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	<title>A Natureza Humana &#187; textos</title>
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		<title>Mudanças e aprendizado</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Apr 2017 16:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Acho realmente que esse apego que sinto nesse momento de nostalgia não é algo material, é apego aos momentos que vivi nele, do quanto ficamos maravilhados quando voltamos da viagem e reencontramos o apê, sabendo que era muito mais do que a gente precisava. Mas ao mesmo tempo já vem à minha cabeça dezenas de coisas [&#8230;]</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef7ef64b" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">E</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>sses dias fui até nosso apartamento para fazer alguns pequenos reparos na pintura e buscar alguns objetos que havíamos deixado pra trás no dia em que um levamos nossas coisas para a casa nova. Logo mais a pessoa que irá alugá-lo fará a sua mudança e esse apartamento será o <strong>lar de outra pessoa</strong>, não mais nosso.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-7300"></span></p>
<p>Acho realmente que esse apego que sinto nesse momento de nostalgia não é algo material, é apego aos momentos que vivi nele, do quanto ficamos maravilhados quando voltamos da viagem e reencontramos o apê, sabendo que era muito mais do que a gente precisava. Mas ao mesmo tempo já vem à minha cabeça dezenas de coisas memoráveis que já fizemos na casa nova em menos de meio ano que moramos aqui. <strong>E do quanto nossa qualidade de vida melhorou desde então</strong>.</p>
<p>Enfim, apenas parei pra refletir um pouco sobre mudanças e parei pra perceber que meus últimos anos foram muito diferentes do que eu imaginava pra mim, <strong>dos planos que eu tinha &#8220;pra vida&#8221;</strong>. E os próximos anos talvez sejam mais diferentes ainda e isso me deixa extremamente feliz.</p>
<p>Me deixa feliz por saber que sigo me transformando, me adaptando, refletindo e não me permitindo parar de aprender. Não acho que todas as mudanças são boas, definitivamente não, mas ainda assim elas trazem aprendizados que não podemos deixar passar despercebidos.</p>
<p>Estamos vivendo tempos conturbados, principalmente política e economicamente, e esses tempos trazem consigo algumas mudanças: demissões, reduções de salário e algumas outras medidas que impactam diretamente o estilo de vida das pessoas que tem contato com essas mudanças impostas sem muita escolha. Mas <strong>junto com as dificuldades que elas trazem vem também a oportunidade de aprendizado e crescimento</strong> que acabei de comentar.</p>
<p>Esse é o momento de questionar velhos hábitos, reformular nosso cotidiano, <strong>pensar bem no rumo queremos seguir</strong>. É hora de mudar, hoje e sempre, porque como já dizia Raul: &#8220;prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo&#8221;.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2017/04/Nós-no-apartamento.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7303" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2017/04/Nós-no-apartamento-1024x683.jpg" alt="Nós no apartamento" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Melhor do que parece &#8211; Um mês sem Facebook</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 15:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[O Terno]]></category>
		<category><![CDATA[rede social]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[textos]]></category>
		<category><![CDATA[vício]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A escolha dessa música também é muito peculiar, conheço O Terno há mais ou menos uns três meses e desde então tenho escutado todos os três álbuns deles feito um maluco e por isso acabo criando uma identificação mais forte que o normal com algumas letras. Essa em especial, traduz perfeitamente essa minha insatisfação e incômodo com relação [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef800838" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">J</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>á fazia algum tempo que eu andava um pouco incomodado com a conduta das pessoas nas redes sociais e na Internet como um todo, o excesso de informação (e o quanto dessa informação é simplesmente irrelevante ou propositalmente falsa) e a falta de civilidade e de empatia, mas o que mais estava me incomodando era o tempo que eu estava passando consumindo tudo isso, então resolvi me afastar por um mês e depois voltar aqui e escrever sobre como foi a experiência, pois bem, aqui está.  Dê o play e vamos juntos refletir um pouco sobre tudo isso:</p>
<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');</script><![endif]-->
<audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-6827-1" preload="none" style="width: 100%; visibility: hidden;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2016/09/O-Terno-Melhor-Do-Que-Parece.mp3?_=1" /><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2016/09/O-Terno-Melhor-Do-Que-Parece.mp3">http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2016/09/O-Terno-Melhor-Do-Que-Parece.mp3</a></audio>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-6827"></span></p>
<p>A escolha dessa música também é muito peculiar, conheço <a title="O Terno - Power-trio de canção-rocknroll-pop-experimental de São Paulo, formado por Tim Bernardes, Guilherme d’Almeida e Biel Basile" href="http://www.oterno.com.br/" target="_blank">O Terno</a> há mais ou menos uns três meses e desde então tenho escutado todos os três álbuns deles feito um maluco e por isso acabo criando uma identificação mais forte que o normal com algumas letras. Essa em especial, traduz perfeitamente essa minha insatisfação e incômodo com relação às redes sociais:</p>
<p><em>Eu ando muito insatisfeito</em><br />
<em>Nada me agrada mais</em><br />
<em>Eu não consigo ouvir um disco</em><br />
<em>Ou ver um filme e</em><br />
<em>Um livro eu claramente não vou ler</em></p>
<p><em>Vou procurar em todo canto até</em><br />
<em>Achar onde eu perdi</em><br />
<em>Minha vontade, o meu prazer de conseguir</em><br />
<em>E a paciência que eu preciso para curtir</em></p>
<p><em>Eu tenho achado tudo chato, tudo ruim</em><br />
<em>Será que o chato aqui sou eu?</em><br />
<em>Será que fiquei viciado em novidade</em><br />
<em>E agora o tédio me enloqueceu?</em></p>
<p><em>Tudo está melhor do que parece</em><br />
<em>Eu olho e vejo tudo errado</em><br />
<em>Faz tempo que está tudo certo</em></p>
<p>Todo mundo sabe que boa parte de nós tem dedicado tempo demais às redes sociais, tem muita gente falando sobre isso inclusive, sobre esse nosso mais novo vício, mas de certa forma, não estamos dando muita atenção a isso, estamos fazendo uma vista grossa conveniente. É a fase da negação, é o alcoólatra que diz que tem tudo sobre controle, é a pessoa que diz que pára quando quiser, que <strong>ela só não quer naquele momento</strong>. Então, com esse tempo fora eu pude perceber que, de fato, eu estava viciado.</p>
<p>Antes de me aprofundar melhor em cada um dos pontos que quero falar, quero deixar claro que, obviamente, não se trata da opinião de nenhum especialista em psicologia, cientista social ou coisa do tipo, isso é só um relato de <strong>um usuário de Internet</strong> que resolveu repensar um pouco seus hábitos e refletir sobre o comportamento &#8220;da nuvem&#8221;.</p>
<p><strong><em>&#8220;A paciência que eu preciso pra curtir&#8221;</em><br />
</strong>Nesse primeiro ponto quero ressaltar o quão artificiais ficaram os nossos contatos e o quanto estamos fingindo ser algo que muitas vezes não somos. Nosso perfil serve pra dizer para o mundo quem somos, do que gostamos, do que não gostamos, pra brincar, pra brigar, na verdade mesmo, serve pra colocar tudo o que você quiser. Mas o que estamos colocando ali realmente reflete algo sobre nós? Quantas das suas últimas publicações você pode realmente se aprofundar e estabelecer uma boa conversa sobre isso? Quantos likes você distribuiu na última hora e quantos deles você vai realmente falar com a pessoa que publicou (ou sequer vai lembrar quem publicou)? Qual é o real significado dessa curtida? Ela diz &#8220;gostei disso&#8221;, diz &#8220;vi isso&#8221; ou diz &#8220;não gostei muito disso, mas gosto de você, então vou só concordar&#8221;? Você consegue perceber o quão rasa (e muitas vezes falsa) ficou essa relação interpessoal? Claro que você pode partir pra defensiva e dizer que é impossível manter uma relação que não seja rasa, visto que com a Internet atingimos muito mais gente do que pessoalmente, mas <strong>onde fica o meio termo nessa relação</strong>, esse é o X da questão.</p>
<p><strong><em>&#8220;Será que fiquei viciado em novidade&#8221;<br />
</em></strong>Intimamente ligado com a questão do tempo dedicado às redes sociais está a nossa ânsia por novidades. Já não conseguimos esperar um minuto sequer por qualquer coisa sem sacar o telefone do bolso e dar uma olhada no feed. Por termos uma abundância enorme de informações e acesso instantâneo a tudo isso nós criamos essa necessidade de estarmos o tempo todo ligados e atentos a qualquer novidade, <strong>por mais insignificante que ela seja</strong>. Repare que meu descontentamento aqui não é para o fato de termos acesso a tudo, eu acho isso sensacional, mas precisamos remover esse pensamento de que temos que absorver toda essa informação, até porque isso é impossível, é preciso ter mais controle sobre isso.</p>
<p><strong><em>&#8220;Um livro eu claramente não vou ler&#8221;</em><br />
