- Cotidiano, Filosofia

Nossa casa em outra casa

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urante a viagem aprendemos que qualquer lugar com um espacinho para montar nossa barraca poderia ser a nossa casa por alguns dias, foi um aprendizado excelente saber que precisamos de pouca coisa além de um pequeno teto e um canto pra esticar as pernas.

Antes de sairmos viajar, havíamos nos mudado fazia apenas um mês e com toda a correria dos últimos preparativos da viagem não aproveitamos tão bem nossa nova casa, saímos pensando que quando voltássemos teríamos que comprar várias coisas, reformar alguns móveis e daí sim teríamos um lugar bacana pra viver. A primeira sensação quando entramos em casa novamente foi: “temos muito mais do que precisamos“.

Não é questão de ficar acomodado e não almejar mais, não querer essa melhoria de vida, mas o fato é que para adquirir todas essas coisas teríamos que trabalhar mais, nos privar de momentos de tranquilidade que, na nossa visão atual, valem mais do que aquele móvel novo ou aquele eletrodoméstico que estava faltando. Conseguimos viver sem eles e, digo mais, vamos viver bem sem eles.

Mas enfim, não foi nem bem por isso que eu comecei a escrever esse post, foi pra contar que desde a última semana não estamos morando na nossa casa. Foi pra dizer que a nossa casa, agora é a casa do Léo e do Rapha, casal de amigos que foi viajar e nos fez o convite para morarmos aqui, cuidar da casa e de seus bichos de estimação enquanto eles estiverem fora.

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O último dos 110 dias de viagem

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lí estávamos nós, no 110º e último dia da viagem, com as mochilas prontas, um sorriso de orelha a orelha e ansiosos pelo retorno e pelo reencontro com todos.

Mais uma vez começamos o dia com um delicioso café preparado pela dona Alicia e com a sensação de que estávamos em casa. Conferimos a mochila pela última vez, agradecemos muito por toda a hospitalidade e nos despedimos. Pegamos o trem rumo ao centro, lá iríamos passar pela Feira de San Telmo, visitar a Plaza de Mayo, a Casa Rosada e a rua Flórida, depois rumávamos direto para o aeroporto.

No trajeto de trem o turbilhão de pensamentos estava a mil, eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser entrar no avião e voltar pra casa. Parece estranho querer o final da viagem, o momento mais incrível da minha vida até então, mas eu sabia que precisava seguir em frente para que mais coisas tão maravilhosas quanto isso continuassem acontecendo, eu precisava encerrar este ciclo. E é claro que eu estava com saudades dos amigos e família e querendo muito iniciar todos os planos que eu e a Bruna havíamos traçado no decorrer da viagem.

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Buenos Aires, El Caminito e, mais uma vez, hospitalidade!

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hegamos em Buenos Aires numa manhã de sexta-feira, depois de passar o dia anterior todo intercalando caronas e virar a noite em um caminhão, que para nossa sorte, nos deixou exatamente na entrada da estação de trem, onde poderíamos seguir ao nosso destino.

E o destino era a casa dos pais do Juan. Em Coyhaique, onde ficamos juntos na casa do David, ele já tinha garantido: “cuando van a Buenos Aires, se quedan en la casa de mis viejos!”. Assim, tínhamos um endereço, uma indicação do meio de transporte e um número de telefone. Pegamos o trem e já nos impressionamos com o valor da passagem, andamos cerca de 27km e pagamos menos de 1 real!

Encontramos na dona Alicia e no seu Nano uma hospitalidade incrível. A gente já deveria estar acostumando com isso depois de todas as experiências que tivemos, mas era sempre uma grata surpresa. Era hora do almoço e ela serviu um nhoque de espinafre maravilhoso, se desculpando por não ter “nada melhor”. O irmão de Juan logo chegou da escola e foi igualmente simpático. Vale ressaltar que o Juan não estava lá, ele seguia viajando, apenas telefonou para sua família e pediu que nos recebessem. 

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Pit stop em Mendoza

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uando chegamos na rodoviária de Mendoza entramos em contato com o Léo (que conhecemos em Puerto Natales e depois encontramos novamente em El Chaltén) que mora lá e conseguiu um lugar pra gente ficar. Fomos caminhando até uma praça onde encontramos ele e um grupo de amigos, quase todos já tinham feito uma grande viagem ou estavam viajando naquele momento, foi um papo muito bacana e adicionamos mais alguns lugares na lista de “queremos conhecer”.

Um dos amigos que conhecemos naquele momento foi o Nico, na casa dele que ficamos durante os dois dias que estivemos em Mendoza. Ficamos apenas dois dias porque já estávamos ficando sem tempo, o dia do retorno já estava se aproximando! E como pretendíamos ir de carona de Mendoza a Buenos Aires, preferimos não arriscar. A primeira coisa que pensamos quando viemos para Mendoza foi que teríamos que visitar as vinícolas, mas pela falta de tempo também resolvemos deixar isso para uma próxima viagem também, junto com os trekkings bem bacanas que os vilarejos ao redor oferecem.

