemos viajando. Muitas pessoas nos deram dicas de onde passar durante a viagem e quando saímos da cidade isso era tudo o que tínhamos, mas não imaginávamos que <strong>a Patagônia ainda nos reservava uma grande aventura</strong>.</p>
<p class="p1">Como já falamos, Chaltén é uma cidade bem pequena e estávamos em um camping próximo da saída da cidade, então acordamos, tomamos um café reforçado, arrumamos as mochilas e fomos até lá. Já deixamos separadas algumas comidas prontas (biscoitos, pão e barras de cereal) em um local de fácil acesso, pois sabíamos que era uma rota de pouco movimento, então <strong>poderíamos ficar ali por muito tempo</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5652"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5659" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Bruna pedindo carona na saída da cidade" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5658" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada-1024x683.jpg" alt="Caminho entre Chaltén e Três Lagos - Pôr do sol na beira da estrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Da saída da cidade até o cruzamento da Ruta 40 esperamos por mais ou menos 3 horas, o que não é pouco, mas também não é desesperador. Fomos na caçamba de uma caminhonete de um casal de argentinos que já tinha pegado outros 3 mochileiros que estavam pedindo carona um pouco a frente de onde estávamos, ou seja, eram os dois e mais 5 caroneiros agora. O trajeto de aproximadamente uma hora e meia foi tranquilo e nos animou bastante, mesmo com <strong>o vento gelado</strong> que encarávamos na parte de cima do carro.</p>
<p>Chegando no cruzamento, eles seguiram para a direita, em direção a El Calafate e nós fomos para o outro lado da Ruta 40 que nos levava para o norte. Ventava muito então fomos buscar um pouco de abrigo atrás de uma placa da rodovia que nos dava as distâncias até os próximos povoados. Nos deparamos com algumas mensagens não muito animadoras riscadas com pedras ou canetões na parte de trás da placa: &#8220;não passa ninguém!&#8221;, &#8220;cadê os carros?&#8221;, &#8220;vamos morrer aqui!&#8221;, &#8220;não há água&#8221;, mas estavam acompanhadas também de muitas que diziam <strong>&#8220;sorte, mochileiro&#8221;!</strong></p>
<p><strong>Esperamos, esperamos e esperamos. </strong>Haviam pouquíssimos carros e mais ou menos 8 em cada 10 entrava sentido Chaltén e não nos servia. Fizemos uma média rápida que nos deixou com mais ou menos um carro a cada 45 minutos. Isso mesmo, um automóvel a cada quase uma hora. Nessa hora, apesar de todo o otimismo das boas experiências com as caronas aqui na Argentina e no Chile, <strong>ficamos bem preocupados</strong>.</p>
<p>As horas passavam, os pouquíssimos carros passavam e nos deixavam ali, <strong>desanimados e cansados</strong>. Foi quando apareceram os também mochileiros Laura, Leo e Steve pra levantar o ânimo. Leo tínhamos conhecido na casa do Santi em Puerto Natales e Laura e Steve encontramos junto com ele na trilha para a Laguna de Los Tres alguns dias atrás. Eles também iam para o norte, ou seja, apesar de agora termos novos companheiros para conversar, a possibilidade de carona relativamente diminuía.</p>
<p>Mais horas se foram e nesse meio tempo chegaram outras 3 pessoas, um casal de um peruano e uma italiana e um norte americano maluco que tinha uma mochila muito pequena com apenas algumas roupas, não tinha barraca ou saco de dormir, o que naquelas circunstâncias era muito arriscado. Enfim, agora éramos 8 pessoas, numa rodovia que quase não passava ninguém e a noite estava chegando. O vento não tinha diminuído então armar a barraca num lugar como esse, sem proteção, não seria algo fácil. Haviam dois &#8220;túneis&#8221; para escoamento de água nas laterais da estrada, não eram uma mansão, mas eram suficientemente grandes para nos abrigar deitados com os sacos de dormir, <strong>seria um bom abrigo</strong>.</p>
<p>Eu já estava preparado psicologicamente para fazer isso, era uma das coisas mais extremas que tínhamos feito na viagem, era uma condição muito ruim, mas eu estava me acostumando com a ideia. Eis que depois de mais ou menos umas 5 horas e meia esperando <strong>um carro parou</strong>, eu quase que não podia acreditar. Era um carro pequeno e Leo foi falar com o motorista que no final de tudo, se mostrou um grande pé no saco. Ele falou que <strong>não ia nos dar carona</strong>, ficava nos cortando enquanto falávamos e só queria meio que fazer propaganda de uma linha de ônibus que passaria por ali mais tarde da qual ele seria o motorista a partir da próxima parada. Leo tentou argumentar e pedir para que só levasse um de nós até um posto de gasolina que ficava a 30 quilômetros ou qualquer coisa do tipo, naquele ponto qualquer coisa servia. Ele retrucou com um &#8220;quanto me pagas por esto?&#8221;, nessa hora eu dei as costas e vi que não ia dar em nada.</p>