</strong>Quando dedicamos tempo demais pra uma coisa só ficamos sem tempo para todas as outras. Talvez o lado mais positivo dessa experiência de ficar um mês sem Facebook foi o tempo que me sobrou pra fazer outras coisas que eu não estava fazendo ou estava fazendo muito pouco. Voltei a ler alguns livros que tinha abandonado, estou fazendo mais exercício físico, me dedicando mais ao ANH e ao trabalho como fotógrafo e, o melhor de tudo, tenho tempo livre pra não fazer nada. Isso é uma coisa que muitas vezes não valorizamos, mas que é essencial, é no tempo de abstinência total de qualquer atividade que temos novas ideias, novas reflexões <strong>ou simplesmente relaxamos</strong>. A ideia da <a title="Circuito Vale Europeu – Cicloturismo – Definindo o roteiro" href="http://anaturezahumana.com/2016/09/circuito-vale-europeu-cicloturismo-definindo-o-roteiro/" target="_blank">viagem de bicicleta pelo Circuito Europeu</a>, por exemplo, surgiu durante um desses tempos.</p>
<p><strong><em>&#8220;Eu tenho achado tudo chato, tudo ruim&#8221;<br />
</em></strong>Um outro ponto que eu não poderia deixar de comentar sobre a Internet é o excesso de ódio e de falta de empatia. Os haters e os discursos de ódio não são novidade, convivemos com eles o tempo todo, mas o que impressiona é como simplesmente aceitamos isso como normal e o volume monstruoso deles. Estamos disseminando muito mais informações que incitam a discórdia do que qualquer outra coisa. Particularmente eu acho que isso é fruto da nossa necessidade de parecermos melhores que o outro, de mostrar que nosso ideal é mais bonito que os outros, que a nossa verdade e o nosso Deus são o que o mundo todo precisa seguir. Outro ponto importante aqui é a <strong>polarização de ideias</strong>, isso favorece muito o discurso de ódio e isso é um movimento global que me dá medo, podemos ver isso claramente no cenário político. Não precisamos de exemplo melhor que a <a title="O que podemos aprender com Tay - Fabro Steibel" href="http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/proa/noticia/2016/04/o-que-podemos-aprender-com-tay-experimento-em-inteligencia-artificial-da-microsoft-no-twitter-5711041.html" target="_blank">Tay</a>, robô de inteligência artificial da Microsoft que replicava informações de outros usuários e em menos de 24h se tornou uma &#8220;garota mimada, nazista, ninfomaníaca e preconceituosa&#8221;.</p>
<p><strong><em>&#8220;Tudo está melhor do que parece</em></strong><br />
<strong><em>Eu olho e vejo tudo errado</em></strong><br />
<strong><em>Faz tempo que está tudo certo&#8221;<br />
</em></strong>Não por acaso e nem por falta de importância, deixei esse ponto pro final. A predominância do ódio que comentei no ponto anterior faz com que a gente absorva um viés pessimista sobre o mundo e sobre a humanidade. Zygmunt Bauman, um filósofo considerado pessimista diz que &#8220;<a title="Zygmunt Bauman - Artigo no El País" href="http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/30/cultura/1451504427_675885.html" target="_blank">as redes sociais são uma armadilha</a>&#8221; e nesse ponto concordo com ele, mas nessa conclusão quero trazer uma <strong>visão realista</strong>, nem pessimista, nem otimista. <strong>O mundo está se tornando um lugar melhor a cada dia que passa</strong>, tem bilhões de pessoas empenhadas nessa causa. Tem muita gente fazendo força pra que o contrário aconteça também, mas temos que ver as coisas através de um contexto de proporção. É óbvio que hoje ocorrem muito mais tragédias do que a 50 anos atrás então isso automaticamente nos leva a pensar que as coisas estão piorando, mas não, elas acontecem mais porque tem mais gente viva, simples assim. O mundo está num crescimento constante, um dia isso vai estabilizar, mas até lá vamos ter que nos contentar com muitos números aumentando, inclusive o das tragédias. E todas as mídias (a Internet não é exceção) estampam as tragédias na primeira página, sabe por que?! Porque &#8220;ver sangue é que é legal&#8221;: impacta e dá Ibope, tudo o que uma mídia precisa pra se manter. <strong>Mas tudo é uma questão de proporção</strong>, lembre-se disso.</p>
<p>Se eu puder dar uma conclusão sobre esse último mês eu diria que foi um mês positivo, onde muitas coisas boas aconteceram, a grande maioria delas simplesmente porque <strong>eu tinha mais tempo e ânimo para fazê-las</strong>. Eu sempre me considerei um usuário que sabe filtrar os conteúdos que consome, que realmente buscava coisas boas e positivas pra consumir nas redes sociais e na Internet de modo geral, mas nesse último mês aprendi que apenas estabelecer filtros não é o suficiente, precisamos pensar melhor sobre a utilização da Internet como um todo.</p>
<p>Se alguém está curioso pra saber se eu vou voltar pro Facebook, a resposta é sim, mas vou limitar meu acesso. Vou manter a rotina de não ter o aplicativo no celular, <strong>acessar pelo computador e apenas uma vez ao dia</strong>. Ao mesmo tempo que tive todos esses vislumbres sobre o aspecto negativo da utilização das redes sociais, perdi alguns pontos que considero positivos como as informações de alguns grupos que tenho lá, algumas páginas que sigo e também eventos que aconteceram e que não fiquei sabendo. Então vou tentar utilizá-lo de uma maneira mais consciente do que vinha fazendo para seguir tendo acesso a essa parte boa e diminuir o impacto dos aspectos negativos que encontrei.</p>
<p>Talvez eu estenda essa reflexão pra mais algum post, mas por enquanto eu acho que é isso que eu tinha pra falar. A foto de capa desse post é da Laguna Torre em El Chaltén, um momento muito especial e de muita reflexão. E dando continuidade às atividades aqui no ANH, já estou preparando o roteiro para a <a title="Trabalho, treino e a dualidade das coisas" href="http://anaturezahumana.com/2016/09/trabalho-treino-e-a-dualidade-das-coisas/" target="_blank">viagem de test drive que vou fazer com meu pai</a> que comentei outro dia e logo mais terá um post novo falando sobre isso. Até lá!</p>
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		<title>Tradição, frio e mate</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2015 18:51:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[a estética do frio]]></category>
		<category><![CDATA[estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[mate]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[textos]]></category>
		<category><![CDATA[tradição]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Ramil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Enquanto viajávamos eu ainda não conhecia os álbuns (muito menos os textos) do Vitor e pouco conheço ainda hoje, mas já me considero um admirador dele e de suas obras, que sigo me aprofundando aos poucos. Ele é um músico, compositor e escritor gaúcho que teve algumas fases e transformações marcantes durante sua carreira. Uma delas foi justamente [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
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			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef80483a" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">&#8220;A</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>o me reconhecer no frio e reconhecê-lo em mim, eu percebera que nos simbolizávamos mutuamente [&#8230;]&#8221;. É com esse trecho de <a title="Livro: A Estética do Frio - Vitor Ramil" href="http://www.vitorramil.com.br/textos/Vitor_Ramil_-_A_Estetica_do_Frio.pdf" target="_blank"><strong>A Estética do Frio</strong></a> e ouvindo o álbum quase homônimo de <strong>Vitor Ramil</strong> é que escrevo esse post sobre traços culturais que muitas vezes não valorizamos e, digo mais, muitas vezes nem percebemos.</p>
<p>Dê o play em <strong>Ramilonga</strong> e vem refletir um pouco sobre isso também:</p>
<audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-6561-2" preload="none" style="width: 100%; visibility: hidden;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/10/1-16-ramilonga.mp3?_=2" /><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/10/1-16-ramilonga.mp3">http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/10/1-16-ramilonga.mp3</a></audio>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6561"></span></p>
<p class="p1">Enquanto viajávamos eu ainda não conhecia os álbuns (muito menos os textos) do Vitor e pouco conheço ainda hoje, mas já me considero um admirador dele e de suas obras, que sigo me aprofundando aos poucos. Ele é um músico, compositor e escritor gaúcho que teve algumas fases e transformações marcantes durante sua carreira. Uma delas foi justamente o vislumbre dessa estética do frio.</p>
<p class="p1">Essa estética retrata uma série de traços culturais e tradições das pessoas que vivem em ambientes onde o clima frio é predominante. Ele questionou-se sobre pequenas ações comuns entre as pessoas que vivem nesses ambientes e encontrou uma espécie de unidade, <strong>uma identidade que não tinha a ver com fronteiras políticas</strong> ou com escolhas propriamente ditas. Ele enxergou que muitas dessas atitudes eram influenciadas pelo clima.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Hora-do-Mate.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5772" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Hora-do-Mate-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Hora do Mate" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">O convívio em um certo nível de isolamento, o aconchego da simplicidade e o contato mais íntimo com a natureza, esses são alguns dos pontos que podem ser destacados desse &#8220;estilo de vida&#8221;. Vitor teve essa percepção quando estava no Rio de Janeiro, em meio ao calor, festas de carnaval e uma porção de coisas com as quais ele não se identificava. Um dos primeiros questionamentos foi o fato dessa não existência de uma unidade de identidade no Brasil. Obviamente, pelo fato do Brasil ser um país tão grande isso era de se esperar, mas essa percepção ficou mais aguçada quando começamos a utilizar o clima como parâmetro para &#8220;separar&#8221; essas regiões.</p>