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Mercado Fluvial de Valdívia

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s feiras e mercados municipais do Chile encantam por sua capacidade de aguçar os sentidos. Enchem os olhos com as cores, exalam aromas diversos, sempre tem uma sonoridade seja com os músicos ou com os vendedores oferecendo seus produtos e é claro, o sabor e as texturas de alimentos frescos e muitas vezes desconhecidos. Em Valdívia o espetáculo fica ainda maior com os lobos marinhos, que fazem a festa com os restos de peixe que os feirantes atiram.

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- Filmes, Filosofia

Na natureza selvagem e o eu de dois anos atrás

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cho que posso dizer que esse foi o marco pra mim. Esse foi o dia em que a vontade de estar próximo da natureza começou seu crescimento desenfreado. Foi nesse dia que começaram os questionamentos dos conceitos da sociedade e do meu modo de vida atual. Mas não foi quando eu terminei o filme que “minha vida mudou”, passei um bom tempo refletindo, questionando, aprimorando meu pensamento. Assisti mais uma vez, pesquisei sobre o Chris, me inteirei sobre o assunto e foi aí que as coisas começaram a mudar.

A filosofia do personagem me influenciou de uma forma tão grande que hoje não consigo mais imaginar como eu poderia pensar diferente anteriormente. Chris tinha suas dúvidas, seus próprios conceitos, ele não queria saber de verdades absolutas, ele queria entender tudo, ele queria julgar tudo, ele queria saber o que era realmente bom e o que era ruim, não que lhe dissessem o que era bom ou ruim, pois ele simplesmente não ligava, ele tinha que sentir isso.

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Paisagens surpreendentes no caminho de Santiago a Mendoza

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e Santiago a Mendoza, decidimos também pegar um ônibus. Uma porque sair de Santiago de carona é muito difícil, por ser uma cidade muito grande, outra porque íamos cruzar a fronteira e passar por lugares bem isolados e já não estávamos com tanto tempo e disposição para correr o risco de ficar plantados num lugar remoto sem saber quando passaria o próximo carro, e também pelo fato de os preços de ônibus no Chile serem bem mais baratos que na Argentina, então aproveitaríamos para pegar um ônibus ali, pois dali para a frente sem dúvida voltaríamos às caronas.

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- Filosofia

O incerto futuro

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esmo durante a viagem, já estávamos planejando o que iríamos fazer quando retornássemos, como iria ser a nossa vida juntos, nossos trabalhos, nosso dia a dia e tudo mais. Ficávamos fazendo planos sobre tudo, desde as coisas mais simples como uma rotina de exercícios e de alimentação até as coisas mais complexas como as finanças, o futuro do site e, é claro, o casamento.

E agora que estamos aqui todo esse planejamento começa a ser posto em prática, mas mesmo assim, seguimos fazendo novos planos e mudamos os que já fizemos praticamente o tempo todo. Porque afinal de contas, as ideias e os planos são uma coisa, quando elas encaram o “mundo real”, geralmente precisam de algumas adaptações.

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Overdose artística em Santiago

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omo já dissemos aqui, não adianta ir pra cidade grande e ficar emburrado que não tem trilha e que os prédios e a poluição escondem a visão das montanhas (no caso de Santiago, que é rodeado pela Cordilheira dos Andes). Aproveitamos para curtir o potencial artístico e cultural, que não é pequeno. Certamente em uma nova viagem à cidade, teríamos atrações suficientes para não repetir nenhuma visita.

Pra finalizar nosso “roteiro artístico” em Santiago, vamos falar de quatro lugares super legais que visitamos. O Museo Nacional de Historia Natural, o Museo de La Memoria, o Centro Cultural Gabriela Mistral e a exposição da artista japonesa Yayoi Kusama (que estará na cidade até junho). 

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- Filosofia

A confiança no outro

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oda viagem é um processo de descoberta. De novos lugares, de novas pessoas, de você mesmo. Toda viagem é uma permissão para mudar, você passa a considerar as novas propostas que o mundo tem pra te oferecer.

Quando começamos a planejar a viagem não sabíamos ao certo qual era o nosso objetivo, mas arriscávamos alguns palpites e escolhemos ir a lugares mais inóspitos, com mais contato com a natureza e essa relação ficou evidente desde o começo. Nós pensávamos que íamos voltar experts em trekking e montanhismo, imaginávamos que esse era o ponto chave da nossa viagem e nos enganamos. Não porque a natureza não tenha sido importante, mas porque no decorrer do percurso algumas pessoas foram entrando em nossas vidas e nós fomos entrando na vida dessas pessoas. 

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