<p>O valor do ônibus era AR$ 700,00 (cerca de R$ 160,00 que certamente iria para o próprio motorista) e ele pediu AR$ 100,00 para levar um de nós até o posto de gasolina, era nítido que queria aproveitar-se da nossa situação. Nenhum de nós, exceto o norte americano que não tinha como dormir ali, estava disposto a gastar tudo isso, <strong>era muita grana</strong>. Então novamente voltamos a estaca zero.</p>
<p>Mais tempo se passou e nada. Já eram 21:30h, a noite tinha chegado e eu estava prestes a começar a arrumar as coisas para cozinhar algo e ir dormir. O ônibus passaria por ali mais ou menos 22:00h e Leo estava seguro que iria convence-lo a nos levar até o posto de gasolina, então esperamos um pouco mais. Nesse meio tempo passou uma caminhonete com apenas um casal dentro, fizemos sinal com as lanternas, pulamos, esperneamos e nada, passou direto. <strong>Mas nessa hora nossa sorte mudou</strong>, lá no fundo, no horizonte eu vi a mesma caminhonete fazer a volta.</p>
<p>O motorista chegou e perguntou: &#8220;o que estão fazendo todos vocês, aqui a essa hora?&#8221;, Leo (que era argentino, então se tornou nosso porta-voz) começou a explicar tudo, que estávamos ali desde sempre e que ninguém havia parado e quase implorando dizia para nos levar até o posto de gasolina. O senhor aceitou e começamos a nos empilhar em cima da caminhonete com todas as mochilas, o que não era uma tarefa nada fácil, afinal <strong>éramos 8 e com mochilas bem avantajadas</strong>. Nesse meio tempo surgiu outro farol no horizonte (contrariando totalmente nossa média até então) e o motorista pegou uma das lanternas e foi na beira da estrada pedir para que parasse também. Acabou que era um conhecido dele e tinha lugar para mais duas pessoas no seu carro. Definitivamente nossa sorte tinha mudado.</p>
<p>Os dois carros nos levaram até o posto de gasolina e lá baixamos todos, menos o norte americano que foi com um dos carros até o próximo povoado para procurar um lugar para ficar pela noite. <strong>Estávamos muito contentes</strong>, tínhamos um lugar abrigado para dormir, água (que era nosso maior problema, pois tínhamos pouco então cozinhar na estrada seria complicado) e até banheiros! Conversamos com a senhora que estava no caixa e ela se mostrou muito solícita, disse que podíamos armar as barracas ao lado a construção sem problemas.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5677" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento-1024x682.jpg" alt="El Chaltén até o cruzamento" width="1024" height="682" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5678" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis-1024x683.jpg" alt="Mensagens não tão agradáveis" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5679" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40-1024x682.jpg" alt="Nós e a Ruta 40" width="1024" height="682" /></a></p>
<p>Juntamos o que tínhamos de comida, fizemos uma janta comunitária e fomos dormir. No outro dia fomos caminhando até o próximo povoado que ficava a 3 quilômetros dali. Chegando lá fomos primeiro a uma padaria e Laura educadamente pediu pra atendente se tinha algum pão ou algo que não poderia vender mais, de ontem ou coisa do tipo e ela gentilmente nos forneceu o que seria nosso café da manhã. Depois passamos em um mercadinho para comprar um pacote de macarrão e outro de polenta, as duas coisas mais baratas que havia lá, muitas vezes encaramos a redução de custos a sério.</p>
<p>E novamente nos dirigimos para a saída da cidade e recomeçamos nossa batalha, agora com 7 pessoas. E a história se repetiu, <strong>pouquíssimos carros e ninguém parava</strong>. Depois de muitas horas novamente, estávamos todos ficando de saco cheio de tanto esperar. Leo e Steve foram os primeiros a mudar os planos, decidiram ir para a outra saída do povoado (por onde entramos), voltar para Calafate e fazer um contorno gigante pela Ruta 3, que fica do outro lado do país, mas é muito mais movimentada. Mais ou menos uma hora depois passaram por nós em uma caminhonete gritando &#8220;Ruta 3! Ruta 3&#8243;! Parecia que o plano havia funcionado.</p>
<p>Mais um tempo se passou e chegou um carro com um casal que conhecia o peruano e a italiana que estavam pedindo carona conosco. Só havia espaço para os dois e eles se foram, ficamos todos muito felizes afinal dos 7 agora só restavam 3, aumentando nossas chances, além de toda a alegria compartilhada por nossos companheiros já estarem seguindo viagem.</p>