<p class="p1">Enquanto estávamos viajando também tivemos um pouco desse mesmo sentimento. Tínhamos uma espécie de cumplicidade com várias pessoas que conhecemos, sentíamos que as ideias fluíam bem, que <strong>algumas dessas pessoas tinham um estilo de vida muito parecido com o que tínhamos</strong> ou com o que almejávamos e isso não ocorria quando comparávamos com alguns encontros que tínhamos com outras pessoas do nosso próprio país. Agora paramos para fazer essa mesma análise, que na verdade vivemos num clima muito mais parecido com os lugares que visitamos do que com o resto do Brasil.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Rio-Barrancoso-e-a-neblina-pela-manhã.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5780" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Fazenda-de-Floriano-e-Alicia-Rio-Barrancoso-e-a-neblina-pela-manhã-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Fazenda de Floriano e Alicia - Rio Barrancoso e a neblina pela manhã" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">E essa diferença de clima dá origem à uma das tradições mais marcantes que encontramos durante a viagem: o mate. O nosso conhecido chimarrão foi visto em praticamente todas as cidades que visitamos e se fez presente nos trekkings mais longos, nas casas dos <a title="Como o CouchSurfing pode mudar a sua forma de viajar" href="http://anaturezahumana.com/2015/07/como-o-couchsurfing-pode-mudar-a-sua-forma-de-viajar/" target="_blank">couch&#8217;s</a>, nos holstels e em vários outros lugares inusitados. Apesar das diferenças no preparo se comparado ao nosso chimarrão, o mate que nos era servido lá também era carregado de <strong>história e tradição</strong>.</p>
<p class="p1">Sempre que as rodas de mate eram formadas, boas histórias vinham a tona, o contato entre as pessoas se intensificava, estávamos mais presentes e aproveitando mais daquele momento. Antes da viagem não tínhamos essa visão sobre o chimarrão daqui, tanto que o tomávamos muito esporadicamente, mas durante a viagem esse tradicionalismo deu um valor especial ao ato, coisa que não conseguíamos entender ou enxergar aqui. Repare que<strong> não estou dizendo que o mate de lá é melhor do que o mate daqui</strong>, mas de alguma forma foi preciso esse toque especial da viagem para que pudéssemos valorizar a tradição que temos aqui, da mesma forma que passamos a valorizar a nossa própria casa quando retornamos por termos sentido tanto a sua falta.</p>
<p class="p1">Enfim, esse foi só um pequeno devaneio, uma reflexão sobre algumas ideias com as quais me identifiquei muito enquanto fui lendo e discutindo sobre. A estética do frio em si acredito que englobe muito mais do que essa pequena pincelada superficial que cito aqui no post e com certeza a cultura do mate é muito mais complexa do que eu consegui perceber até então. E eu adoraria seguir refletindo sobre isso, então se você tiver alguma opinião sobre isso os comentários estão aí, vamos conversando.</p>
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		<title>O incerto futuro</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2015 16:22:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef807f92" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">M</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>esmo durante a viagem, já estávamos planejando o que iríamos fazer quando retornássemos, como iria ser a nossa vida juntos, nossos trabalhos, nosso dia a dia e tudo mais. Ficávamos <strong>fazendo planos sobre tudo</strong>, desde as coisas mais simples como uma rotina de exercícios e de alimentação até as coisas mais complexas como as finanças, o futuro do site e, é claro, o casamento.</p>
<p>E agora que estamos aqui todo esse planejamento começa a ser posto em prática, mas mesmo assim, seguimos fazendo novos planos e mudamos os que já fizemos praticamente o tempo todo. Porque afinal de contas, as ideias e os planos são uma coisa, quando elas encaram o &#8220;mundo real&#8221;, geralmente precisam de algumas adaptações.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-6069"></span></p>
<p class="p1">Essa sequência de mudanças e transformações é ótima pra gente, pois faz com que estejamos sempre nos aprimorando e aprendendo. E melhor de tudo, <strong>faz com que não nos acomodemos</strong>. Essa nova fase de nossa vida, depois do retorno, tem sido uma experiência tão boa quanto a viagem em si, porque mesmo não estando em contato com paisagens, culturas e pessoas diferentes todos os dias, estamos experienciando dias únicos, <strong>sem aquela rotina cansativa da qual tanto reclamamos, mas dificilmente largamos</strong>. Na semana passada eu devo ter acordado em horários diferentes todos os dias, houveram dias em que trabalhei feito doido nas atualizações do site e outros em que não fiz quase nada além de assistir um seriado, fazer algumas pesquisas pela internet e meditar. De certa forma, estamos sempre <strong>buscando o equilíbrio</strong>.</p>
<p class="p1">Eu e a Bruna não planejamos ficar ricos, nadar em dinheiro e sair rodando o mundo pelos hotéis mais caros, não porque isso não deva ser bom, mas porque sabemos que para atingir isso teremos que nos dedicar ao trabalho num nível quase absurdo, para só então, lá na frente colher os frutos disso e poder concretizar a ideia inicial. Escolhemos levar um ritmo de vida mais tranquilo, <strong>com menos necessidades e menos preocupações</strong>. Sabemos que para atingir isso precisamos abrir mão de vários &#8220;luxos&#8221; que tínhamos antes de irmos viajar, mas até agora tem sido uma opção muito positiva para nós.</p>
<p class="p1">Nosso ganha pão ainda é meio que uma incógnita, estamos trabalhando um pouco em cada um de nossos projetos na esperança que em breve esse trabalho traga algum retorno financeiro. A programação da loja virtual, os produtos que iremos vender nela, a organização de todo o material captado durante a viagem, a criação e organização de alguns eventos que queremos fazer, a produção do livro e algumas outras coisas. Tudo isso requer um esforço grande, mas ter a oportunidade de <strong>trabalhar em algo que realmente acreditamos e gostamos</strong> é algo que não tem preço.</p>
<p class="p1">Ainda não sabemos como tudo isso vai ser daqui a três meses, daqui a um ano ou dois e certamente não sabemos o que vamos fazer quando nos aposentarmos, se é que isso algum dia aconteça. Tomamos como regra a célebre frase: &#8220;um dia de cada vez&#8221;. Estamos aceitando as incertezas, brincando com as possibilidades e <strong>nos transformando a cada passo que damos</strong>.</p>
<p class="p1">Está tudo bem em fazer planos para o futuro, mas também está tudo bem em não tê-los e as vezes é bom tê-los apenas pela liberdade de poder deixá-los pra lá. <strong>Tudo se resume ao equilíbrio</strong>.</p>
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		<title>De Coyhaique a Rio Tranquilo, uma estrada e muitas lições</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 18:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Caminhamos cerca de um quilômetro, encontramos uma sombra agradável e resolvemos tentar nossa próxima carona. Depois de mais ou menos meia hora esperando parou uma van que fazia o trajeto de Coyhaique até o aeroporto de Balmaceda. O motorista nos deixou em um outro cruzamento mais a frente que se dividia entre o caminho para [&#8230;]</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef80dadd" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>osso novo amigo David havia nos deixado próximo à saída da cidade de Coyhaique e dali seguimos <strong>nossa jornada de 5 caronas</strong> até nossa próxima parada que seria em Puerto Rio Tranquilo. Mas confie em mim, a aventura das caronas não foi nada comparada a enorme lição de vida que tomamos no final do dia.</p>
<p class="p1">Na primeira das caronas fomos em uma caminhonete com um senhor argentino que tinha como hobby a pescaria e ia para um lago perto dali. Ele nos deixou num cruzamento mais a frente, mais ou menos 30 minutos da saída de Coyhaique.</p>
<p class="p1">O caminho até ali já tinha sido lindo e estávamos empolgados com a carretera. Fomos caminhando e um pouco mais a frente já demos de cara com uma grande cascata do lado da rodovia, <strong>ficamos boquiabertos</strong>. Realmente seriam paisagens de tirar o fôlego as que iríamos encontrar na <strong>famosa Carretera Austral</strong>. Agora estávamos em um lugar com montanhas e muito verde, sem o vento que nos perseguiu em outras partes da Patagônia. As cascatas e os lagos apareciam sempre majestosos e havia uma nova surpresa a cada curva. <strong>Realmente uma estrada que vale a pena</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5719"></span></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Cachoeira-na-beira-da-estrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5721" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Cachoeira-na-beira-da-estrada-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Cachoeira na beira da estrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rolos-de-feno.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5734" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rolos-de-feno-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rolos de feno" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rios-e-muito-verde.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5732" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rios-e-muito-verde-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rios e muito verde" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Montanhas-coloridas.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5729" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Montanhas-coloridas-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Montanhas coloridas" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Caminhamos cerca de um quilômetro, encontramos uma sombra agradável e resolvemos tentar nossa próxima carona. Depois de mais ou menos meia hora esperando parou uma van que fazia o trajeto de Coyhaique até o aeroporto de Balmaceda. O motorista nos deixou em um outro cruzamento mais a frente que se dividia entre o caminho para o aeroporto e o caminho para a povoado de Villa Cerro Castillo.</p>
<p class="p1">Como nesse cruzamento tínhamos um ponto de ônibus que nos servia de abrigo resolvemos não caminhar e ficamos esperando ali por mais ou menos uma hora até que parou nossa terceira carona. Outro senhor argentino com um <strong>motorhome lindo e equipadíssimo</strong> parou e com ele fomos até outro cruzamento mais a frente, próximo ao povoado. Conversamos muito sobre as maravilhas de viajar e o tempo passou voando.</p>
<p class="p1">Já havia passado das 16h e cogitamos a possibilidade de passarmos a noite em Villa Cerro Castillo mesmo. Nossa quarta carona foi com um morador dali que nos levou do cruzamento em que estávamos até o centro do povoado e nos deu algumas dicas sobre o lugar.</p>
<p class="p1">Fomos até um almacén (na tradução literal seria armazém, mas no Brasil não se usa muito, é o equivalente a uma mercearia bem pequena, muitas vezes a única opção nesses povoados menores) e compramos alguns mantimentos, <strong>mas era cedo e ainda não sabíamos bem se íamos passar a noite ali ou não</strong>. Passamos no pequeno centro de informações turísticas, conseguimos um mapa e algumas indicações e decidimos seguir viagem pois não queríamos pagar hospedagem e pensamos em acampar próximo à rodovia caso não conseguíssemos carona até o povoado seguinte, de Puerto Rio Tranquilo, nosso destino. Já tínhamos reparado que na carretera havia diversos bons pontos para acampar, sempre com água abundante e boa proteção do vento, além de nos sentirmos muito tranquilos com relação à segurança, então o plano era caminhar um pouco até nos afastarmos da cidade e montar a barraca.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Cuesta-del-Diablo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5727" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Cuesta-del-Diablo-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Cuesta del Diablo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Campos-verdes-e-Cerro-Castillo-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5726" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Campos-verdes-e-Cerro-Castillo-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Campos verdes e Cerro Castillo ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rio-e-mini-praia.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5731" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rio-e-mini-praia-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rio e mini praia" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rios-límpidos.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5733" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rios-límpidos-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rios límpidos" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5735" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rio-com-Cerro-Castillo-ao-fundo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5730" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Rio-com-Cerro-Castillo-ao-fundo-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Rio com Cerro Castillo ao fundo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1">Caminhamos uns dois quilômetros e ainda não tínhamos achado um lugar ideal para acampar (exceto um que ficava muito próximo da cidade, então preferimos seguir). Durante esse trecho quase não passavam carros e vimos que apesar da nossa sorte nesse dia não seria fácil seguir a dedo em direção ao sul agora que já estávamos na baixa temporada. Mas naquele dia realmente estávamos com o dedo aguçado. Parou mais uma caminhonete com um casal muito simpático que ia até Villa O`Higgins, o último povoado ao sul da carretera.</p>
<p class="p1">O banco de trás estava cheio com suas bagagens (que não eram poucas) então nos restava a caçamba novamente, mas isso nunca foi problema pra nós e foi aí que <strong>subimos para a nossa quinta carona do dia</strong>. O trajeto todo até ali tinha sido muito bonito e nessa última carona não foi diferente, mas nesse pedaço ainda tínhamos o plus de em cada vista bonita darmos uma paradinha para tirar algumas fotos. Alejandro, o motorista, sempre olhava pelo espelho pra ver se eu já tinha terminado as minhas captações antes de seguir, simplesmente perfeito.</p>
<p class="p1">No meio do caminho um ciclista que vinha no sentido contrário fez sinal para que a caminhonete parasse e encostamos para falar com ele. Num espanhol enrolado o ciclista pediu educadamente um cigarro. <strong>Sim, um cigarro</strong>! O sotaque era conhecido e a bandeira que estava em cima do alforge não negou, <strong>era brasileiro</strong>. Era um gaúcho de Porto Alegre e ficou muito contente (assim como nós) de ter encontrado outros brasileiros tão longe de casa. Alejandro deu de presente a ele uma carteira cheia e ele ficou com um <strong>sorriso de orelha a orelha</strong>.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5725" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho até Puerto Rio Tranquilo" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Lindo-céu.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5728" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Lindo-céu-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Lindo céu" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5724" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-2-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho até Puerto Rio Tranquilo 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-Cachoeira-na-beira-da-estrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5722" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-Cachoeira-na-beira-da-estrada-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho até Puerto Rio Tranquilo - Cachoeira na beira da estrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-Ciclista-Gaúcho.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5723" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Carretera-Austral-Caminho-até-Puerto-Rio-Tranquilo-Ciclista-Gaúcho-1024x683.jpg" alt="Carretera Austral - Caminho até Puerto Rio Tranquilo - Ciclista Gaúcho" width="1024" height="683" /></a></p>
<p class="p1"><strong>Já era noite quando chegamos em Puerto Rio Tranquilo</strong> e quando paramos eles perguntaram se tínhamos certeza se não queríamos seguir com eles até Cochrane naquele dia, pois eles dormiriam lá. Eu e Bruna já tínhamos cogitado isso, mas de noite na caçamba já fazia um pouco de frio, além de perdermos a paisagem por já estar escuro, então decidimos ficar. Antes de nos despedirmos eles ainda nos falaram que tinham uma casa em Chiloé e que quando passássemos por lá era pra gente entrar em contato e checar se eles já haviam voltado. Caso sim, tínhamos estadia garantida.</p>
<p class="p1">No posto de gasolina onde ficamos já pedimos informações sobre algum camping por perto e nos indicaram um que ficava cerca de 5 quadras dali. O caminho era meio complicado, seguimos as instruções, mas acabamos num terreno baldio no final de uma rua onde achamos que tínhamos errado o caminho. Avistei um rapaz mais a frente e fui até ele perguntar se estávamos no lugar certo.</p>
<p class="p1">O rapaz era Jonatan, ele nos disse que estávamos no caminho certo sim, mas que não precisávamos ir até lá, afinal o camping era pago e justamente nesse quase final de rua havia uma pequena trilha com um lugar ideal para acampar onde <strong>não precisaríamos pagar nada e seria bem tranquilo</strong>. Agradecemos a dica e como estávamos com pouca água para cozinhar pedi a ele onde poderia encher nossas garrafas, ele disse para acompanhá-lo até sua casa ao lado e depois nos guiou até o lugar onde iríamos acampar.</p>
<p class="p1">Agradecemos e Jonatan voltou até sua casa, mas pouco tempo depois, nem bem havíamos tirado as coisas pra começar a armar a barraca, ele voltou dizendo em espanhol mais ou menos isso: “olá de novo, desculpa incomodar, mas queria fazer um convite pra vocês jantarem com a gente”. <strong>Nós estávamos com fome e o convite caiu como uma luva</strong>.</p>
<p class="p1">Quando entramos na pequena casa vimos sua mãe, Nieves, que já estava preparando os pratos pra gente e nos mostrou a mesa para nos acomodarmos. Sentamos e ela nos serviu um prato com um ensopado delicioso, acompanhado de alguns pães, salada e alguns condimentos para colocarmos a nosso gosto. A TV estava ligada em um noticiário e conversamos sobre diversos assuntos enquanto comíamos. Os dois eram pessoas muito simples mesmo e estavam <strong>visivelmente felizes em nos ter ali</strong>. A casa era bem pequena e ali viviam os dois e mais um dos netos de Nieves (sobrinho de Jonatan).</p>
<p class="p1">Depois de comermos eu tive que insistir para lavar a louça porque Nieves disse que não precisava. Enquanto nos preparávamos para sair ela nos ofereceu um dos quartos para ficarmos e disse que deveríamos ficar ali, mas nós realmente não queríamos causar nenhum incômodo e decidimos dormir na barraca. Então ela nos disse que tudo bem, mas que para compensar deveríamos tomar o café da manhã com eles no outro dia. Aceitamos o trato e fomos terminar de montar a barraca.</p>