<p>Ficamos na beira da estrada por mais um tempo até decidirmos que iríamos aceitar qualquer coisa, estaríamos dispostos a cancelar nossa subida pela Ruta 40 e ir para a Ruta 3 como haviam feito Leo e Steve. Depois de mais algum tempo parou uma caminhonete e nos disse que ia pra lá, já estávamos ali há 5 horas, então é claro que <strong>topamos na hora</strong>.</p>
<p>Mais ou menos 3 horas depois havíamos cruzado toda a Argentina e estávamos em Piedra Buena na beira da Ruta 3. Aqui sim, todo o azar da Ruta 40 desapareceu, nem bem colocamos as mochilas no chão e <strong>uma outra caminhonete parou</strong>. Tinha lugar para nós três e era dirigida pelo argentino Andres. Confirmamos se ele ia para o norte e partimos.</p>
<p>Começamos a conversar, explicamos de toda a viagem, pra onde íamos e tudo mais. Ele morava em Puerto Deseado, uma cidade que fica à direita da Ruta 3, meio fora de mão para nós, mas ele poderia nos deixar em Puerto San Julián, uma cidade antes. Ele nos disse também que tinha uma fazenda que ficava entre Deseado e San Julián que era pra onde estava indo agora e como já estava bem tarde não queria nos deixar sem lugar pra ficar em San Julián então nos convidou para irmos até a fazenda com ele, poderíamos dormir lá e no outro dia ele nos levaria até Puerto Deseado. Por alguns momentos nos olhamos e ficamos pensando se tínhamos mesmo entendido bem o que acabamos de ouvir.</p>
<p>Depois de dois dias extremamente cansativos na beira da estrada esse convite foi simplesmente <strong>a melhor coisa que poderia ter acontecido</strong>. Nem conseguíamos acreditar, em um momento estávamos dormindo na beira da estrada e pedindo por caronas que não paravam nunca e no outro tínhamos já tínhamos subido bastante ao norte e tínhamos a possibilidade de uma cama e um banho quente, tudo isso sem pagar um centavo sequer, isso era simplesmente inimaginável.</p>
<p>Chegamos na fazenda de Andres, já era muito tarde, quase meia noite, fizemos uma janta rápida e todos despencamos na cama (cama de verdade!), estávamos muito cansados. No outro dia acordamos e a mesa do café estava posta com um bilhete dele dizendo que retornaria mais tarde. Tomamos o café com um sorriso de orelha a orelha e quando saí da casa me deparei com um dia lindo e uma vista sensacional, um campo sem fim, em uma paisagem desértica totalmente diferente das montanhas que estávamos acostumados a ver. Enquanto eu caminhava um pouco ao redor da casa um dos peões da fazenda passou por mim, me cumprimentou e disse que estava começando a preparar um cordeiro &#8220;al asador&#8221; que é o tradicional cordeiro patagônico assado em fogo de chão. Andres tinha comentado no dia anterior que mesmo sendo vegetarianos deveríamos prová-lo, pois era sensacional.</p>
<p>Quando iniciamos a viagem já tínhamos conversado sobre isso, que seria bem possível que abríssemos algumas exceções e <strong>comêssemos carne em algumas situações</strong> específicas como quando se tratasse de um prato típico, ou quando quem nos estivesse recebendo talvez fosse se sentir mal pela recusa da carne ou até mesmo se estivéssemos sem muita opção para manter o nível de proteína adequado pelo fato de termos algumas comidas muito caras aqui (que era o nosso caso agora, pois passamos os últimos dias nos alimentando muito mal na estrada). Já tínhamos comido a centolla, que é um caranguejo gigante, típico de Ushuaia, já tínhamos comido atum em um dos dias de trilha pois não tínhamos outra coisa, já tínhamos experimentado o choripan (um pão com linguicinha e condimentos) na casa de Gabi. Enfim, não seria a primeira vez, mas de alguma forma eu estava me sentindo diferente.</p>
<p>Sabíamos que era um animal que havia sido criado ali na fazenda, criado solto, morto pelas mãos dos peões e feito de uma maneira menos industrial. Era um presente de quem nos estava hospedando e um prato típico. Além de tudo isso era um prato que eu queria muito comer, quem me conhece sabe que gosto muito do sabor da carne e que apenas não a como pelo ideal, mas quando comemos fiquei com aquele pé atrás, como se estivesse fazendo algo errado. Estava delicioso, fato. <strong>Uma das melhores carnes que já provei</strong> e certamente uma das melhores refeições da viagem e além disso me fez refletir muito sobre o ideal do vegetarianismo. E ainda me confirmou a opinião de que quero me afastar o máximo possível de todas as comidas industrializadas, inclusive as que não são de origem animal.</p>