<p class="p1">Quando eu e Bruna deitamos começamos a conversar sobre o que tinha acontecido e o quão especial era aquilo. Eu estava muito emocionado, chorei quando percebi que mesmo tendo tão pouco, <strong>eles estavam dispostos a compartilhar tudo</strong>. Parece clichê, eu sei, todo mundo diz que os que tem menos são os que mais compartilham, mas eu digo com toda a certeza do mundo, não é possível entender o real sentido disso a menos que você seja a pessoa a qual está sendo ajudada, <strong>a menos que você seja o necessitado</strong>. E naquele dia eu entendi. Naquele dia ao olhar para nós dois, dormindo na barraca em meio ao frio, eles sentiam que tinham tudo e nós, quase nada (por mais que nós soubéssemos que estávamos ali por uma escolha própria).</p>
<p class="p1">Muitas pessoas não tem o mesmo acesso a educação, cultura e diversas outras coisas que muitos de nós temos. Mas ainda assim, com todas essas dificuldades eles se mostram ricos em <strong>generosidade, amor e humildade</strong>. Eu e minha montanha de egos tomamos uma linda lição, ao julgar o que aconteceu pude ver que quem tinha muito a aprender não eram eles, <strong>e sim eu</strong>. Pude entender o real sentido da palavra valor e o quão distorcida ela está hoje em dia.</p>
<p class="p1">E ao entender tudo isso, mais uma vez <strong>me pus a repensar os valores pelos quais vivo</strong>. E sem querer parecer pretensioso, te aconselho a fazer o mesmo.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Rio-Tranquilo-Nos-Nieves-e-Jonatan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5741" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Rio-Tranquilo-Nos-Nieves-e-Jonatan.jpg" alt="Puerto Rio Tranquilo - Nós, Nieves e Jonatan" width="1024" height="768" /></a></p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Rio-Tranquilo-Nos-e-Jonatan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5740" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Rio-Tranquilo-Nos-e-Jonatan.jpg" alt="Puerto Rio Tranquilo - Nós e Jonatan" width="1024" height="768" /></a></p>
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		<title>De carona eu vou, pra onde você for</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 03:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bruna de Moraes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Primeiro parou uma caminhonete que só tinha um lugar vago, lá se foi Laura (diferente de nós, ela ainda queria ir ao Chile). Diego e eu ficamos esperando por umas duas horas. Nessa região, o complicado de quando se está esperando carona é o frio que faz na beira da rodovia e o vento que sopra [&#8230;]</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef81282a" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">S</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>aímos de Puerto Deseado ainda sem acreditar muito no que tínhamos passado nos últimos dias. A hospitalidade de Andres com três pessoas que ele conheceu na beira da estrada surpreende até a nós que estamos nos acostumando a sermos bem recebidos por pessoas que acabamos de conhecer.</p>
<p class="p1">Depois de comprar alguns suprimentos no supermercado, como pão, biscoitos e macarrão, nos dirigíamos à saída da cidade para voltar a pedir carona, <strong>agora mais animados</strong> por estarmos em um lugar mais movimentado e com uma decisão tomada: não faríamos mais a Carretera Austral. Desistimos dessa parte importante da nossa viagem para não termos de passar novamente por um <strong>trecho pouco movimentado</strong>, correndo o risco de passar longos dias na estrada outra vez, assim iríamos direto para Esquel, na região dos lagos ainda na Argentina. Uma caminhonete logo nos levou mais adiante, onde havia um trevo de saída, lugar perfeito para conseguir falar com alguém que fosse para as cidades vizinhas.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5685"></span></p>
<p class="p1">Primeiro parou uma caminhonete que só tinha um lugar vago, lá se foi Laura (diferente de nós, ela ainda queria ir ao Chile). Diego e eu ficamos esperando por umas duas horas. Nessa região, o complicado de quando se está esperando carona é o frio que faz na beira da rodovia e o vento que sopra com vontade, porém isso só faz aumentar o valor que damos quando alguém pára e vamos confortáveis até o próximo ponto.</p>
<p class="p1">Uma van que carregava água parou e disse que nos levaria até um posto policial mais adiante, onde seria mais fácil nos levarem. Para nós tudo bem, aceitamos porque é sempre bom seguir em frente, o que não imaginávamos é que <strong>o próprio policial iria pedir carona pra gente</strong>. Isso mesmo! Chegamos ao posto e ele pediu que aguardássemos ao lado, no primeiro carro que passou ele abordou e pediu para onde ia e se podia nos levar, foram dois minutos, incrível!</p>
<p class="p1">Assim um casal muito simpático nos levou dali até Comodoro Rivadavia, o que foi ótimo porque não pensávamos que iríamos tão longe nesse dia. Passamos a viagem de cerca de quatro horas conversando muito sobre política, cultura e educação enquanto tomávamos mate. O tempo passou voando e por volta das 22:00h chegamos <strong>à maior cidade que vimos durante toda a viagem</strong>. De cara dava para perceber a diferença entre estar ali e estar em um povoado. As pessoas passavam mais depressa, os carros não nos notavam e as grandes mochilas agora pareciam nos deixar com ar de estranhos ao invés de nos aproximar das pessoas.</p>
<p class="p1">Perguntamos por hostels e campings, mas não havia, o único hostel que encontramos estava fechado. Saímos perguntando em todos os hotéis, mas os preços eram muito mais caros do que estávamos dispostos a pagar e como estamos ficando cada vez <strong>mais seletivos com relação aos custos</strong>, começamos a pensar em quais outras alternativas teríamos.</p>
<p class="p1">Surgiu a ideia de ir até o terminal de ônibus verificar os preços e ver como eram as instalações, em última instância, podíamos ficar por lá. Chegamos e o lugar nos agradou bastante, havia cadeiras livres e muitas pessoas com suas malas e mochilas, além disso, alguns escritórios estavam abertos e o local ainda contava com guardas e câmeras. Perfeito.</p>
<p class="p1">Perguntamos sobre o transporte, mas estavam todos lotados porque era véspera do feriado de páscoa e os preços também não eram muito atrativos. Nos acomodamos em duas cadeiras, colocamos as mochilas embaixo dos nossos pés e relaxamos. Diego cochilou e eu me mantive acordada, apesar de estarmos em local seguro, eu não conseguia dormir. Fiquei lendo e mexendo no celular, a internet lá também <strong>era muito boa e grátis</strong>, assim passei toda a noite sem dormir por um único momento, mas me sentia bem.</p>
<p class="p1">Pela manhã pegamos um ônibus circular (lotado a ponto das pessoas fazerem cara feia para as nossas mochilas que ocupavam um espaço considerável) até a saída da cidade. Ali foi muito rápido, na primeira vez que levantei o dedo um carro já parou, o Diego teve que me chamar porque eu já estava acenando para outros carros sem notar que o primeiro já tinha parado. O rapaz que nos levou iria apenas 100km mais adiante, mas já estava bom. “Pesquei” diversas vezes durante o percurso, o sono começava a bater forte. Ficamos em um posto de gasolina, onde compramos algo para comer e voltamos para a rodovia.</p>
<p class="p1">Dentro de uma hora pára uma caminhonete. Perguntamos se iam para Esquel e eles disseram: &#8220;Não, vamos para Coyhaique, no Chile&#8221;. Não podíamos acreditar, Coyhaique é o coração da Carretera Austral, <strong>justo o lugar que tínhamos desistido</strong>. Voltamos ao plano original e lá fomos nós, sabendo que já não mandamos em nada nessa viagem, apenas seguimos. A família que nos levou era muito animada e conversamos muito a viagem inteira, de forma que eu nem senti mais sono. O casal Laura e Marcelo e a mãe dele Cármen foram uma ótima companhia na viagem de cerca de quatro horas.</p>
<p class="p1">Quando chegamos à fronteira chilena, um problema. Como nem sonhávamos em passar a fronteira nesse dia, ainda tínhamos nas mochilas alguns frutos secos e tomates secos e esses itens, assim como os de origem animal, <strong>são proibidos</strong> de transportar de um país ao outro. Como nunca haviam nos revistado antes pensamos que não haveria problemas, porém nesse dia estavam olhando tudo, cada centímetro do carro, cada bolso das mochilas. Passamos um mau bocado, o policial apreendeu nossas frutas secas e ainda encontrou algumas plumas de avestruz que eu tinha ganhado de presente do Andres e nem lembrei que também são de origem animal. Ele falou: Plumas? Quieres pasar a fronteira com plumas? Eu só baixei a cabeça e disse que poderia jogar fora. Que papelão, contrabandista de plumas! Depois tivemos de ir até o escritório onde fizemos uma nova declaração de que tínhamos coisas de origem animal, o policial sempre dizendo que estava nos fazendo um favor de deixar fazer uma nova declaração, porque poderia ter nos<strong> aplicado uma multa cara</strong>.</p>
<p class="p1">Depois, no carro, ainda rimos muito, os argentinos ficavam nos chamando de<strong> contrabandistas</strong> e dizendo que o pior estava no saco de farinha que o policial deixou passar. Apesar de descontrairmos um pouco, claro que ficamos chateados com o ocorrido, pois podíamos realmente ter tomado uma multa por muito pouco, situação bem chata mesmo.</p>
<p class="p1">Enfim, logo depois chegamos a Coyhaique e já começamos a perceber <strong>porque a Carretera Austral é tão famosa</strong>. Aqui a paisagem já muda completamente, o verde predomina e grandes árvores margeiam a rodovia, os bosques às vezes são cortados por lagos cristalinos e ao fundo a cordilheira se mostra imponente, coberta com seu gelo eterno. A cidade era linda e estávamos felizes de estar ali. Nos despedimos dessa família tão querida que nos trouxe e ainda aguentou com bom humor nossa passagem desastrosa pela fronteira.</p>