<p>Depois disso durante a tarde fomos ajudar Andres a desatolar um caminhão no meio de sua fazenda e a tarde toda passou voando. Acabou ficando tarde para irmos até Deseado, além disso não havíamos conseguido tirar o caminhão completamente, ainda faltava um pouco. Então retornamos a casa, preparamos uma janta novamente e dormimos mais uma noite em uma cama confortável. No outro dia acordamos e Andres já tinha saído para desatolar o que faltava do caminhão e Bruna começou a preparar as panquecas para o café da manhã. Nesse meio tempo Andres retornou e tomou café conosco.</p>
<p>Fizemos também um pequeno tour pela fazenda, conhecemos todo o processo de produção da lã e da carne que fazem ali, vimos <strong>vários objetos indígenas</strong> que Andres encontra pela fazenda como pontas de flechas, pedras lascadas e outras preparadas como bolas para serem usadas como boleadora. Depois do passeio nos despedimos de todos e partimos em direção a Puerto Deseado.</p>
<p>Chegando lá também fizemos um pequeno tour pela cidade, Andres nos mostrou os principais atrativos e nos pediu desculpas por não ter mais tempo para mostrar mais, como se ele precisasse pedir desculpas por algo. Depois nos deixou em frente a um supermercado porque necessitávamos encher novamente nossos estoques de comida para encarar a estrada novamente. A<strong>gradecemos muito por tudo</strong> e depois da nossa compra seguimos caminhando até a saída da cidade.</p>
<p>E lá estávamos nós novamente: eu, Bruna e Laura na beira de estrada chamando a atenção dos motoristas que passavam. Agora numa estrada muito mais movimentada, bem longe de onde imaginávamos anteriormente e com uma bagagem muito maior do que antes. <strong>E não, não estou falando das mochilas</strong>. Conhecemos uma nova Patagônia, a Patagônia da imensidão desértica e do acolhedor povo do campo. Nos desprendemos de toda a programação, ligamos o modo aleatório e ganhamos muito com isso, aproveitamos o inesperado e descobrimos coisas que nem imaginávamos conhecer durante a viagem. Definitivamente desapegar um pouco dos planos vale a pena.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5671" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Laura na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5668" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5661" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5660" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5670" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5669" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5665" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres - Carrinho de mão" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-5663" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Desencalhando-o-caminhão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Desencalhando o caminhão" width="1024" height="683" /></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5673" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Pôr do sol na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5666" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5662" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiros na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5667" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 3" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5672" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Nós, Andres e Laura" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5664" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Despedida da fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Chegada a El Chaltén e Trekking Laguna Torre</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2015 18:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[camping]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
		<category><![CDATA[couchsurfing]]></category>
		<category><![CDATA[El Chaltén]]></category>
		<category><![CDATA[Fitz Roy]]></category>
		<category><![CDATA[Laguna Torre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A vista da chegada na cidade é de tirar o fôlego, enxergar o povoado pequenino cercado pelas montanhas e com o imponente Fitz Roy ao fundo nos deixou de boca aberta e enquanto íamos nos aproximando as paisagens só melhoravam. Chegamos e fomos até um restaurante, pois queríamos dar algo para Rodo em troca da [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69f59f05cddab" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>ossa estadia em El Calafate estava sendo maravilhosa, mas tínhamos que seguir em frente <strong>e a próxima cidade prometia</strong>. El Chaltén tinha sido recomendada por várias pessoas e tínhamos vistos muitas imagens lindas do povoado e do famoso <a title="Wikipédia - Monte Fitz Roy" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Fitz_Roy" target="_blank"><strong>Fitz Roy</strong></a>, a mais alta das montanhas que circunda a cidade com seus 3.375 metros de altitude.</p>
<p>Fomos até a saída de Calafate e esperamos por aproximadamente duas horas e meia até que conseguimos uma carona que ia direto até El Chaltén. Nosso motorista era Rodo (de Rodolfo, mas ele nos disse que era por tanto rodar pelas estradas da América do Sul) e ele dirigia sua querida &#8220;Argentina&#8221;. A viagem foi maravilhosa, <strong>o caminho é muito bonito mesmo</strong> e o clima estava perfeito. Além disso, fomos conversando sobre <a title="Wikipédia - A resposta para a vida, o universo e tudo mais" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarenta_e_dois" target="_blank">a vida, o universo e tudo mais</a>, parecíamos nos conhecer há muito tempo. <strong>Foi um percurso muito marcante</strong>, talvez um dos melhores que tenhamos feito entre uma cidade e outra aqui.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5607"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Nós-Rodo-e-a-Argentina.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5594" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Nós-Rodo-e-a-Argentina-1024x683.jpg" alt="Caminho para El Chaltén - Nós, Rodo e a Argentina" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Vista-para-as-montanhas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5595" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/Caminho-para-El-Chaltén-Vista-para-as-montanhas-1024x683.jpg" alt="Caminho para El Chaltén - Vista para as montanhas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada-com-a-Argentina.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5597" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada-com-a-Argentina-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Cidade vista da estrada de entrada com a Argentina" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5598" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Cidade-vista-da-estrada-de-entrada-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Cidade vista da estrada de entrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>A vista da chegada na cidade é de tirar o fôlego, enxergar o povoado pequenino cercado pelas montanhas e com o imponente Fitz Roy ao fundo nos deixou de boca aberta e enquanto íamos nos aproximando <strong>as paisagens só melhoravam</strong>. Chegamos e fomos até um restaurante, pois queríamos dar algo para Rodo em troca da carona, como não costumamos ajudar com a gasolina decidimos pagar uma cerveja e uma pizza. Ele insistiu em pagar uma rodada e no final das contas acabou que pagamos quase a mesma coisa, vai entender esses argentinos.</p>
<p>Havíamos tentado alguns contatos de couchsurfing para El Chaltén, mas <strong>não obtivemos resposta de nenhum deles</strong>. Isso é um negócio que nos deixa um pouco decepcionados com o couchsurfing, muitos dos membros simplesmente ignoram as mensagens e as solicitações. Entenda que não há problema em negar, mas ver que o usuário fez login nos últimos dias e não te respondeu é um pouco frustrante, pois você acaba aguardando um retorno para decidir o que fazer, se tenta mais contatos, se procura um camping ou qualquer outra coisa. É uma pena, pois parece ser uma prática “comum”, em outras cidades também tivemos problemas com isso. Mas enfim, <strong>tivemos estadias perfeitas com o couchsurfing, então não podemos reclamar da rede</strong>.</p>
<p>Em um dos perfis que visitamos no couchsurfing a pessoa deixou seu endereço e disse que caso não respondesse era pra passarmos lá e conversarmos pessoalmente, pois a internet aqui é muito ruim e ela tinha pouco acesso. Foi o que fizemos, depois da nossa janta fomos até lá, mas a pessoa não estava. <strong>Estávamos decididos a não gastar com hospedagem naquele dia</strong> e mesmo com a noite se aproximando decidimos encarar a trilha mais próxima de onde estávamos, a da Laguna Torre. Acampamos em um ponto mais aberto logo após o início da trilha, o que não é exatamente legal, mas também não é estritamente proibido como no Torres del Paine.</p>