<p class="p1"><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Chegada-em-Coyhaique.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5689" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Chegada-em-Coyhaique-1024x683.jpg" alt="Chegada em Coyhaique" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>A aventura na estrada que nos levou a uma nova Patagônia</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2015 16:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Carona]]></category>
		<category><![CDATA[contato humano]]></category>
		<category><![CDATA[El Chaltén]]></category>
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		<category><![CDATA[hospitalidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Ruta 3]]></category>
		<category><![CDATA[Ruta 40]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Da saída da cidade até o cruzamento da Ruta 40 esperamos por mais ou menos 3 horas, o que não é pouco, mas também não é desesperador. Fomos na caçamba de uma caminhonete de um casal de argentinos que já tinha pegado outros 3 mochileiros que estavam pedindo carona um pouco a frente de onde estávamos, ou seja, eram [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row  vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false vc_row-fluid">
	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef81930c" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">N</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>osso planejamento terminava em El Chaltén, ou seja, quando saímos do Brasil só tínhamos estudado o caminho das cidades desde Ushuaia até ali, daí pra frente iríamos descobrir enquanto estivéssemos viajando. Muitas pessoas nos deram dicas de onde passar durante a viagem e quando saímos da cidade isso era tudo o que tínhamos, mas não imaginávamos que <strong>a Patagônia ainda nos reservava uma grande aventura</strong>.</p>
<p class="p1">Como já falamos, Chaltén é uma cidade bem pequena e estávamos em um camping próximo da saída da cidade, então acordamos, tomamos um café reforçado, arrumamos as mochilas e fomos até lá. Já deixamos separadas algumas comidas prontas (biscoitos, pão e barras de cereal) em um local de fácil acesso, pois sabíamos que era uma rota de pouco movimento, então <strong>poderíamos ficar ali por muito tempo</strong>.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p><span id="more-5652"></span></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5659" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-Bruna-pedindo-carona-na-saída-da-cidade-1024x683.jpg" alt="El Chaltén - Bruna pedindo carona na saída da cidade" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5658" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Caminho-entre-Chaltén-e-Três-Lagos-Pôr-do-sol-na-beira-da-estrada-1024x683.jpg" alt="Caminho entre Chaltén e Três Lagos - Pôr do sol na beira da estrada" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Da saída da cidade até o cruzamento da Ruta 40 esperamos por mais ou menos 3 horas, o que não é pouco, mas também não é desesperador. Fomos na caçamba de uma caminhonete de um casal de argentinos que já tinha pegado outros 3 mochileiros que estavam pedindo carona um pouco a frente de onde estávamos, ou seja, eram os dois e mais 5 caroneiros agora. O trajeto de aproximadamente uma hora e meia foi tranquilo e nos animou bastante, mesmo com <strong>o vento gelado</strong> que encarávamos na parte de cima do carro.</p>
<p>Chegando no cruzamento, eles seguiram para a direita, em direção a El Calafate e nós fomos para o outro lado da Ruta 40 que nos levava para o norte. Ventava muito então fomos buscar um pouco de abrigo atrás de uma placa da rodovia que nos dava as distâncias até os próximos povoados. Nos deparamos com algumas mensagens não muito animadoras riscadas com pedras ou canetões na parte de trás da placa: &#8220;não passa ninguém!&#8221;, &#8220;cadê os carros?&#8221;, &#8220;vamos morrer aqui!&#8221;, &#8220;não há água&#8221;, mas estavam acompanhadas também de muitas que diziam <strong>&#8220;sorte, mochileiro&#8221;!</strong></p>
<p><strong>Esperamos, esperamos e esperamos. </strong>Haviam pouquíssimos carros e mais ou menos 8 em cada 10 entrava sentido Chaltén e não nos servia. Fizemos uma média rápida que nos deixou com mais ou menos um carro a cada 45 minutos. Isso mesmo, um automóvel a cada quase uma hora. Nessa hora, apesar de todo o otimismo das boas experiências com as caronas aqui na Argentina e no Chile, <strong>ficamos bem preocupados</strong>.</p>
<p>As horas passavam, os pouquíssimos carros passavam e nos deixavam ali, <strong>desanimados e cansados</strong>. Foi quando apareceram os também mochileiros Laura, Leo e Steve pra levantar o ânimo. Leo tínhamos conhecido na casa do Santi em Puerto Natales e Laura e Steve encontramos junto com ele na trilha para a Laguna de Los Tres alguns dias atrás. Eles também iam para o norte, ou seja, apesar de agora termos novos companheiros para conversar, a possibilidade de carona relativamente diminuía.</p>
<p>Mais horas se foram e nesse meio tempo chegaram outras 3 pessoas, um casal de um peruano e uma italiana e um norte americano maluco que tinha uma mochila muito pequena com apenas algumas roupas, não tinha barraca ou saco de dormir, o que naquelas circunstâncias era muito arriscado. Enfim, agora éramos 8 pessoas, numa rodovia que quase não passava ninguém e a noite estava chegando. O vento não tinha diminuído então armar a barraca num lugar como esse, sem proteção, não seria algo fácil. Haviam dois &#8220;túneis&#8221; para escoamento de água nas laterais da estrada, não eram uma mansão, mas eram suficientemente grandes para nos abrigar deitados com os sacos de dormir, <strong>seria um bom abrigo</strong>.</p>
<p>Eu já estava preparado psicologicamente para fazer isso, era uma das coisas mais extremas que tínhamos feito na viagem, era uma condição muito ruim, mas eu estava me acostumando com a ideia. Eis que depois de mais ou menos umas 5 horas e meia esperando <strong>um carro parou</strong>, eu quase que não podia acreditar. Era um carro pequeno e Leo foi falar com o motorista que no final de tudo, se mostrou um grande pé no saco. Ele falou que <strong>não ia nos dar carona</strong>, ficava nos cortando enquanto falávamos e só queria meio que fazer propaganda de uma linha de ônibus que passaria por ali mais tarde da qual ele seria o motorista a partir da próxima parada. Leo tentou argumentar e pedir para que só levasse um de nós até um posto de gasolina que ficava a 30 quilômetros ou qualquer coisa do tipo, naquele ponto qualquer coisa servia. Ele retrucou com um &#8220;quanto me pagas por esto?&#8221;, nessa hora eu dei as costas e vi que não ia dar em nada.</p>
<p>O valor do ônibus era AR$ 700,00 (cerca de R$ 160,00 que certamente iria para o próprio motorista) e ele pediu AR$ 100,00 para levar um de nós até o posto de gasolina, era nítido que queria aproveitar-se da nossa situação. Nenhum de nós, exceto o norte americano que não tinha como dormir ali, estava disposto a gastar tudo isso, <strong>era muita grana</strong>. Então novamente voltamos a estaca zero.</p>
<p>Mais tempo se passou e nada. Já eram 21:30h, a noite tinha chegado e eu estava prestes a começar a arrumar as coisas para cozinhar algo e ir dormir. O ônibus passaria por ali mais ou menos 22:00h e Leo estava seguro que iria convence-lo a nos levar até o posto de gasolina, então esperamos um pouco mais. Nesse meio tempo passou uma caminhonete com apenas um casal dentro, fizemos sinal com as lanternas, pulamos, esperneamos e nada, passou direto. <strong>Mas nessa hora nossa sorte mudou</strong>, lá no fundo, no horizonte eu vi a mesma caminhonete fazer a volta.</p>
<p>O motorista chegou e perguntou: &#8220;o que estão fazendo todos vocês, aqui a essa hora?&#8221;, Leo (que era argentino, então se tornou nosso porta-voz) começou a explicar tudo, que estávamos ali desde sempre e que ninguém havia parado e quase implorando dizia para nos levar até o posto de gasolina. O senhor aceitou e começamos a nos empilhar em cima da caminhonete com todas as mochilas, o que não era uma tarefa nada fácil, afinal <strong>éramos 8 e com mochilas bem avantajadas</strong>. Nesse meio tempo surgiu outro farol no horizonte (contrariando totalmente nossa média até então) e o motorista pegou uma das lanternas e foi na beira da estrada pedir para que parasse também. Acabou que era um conhecido dele e tinha lugar para mais duas pessoas no seu carro. Definitivamente nossa sorte tinha mudado.</p>
<p>Os dois carros nos levaram até o posto de gasolina e lá baixamos todos, menos o norte americano que foi com um dos carros até o próximo povoado para procurar um lugar para ficar pela noite. <strong>Estávamos muito contentes</strong>, tínhamos um lugar abrigado para dormir, água (que era nosso maior problema, pois tínhamos pouco então cozinhar na estrada seria complicado) e até banheiros! Conversamos com a senhora que estava no caixa e ela se mostrou muito solícita, disse que podíamos armar as barracas ao lado a construção sem problemas.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5677" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/El-Chaltén-até-o-cruzamento-1024x682.jpg" alt="El Chaltén até o cruzamento" width="1024" height="682" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5678" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Mensagens-não-tão-agradáveis-1024x683.jpg" alt="Mensagens não tão agradáveis" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5679" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Nós-e-a-Ruta-40-1024x682.jpg" alt="Nós e a Ruta 40" width="1024" height="682" /></a></p>