<p>No outro dia continuamos a seguir pela trilha de 8 quilômetros e depois de aproximadamente 3 horas e meia, chegamos a Laguna Torre. Apesar da curta duração a trilha foi extremamente cansativa, <strong>pois estávamos com as mochilas completas</strong>, com todas as roupas, equipamentos e comida para mais ou menos 10 dias que havíamos comprado em El Calafate, pois várias pessoas tinham nos alertado sobre os altos preços de El Chaltén. Enfim, estávamos com muito peso, muito peso mesmo. Nos arrependemos muito de não termos dormido a primeira noite em um hostel ou camping e deixado a comida e as roupas sobressalentes como sempre fizemos e juramos a nós mesmos não cometer o erro novamente.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5604" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-vista-de-lado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5603" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-vista-de-lado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre vista de lado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-o-Poincenot.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5602" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-o-Poincenot-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Vista para o Poincenot" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>A laguna é bem grande e linda, aproveitamos e descansamos um pouco com a bela vista. Depois fomos até o acampamento <strong>De Agostini</strong> que fica praticamente ao lado da laguna, mas sem vista pra ela, o que é uma pena. O local era bem protegido do vento e contava com um banheiro químico com uma fossa, sem privada. Eu acabei preferindo o mato.</p>
<p>Dormimos cedo e às 4h da madrugada acordei e fiquei sem sono. Decidi pegar a câmera, o tripé, um pouco de comida e o saco de dormir e ir para a beira da laguna para ver o sol nascer. Cheguei a acordar a Bruna, mas ela preferiu ficar na barraca, então agarrei as coisas e fui. <strong>Que ótima decisão tomei</strong>. A noite estava linda, com pouquíssimas nuvens e pude fazer várias fotos noturnas e o nascer do sol também foi um momento memorável.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Céu-estrelado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5599" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Céu-estrelado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Céu estrelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-as-montanhas-e-o-céu-estrelado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5601" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Vista-para-as-montanhas-e-o-céu-estrelado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Vista para as montanhas e o céu estrelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Noturna-com-o-céu-estrelado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5600" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Laguna-Torre-Noturna-com-o-céu-estrelado-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Laguna Torre - Noturna com o céu estrelado" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>No terceiro dia fizemos a trilha de volta para a cidade (ainda reclamando do peso das mochilas, hahahah) e nos hospedamos no <strong>Hostel del Lago</strong>. Os valores de hospedagem em hostel aqui em Chaltén estão melhores que em Ushuaia, pagamos <strong>AR$ 100,00</strong> por pessoa em um quarto de seis camas e ainda tínhamos o plus de ter banheiro no quarto. Tínhamos também a possibilidade de camping por AR$ 50,00 por pessoa no mesmo local, mas decidimos ter uma noite mais tranquila e ficamos com o quarto. A internet, ponto muito importante para nós, era bem ruim, mas nos contentamos, porque afinal de contas demos uma olhada por cima e parece que <strong>em toda a cidade é mais ou menos assim</strong>.</p>
<p>Após um banho revigorante fomos até o mercado comprar pão, cerveja e ovos para nossa janta. Aqui notamos alguns pontos negativos do hostel, <strong>a cozinha era muito precária mesmo</strong>, poucos utensílios, mal organizados e alguns sujos, parte culpa dos hóspedes, mas creio que falta muita organização por parte do staff também. Mas de qualquer forma nos viramos e depois da nossa janta e dos três litros de Quilmes <strong>fomos dormir nosso descanso merecido</strong>.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5596" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Acampamento-de-Agostini-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Acampamento de Agostini" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Torre.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5605" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Trilha-para-Laguna-Torre-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Trilha para Laguna Torre" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Vista-de-cima.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5606" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/03/El-Chaltén-Vista-de-cima-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Vista de cima" width="1024" height="683" /></a></p>
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