<p>Juntamos o que tínhamos de comida, fizemos uma janta comunitária e fomos dormir. No outro dia fomos caminhando até o próximo povoado que ficava a 3 quilômetros dali. Chegando lá fomos primeiro a uma padaria e Laura educadamente pediu pra atendente se tinha algum pão ou algo que não poderia vender mais, de ontem ou coisa do tipo e ela gentilmente nos forneceu o que seria nosso café da manhã. Depois passamos em um mercadinho para comprar um pacote de macarrão e outro de polenta, as duas coisas mais baratas que havia lá, muitas vezes encaramos a redução de custos a sério.</p>
<p>E novamente nos dirigimos para a saída da cidade e recomeçamos nossa batalha, agora com 7 pessoas. E a história se repetiu, <strong>pouquíssimos carros e ninguém parava</strong>. Depois de muitas horas novamente, estávamos todos ficando de saco cheio de tanto esperar. Leo e Steve foram os primeiros a mudar os planos, decidiram ir para a outra saída do povoado (por onde entramos), voltar para Calafate e fazer um contorno gigante pela Ruta 3, que fica do outro lado do país, mas é muito mais movimentada. Mais ou menos uma hora depois passaram por nós em uma caminhonete gritando &#8220;Ruta 3! Ruta 3&#8243;! Parecia que o plano havia funcionado.</p>
<p>Mais um tempo se passou e chegou um carro com um casal que conhecia o peruano e a italiana que estavam pedindo carona conosco. Só havia espaço para os dois e eles se foram, ficamos todos muito felizes afinal dos 7 agora só restavam 3, aumentando nossas chances, além de toda a alegria compartilhada por nossos companheiros já estarem seguindo viagem.</p>
<p>Ficamos na beira da estrada por mais um tempo até decidirmos que iríamos aceitar qualquer coisa, estaríamos dispostos a cancelar nossa subida pela Ruta 40 e ir para a Ruta 3 como haviam feito Leo e Steve. Depois de mais algum tempo parou uma caminhonete e nos disse que ia pra lá, já estávamos ali há 5 horas, então é claro que <strong>topamos na hora</strong>.</p>
<p>Mais ou menos 3 horas depois havíamos cruzado toda a Argentina e estávamos em Piedra Buena na beira da Ruta 3. Aqui sim, todo o azar da Ruta 40 desapareceu, nem bem colocamos as mochilas no chão e <strong>uma outra caminhonete parou</strong>. Tinha lugar para nós três e era dirigida pelo argentino Andres. Confirmamos se ele ia para o norte e partimos.</p>
<p>Começamos a conversar, explicamos de toda a viagem, pra onde íamos e tudo mais. Ele morava em Puerto Deseado, uma cidade que fica à direita da Ruta 3, meio fora de mão para nós, mas ele poderia nos deixar em Puerto San Julián, uma cidade antes. Ele nos disse também que tinha uma fazenda que ficava entre Deseado e San Julián que era pra onde estava indo agora e como já estava bem tarde não queria nos deixar sem lugar pra ficar em San Julián então nos convidou para irmos até a fazenda com ele, poderíamos dormir lá e no outro dia ele nos levaria até Puerto Deseado. Por alguns momentos nos olhamos e ficamos pensando se tínhamos mesmo entendido bem o que acabamos de ouvir.</p>
<p>Depois de dois dias extremamente cansativos na beira da estrada esse convite foi simplesmente <strong>a melhor coisa que poderia ter acontecido</strong>. Nem conseguíamos acreditar, em um momento estávamos dormindo na beira da estrada e pedindo por caronas que não paravam nunca e no outro tínhamos já tínhamos subido bastante ao norte e tínhamos a possibilidade de uma cama e um banho quente, tudo isso sem pagar um centavo sequer, isso era simplesmente inimaginável.</p>
<p>Chegamos na fazenda de Andres, já era muito tarde, quase meia noite, fizemos uma janta rápida e todos despencamos na cama (cama de verdade!), estávamos muito cansados. No outro dia acordamos e a mesa do café estava posta com um bilhete dele dizendo que retornaria mais tarde. Tomamos o café com um sorriso de orelha a orelha e quando saí da casa me deparei com um dia lindo e uma vista sensacional, um campo sem fim, em uma paisagem desértica totalmente diferente das montanhas que estávamos acostumados a ver. Enquanto eu caminhava um pouco ao redor da casa um dos peões da fazenda passou por mim, me cumprimentou e disse que estava começando a preparar um cordeiro &#8220;al asador&#8221; que é o tradicional cordeiro patagônico assado em fogo de chão. Andres tinha comentado no dia anterior que mesmo sendo vegetarianos deveríamos prová-lo, pois era sensacional.</p>
<p>Quando iniciamos a viagem já tínhamos conversado sobre isso, que seria bem possível que abríssemos algumas exceções e <strong>comêssemos carne em algumas situações</strong> específicas como quando se tratasse de um prato típico, ou quando quem nos estivesse recebendo talvez fosse se sentir mal pela recusa da carne ou até mesmo se estivéssemos sem muita opção para manter o nível de proteína adequado pelo fato de termos algumas comidas muito caras aqui (que era o nosso caso agora, pois passamos os últimos dias nos alimentando muito mal na estrada). Já tínhamos comido a centolla, que é um caranguejo gigante, típico de Ushuaia, já tínhamos comido atum em um dos dias de trilha pois não tínhamos outra coisa, já tínhamos experimentado o choripan (um pão com linguicinha e condimentos) na casa de Gabi. Enfim, não seria a primeira vez, mas de alguma forma eu estava me sentindo diferente.</p>
<p>Sabíamos que era um animal que havia sido criado ali na fazenda, criado solto, morto pelas mãos dos peões e feito de uma maneira menos industrial. Era um presente de quem nos estava hospedando e um prato típico. Além de tudo isso era um prato que eu queria muito comer, quem me conhece sabe que gosto muito do sabor da carne e que apenas não a como pelo ideal, mas quando comemos fiquei com aquele pé atrás, como se estivesse fazendo algo errado. Estava delicioso, fato. <strong>Uma das melhores carnes que já provei</strong> e certamente uma das melhores refeições da viagem e além disso me fez refletir muito sobre o ideal do vegetarianismo. E ainda me confirmou a opinião de que quero me afastar o máximo possível de todas as comidas industrializadas, inclusive as que não são de origem animal.</p>
<p>Depois disso durante a tarde fomos ajudar Andres a desatolar um caminhão no meio de sua fazenda e a tarde toda passou voando. Acabou ficando tarde para irmos até Deseado, além disso não havíamos conseguido tirar o caminhão completamente, ainda faltava um pouco. Então retornamos a casa, preparamos uma janta novamente e dormimos mais uma noite em uma cama confortável. No outro dia acordamos e Andres já tinha saído para desatolar o que faltava do caminhão e Bruna começou a preparar as panquecas para o café da manhã. Nesse meio tempo Andres retornou e tomou café conosco.</p>
<p>Fizemos também um pequeno tour pela fazenda, conhecemos todo o processo de produção da lã e da carne que fazem ali, vimos <strong>vários objetos indígenas</strong> que Andres encontra pela fazenda como pontas de flechas, pedras lascadas e outras preparadas como bolas para serem usadas como boleadora. Depois do passeio nos despedimos de todos e partimos em direção a Puerto Deseado.</p>
<p>Chegando lá também fizemos um pequeno tour pela cidade, Andres nos mostrou os principais atrativos e nos pediu desculpas por não ter mais tempo para mostrar mais, como se ele precisasse pedir desculpas por algo. Depois nos deixou em frente a um supermercado porque necessitávamos encher novamente nossos estoques de comida para encarar a estrada novamente. A<strong>gradecemos muito por tudo</strong> e depois da nossa compra seguimos caminhando até a saída da cidade.</p>
<p>E lá estávamos nós novamente: eu, Bruna e Laura na beira de estrada chamando a atenção dos motoristas que passavam. Agora numa estrada muito mais movimentada, bem longe de onde imaginávamos anteriormente e com uma bagagem muito maior do que antes. <strong>E não, não estou falando das mochilas</strong>. Conhecemos uma nova Patagônia, a Patagônia da imensidão desértica e do acolhedor povo do campo. Nos desprendemos de toda a programação, ligamos o modo aleatório e ganhamos muito com isso, aproveitamos o inesperado e descobrimos coisas que nem imaginávamos conhecer durante a viagem. Definitivamente desapegar um pouco dos planos vale a pena.</p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5671" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Laura-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Laura na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5668" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5661" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5660" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiro-patagônico-na-fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiro patagônico na fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5670" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5669" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Gato-da-fazenda-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Gato da fazenda 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5665" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-Carrinho-de-mão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres - Carrinho de mão" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-5663" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Desencalhando-o-caminhão-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Desencalhando o caminhão" width="1024" height="683" /></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5673" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Pôr-do-sol-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Pôr do sol na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5666" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-2-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 2" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5662" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Cordeiros-na-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Cordeiros na fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5667" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Fazenda-de-Andres-3-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Fazenda de Andres 3" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5672" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Nós-Andres-e-Laura-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Nós, Andres e Laura" width="1024" height="683" /></a></p>
<p><a href="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5664" src="http://anaturezahumana.com/wp-content/uploads/2015/04/Puerto-Deseado-Despedida-da-fazenda-de-Andres-1024x683.jpg" alt="Puerto Deseado - Despedida da fazenda de Andres" width="1024" height="683" /></a></p>
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		<title>Quanto pesa a mochila de uma mulher?</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2015 17:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[mochilão]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Caminhar na trilha com a pesada mochila nas costas não é pra qualquer um, é preciso condicionamento físico, disciplina, atenção, foco e desapego. Viajar com pouca grana requer alguns sacrifícios, dormir várias noites na barraca, tomar alguns banhos frios, passar um tempo na estrada aguardando carona e deixar em casa muitas regalias consideradas indispensáveis. Definitivamente, [&#8230;]</p>
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			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef81c2ab" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">A</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>quela menina baixinha e magricela diz que vai viajar. Primeiro as pessoas pensam em férias, depois, quando conta que será por um tempo um pouco maior <strong>começam a se questionar</strong> como isso será feito. Será que ela tem muito dinheiro? Mas como vai fazer pra se sustentar? Vai carregar mesmo tudo em uma mochila, como assim?</p>
<p class="p1">Isso se passou comigo e com o Diego, mas boa parte das pessoas ficava um pouco mais desconfiada quando se tratava de mim. O fato é que uma viagem como a que nós (e tantas outras pessoas nesse mundo!) estamos fazendo requer algumas renúncias e a primeira delas diz respeito à vaidade e por isso as pessoas às vezes estranham que mulheres também escolham viajar de mochilão.</p>
<p class="p1">As mulheres são bombardeadas todos os dias com anúncios e produtos que as fazem pensar que sempre precisam de algo mais para que se sintam bonitas. Muitas acreditam nisso e vão agregando coisas à sua &#8220;mochila&#8221;. Acreditam que precisam ser magras no lugar de saudáveis, ter peles lisas no lugar de seus traços naturais de expressão, seios maiores, seios menores. Acreditam que é feio aparentar uma idade mais avançada quando poderiam <strong>honrar-se de sua experiência</strong>. É natural da mulher querer sentir-se bonita, cuidar-se. Porém hoje fica difícil saber até que ponto chega a vaidade natural e onde inicia a pressão social. Mulheres mochileiras precisam pensar no que realmente é necessário para a saúde e higiene do seu corpo e isso, de certa forma é muito libertador.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
<p class="p1"><span id="more-5372"></span></p>
<p class="p1">Caminhar na trilha com a pesada mochila nas costas não é pra qualquer um, é preciso condicionamento físico, disciplina, atenção, foco e desapego. Viajar com pouca grana requer alguns sacrifícios, dormir várias noites na barraca, tomar alguns banhos frios, passar um tempo na estrada aguardando carona e deixar em casa muitas <strong>regalias consideradas indispensáveis</strong>. Definitivamente, qualidades que podem ser adquiridas tanto por homens quanto por mulheres.</p>
<p class="p1">Diferente de mim, muitas mulheres viajam sozinhas ou com amigas e isso é mais normal do que parece. Conhecemos muitas no caminho e agora percebemos que as pessoas mais belas que cruzamos na viagem trazem sempre dois itens na mochila: <strong>bom-humor e gentileza</strong>. E, mais uma vez, podem ser usados por ambos os sexos.</p>
<p class="p1">E sabe… Muitas mulheres carregam pesos <strong>muito maiores que o de uma mochila</strong>. Muitas delas sustentam famílias, muitas estão no meio de uma guerra, muitas sofrem abusos, muitas não sabem o que fazer para conseguir alimentar seus filhos. Quando uma mulher sente na pele o peso de uma injustiça, não há maquiagem que mascare sua tristeza e diante disso, nem preciso dizer mais nada para mostrar o quanto algumas coisas realmente não são essenciais na vida. Não podemos mudar a realidade de todas elas, mas que lindo seria se as pessoas gastassem menos energia preocupando-se com aparências e mais refletindo suas escolhas e pensando em formas de abrir os sorrisos de quem, por um motivo ou outro, ainda não conhece o dia da mulher como um dia de libertação.</p>
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		<title>Beleza relativa</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Feb 2015 11:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[contemplação]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>O post <a rel="nofollow" href="http://anaturezahumana.com/2015/02/beleza-relativa/">Beleza relativa</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://anaturezahumana.com">A Natureza Humana</a>.</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef81ea01" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">E</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>nquanto aguardava o sol ir baixando lentamente no céu de Ushuaia em um dos dias que estávamos no <strong>Parque Nacional Tierra del Fuego</strong> fiquei do lado de fora da barraca, meio cuidando da câmera que estava trabalhando, meio apreciando o sol se pondo e meio olhando fixamente para um barranco na beira do rio ao lado.</p>
<p class="p1">Sim, <strong>olhando para um barranco</strong>. O mesmo barranco que esteve ali pelos últimos 4 dias em que estivemos ali e eu nem sequer havia reparado direito. Passei muito tempo fitando-o, num estado quase meditativo, apreciando cada detalhe que ele tinha pra me oferecer e o quão belos eram esses detalhes.</p>
<p class="p1">&#8220;Me oferecer&#8221;, quanto egocentrismo da minha parte. O barranco estava ali, ele existia e pronto, ele estava pouco se importando se estava sendo observado ou não, e definitivamente não estava me oferecendo nada intencionalmente, mas isso é só um detalhe.</p>
<p class="p1">Mas o que eu queria realmente dizer com esse post é que se pararmos para observar qualquer coisa com um olhar desprendido de preconceitos e de ideais prontos podemos observar a beleza em tudo. É um pouco do <strong>olhar inocente das crianças</strong>, que ficam admiradas com qualquer coisa nova que lhes vem aos olhos, com o tempo vamos perdendo isso, mas de alguma forma, em alguns momentos, temos que buscar isso de volta.</p>
<p class="p1">Que busquemos sempre aprimorar <strong>todos nossos sentidos</strong> para que cada vez mais possamos nos <strong>sentir presentes</strong> em todos os momentos aproveitando a beleza em tudo.</p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
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		<title>Saudades</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2015 11:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nunes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[textos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O post <a rel="nofollow" href="http://anaturezahumana.com/2015/02/saudades/">Saudades</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://anaturezahumana.com">A Natureza Humana</a>.</p>
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	<div style="" class="vc_col-sm-12 wpb_column column_container ">
			<div class="clearboth"></div><div class="mk-shortcode mk-padding-shortcode" style="height:20px"></div><div class="clearboth"></div><span id="drop-caps-69e46ef821076" class="mk-dropcaps mk-shortcode fancy-style ">Q</span><style type="text/css"></style>	<div style=" margin-bottom:0px;text-align: left;" class="mk-text-block  "><p>uando fomos no correio do fim do mundo e enviamos os postais para nossas famílias tive um momento de reflexão bem forte. Aliás, alguns momentos. Durante a caminhada de volta até o acampamento e depois durante o tempo de descanso pensei muito em meus pais, meu irmão e minha cunhada e também na mais nova e bela integrante dessa família, nossa sobrinha.</p>
<p class="p1">Pude sentir o <strong>quão forte é minha ligação com eles</strong> e o quanto eles podem se fazer presentes em mim, mesmo estando tão longe. Os ensinamentos de meus pais, as brincadeiras de meu irmão, o carinho de minha cunhada e a pureza de minha sobrinha. Todos esses sentimentos bons me inundam sempre que me pego pensando neles.</p>
<p class="p1">Nesse momento travei uma batalha interna, parte de mim queria que todos estivessem aqui, vivendo essa aventura comigo e aproveitando cada segundo dela como estou tentando fazer, essa era a parte do menino mimado. A outra parte era mais equilibrada, mais madura, essa parte sabia que cada um tem a sua <strong>própria aventura</strong> e sabia que nem todos os nossos desejos devem se tornar realidade.</p>
<p class="p1">Por fim, acho que a batalha ainda segue, afinal de contas não busco nenhum extremo nem outro, apenas quero um certo <strong>ponto de equilíbrio. Para isso e para tudo na vida.</strong></p>
<div class="clearboth"></div></div> 
	</div></div>
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